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2013/02/05

CONVITE - Colóquio - "Identidade e Comunicação Social. O caso do serviço público de audiovisual nos Açores"




O Departamento de Economia e Gestão da Universidade dos Açores, associando-se a jornalistas e outros profissionais da Comunicação Social da Ilha Terceira, organiza dia 07 de fevereiro, a partir das 20h30, no auditório do Campus de Angra do Heroísmo, no Pico da Urze, um colóquio intitulado "Identidade e Comunicação Social. O caso do serviço público de audiovisual nos Açores".


São oradores o Professor Doutor José Manuel Mendes, da Universidade de Coimbra - "Serviço público de audiovisual nos Açores: uma simples janela para o mundo, ou o mundo que queremos construir?” -, e a Professora Doutora Catarina Duff Burnay, da Universidade Católica Portuguesa – “A ficção da RTP-Açores: História, Memória e Identidade”. Após as conferências, seguir-se-á um período de debate. A moderação estará a cargo de Victor Alves, chefe da delegação da Terceira da RTP-Açores.


O tema deste colóquio parece-nos de particular pertinência, dado o debate em curso em Portugal e também nos Açores, sobre o futuro do serviço público de audiovisual.


José Manuel Mendes é doutorado em Sociologia pela Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra, onde exerce as funções de Professor Auxiliar. É investigador do Centro de Estudos Sociais, tem trabalhado nas áreas das desigualdades, mobilidade social, movimentos sociais e ação coletiva e, mais recentemente, nas questões relacionadas com o risco, a vulnerabilidade social e a comunicação na área do risco. É co-coordenador com Stefania Barca e Hermes Costa do Núcleo POSTRADE - Políticas Sociais, Trabalho e Desigualdades. É co-coordenador com Rita Serra do Observatório do Risco - OSIRIS,
sediado no Centro de Estudos Sociais. É co-coordenador com Luísa Sales do Centro de Trauma do Centro de Estudos Sociais. Publicou recentemente o livro organizado com Pedro Araújo "Os lugares (impossíveis da cidadania: Estado e risco num mundo globalizado". Coimbra: Almedina (2012).


Catarina Duff Burnay é doutorada em Ciências da Comunicação pela Faculdade de Ciências Humanas da Universidade Católica Portuguesa, onde iniciou a carreira académica em 2002. Leciona as disciplinas Introdução à Comunicação e Públicos e Audiências ao 1º ciclo, e Media e Género e Produção e Programação ao mestrado em Ciências da Comunicação. Professora-Secretária da FCH, Coordenadora da licenciatura em Comunicação Social e Cultural e Co-coordenadora da equipa portuguesa para o Observatório Iberoamericano da Ficção televisiva. Em novembro de 2012 iniciou o seu pós-doutoramento na Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo.


PARCERIAS:

Câmara Municipal de Angra do Heroísmo

Bensaúde Turismo

Grupo Sata

2013/02/03

"Novos projectos de investigação do Centro de Biotecnologia dos Açores"


Ciclo de conferências do Centro de Biotecnologia dos Açores, com o objetivo de mostrar, dentro e fora da Universidade, as suas áreas de investigação apresentando sucessos e dificuldades.

As conferências decorrerão no auditório do Campus de Angra do Heroísmo durante as primeiras segundas-feiras de cada mês entre as dezoito e as vinte horas.

Amanhã, dia 4 de Fevereiro, das 18 às 20 horas começa o ciclo com a palestra "Novos projetos de investigação do Centro de Biotecnologia dos Açores", apresentada pelo Professor Doutor Artur Machado.

FIPED III Portugal - Fórum Internacional de Pedagogia





O Fórum Internacional de Pedagogia, FIPED III PORTUGAL, sob o lema "Investigar é Inovar", vai ter lugar no Campus de Angra do Heroísmo da Universidade dos Açores, a 12 e 13 de abril de 2013.

O objetivo fundamental do FIPED consiste em refletir e problematizar sobre a iniciação à investigação pelos estudantes de Licenciaturas e Mestrados de Bolonha.

No evento haverá espaço para apresentar trabalhos de investigação (comunicações) pelos alunos universitários e para construir, em sessões práticas (oficinas), instrumentos de recolha de dados e estruturas de investigação. Também haverá espaços dedicados à reflexão sobre os mecanismos e instrumentos de construção do conhecimento (conferências e mesas redondas).

Convidamos os alunos e docentes do Departamento de Ciências da Educação, Departamento de Ciências Agrárias, da Escola Superior de Enfermagem de Angra do Heroísmo, do Departamento de Economia e Gestão e do Departamento de História, Filosofia e Ciências Sociais a participar neste evento.

Podem obter mais informações, registar-se e/ou submeter comunicações em: www.fiped.pt.

2013/02/01

Duas gerações, duas conferências...


Duas gerações, duas conferências, diferentes pontos de partida, (praticamente) o mesmo ponto de chegada.
O mês de Fevereiro não podia ter começado melhor no que concerne ao pulsar das atividades no Campus de Angra do Heroísmo.

Nuno Martins falou-nos sobre a Economia Franciscana, no ambiente intimista da Sala que Reflete a Vida (feliz designação de Tomaz Dentinho). Três ilações: conceito de pobreza; o preço das coisas e a perda do sentido crítico.

Álvaro Monjardino, que personifica a teoria do Vinho Porto, deliciou a plateia com a sua visão da crise dos anos 30, em Portugal, fazendo o paralelo para a crise que vivemos atualmente. De Salazar a Gaspar, para onde vai este País? Uma certeza, temos de viver na base das nossas possibilidades.

Se Fevereiro era o "mês", estamos no bom caminho!

Não há dúvida: Há Vida no Campus! Apareçam!

2013/01/31

Economia Franciscana

(Niccolò Antonio Colantonio: São Francisco dando a Regra para as suas Ordens, c. 1440-1470. Museu de Capodimonte.)

Conferência "A Economia Franciscana" - 1 de Fevereiro, 17h00, Sala de Reflexão

A Ordem Franciscana foi criada no séc. XIII, numa altura em que os mercados e feiras medievais ganhavam importância no quotidiano. Nesse contexto, muitos autores medievais foram levados a discutir temas como os mercados, os preços, os juros, e a justiça na economia. Os Franciscanos distinguiram-se neste contexto pela importância que atribuiam à pobreza do indivíduo, que só acede a riqueza em comunidade. As ideias dos Franciscanos foram centrais para o debate acerca da economia que se seguiu. Nesta conferência será discutido o pensamento destes autores sobre a economia, e a sua relevância para compreender o mundo actual, num contexto em que noções como mercado, preços, juros, e a justiça na economia, continuam a ser temas essenciais.

Nuno Martins
(Conferência no âmbito da iniciativa "A Sala Que Reflecte a Vida")

Programa de "A Sala que Reflecte a Vida"



A Sala que Reflecte a Vida foi criada por iniciativa da equipa reitoral chefiada pelo Prof. Avelino de Meneses e com a dinâmica consequente do Prof. Alfredo Borba . Como dizia Miguel de Unamuno é preciso querer crer para criar uma sala que reflecte a vida, uma sala pequena, branca e cheia de sol que vai ganhando identidade com o uso que lhe vamos dando. Umas vezes é capela, outras espaço para taichi, mais logo sentamo-nos para perceber a escrita e a leitura e, mais à frente, queremos saber da relação com o transcendente de hindus, islamitas e ateus. Eu tento passar por lá às 8H45 e às 13H45 para acender uma vela, colocar o cruxifico e ler o livros das horas. Deve ser de estar velho esta leitura interessada dos salmos e do Magnificat mas a verdade é que tenho pena de não ter aprendido a fazê-lo mais cedo e com mais regularidade. O que não há dúvida que estas coisas para pecadores; como os personagens de Graham Greene, gente com sede de perdão e de liberdade. O que não há dúvida é que, sendo o espaço mais pequeno do Campus de Angra é também aquele que, paradoxalmente, todos sentem que é o espaço que tem mais força. Na verdade é ali que pode enraizar toda a esperança do milagre de criar uma Universidade numa terra com 50000 habitantes. Criaram porque creram e quiseram. Se quisermos crer certamente que criaremos um dos melhores campus do mundo. Sobretudo porque temos um pequeno espaço de transcendência que, como a pintura de Miguel Ângelo na Capela Sistina, toca o Homem mesmo quando este se recosta na sua displicência.

Tomaz Dentinho

A Crise dos Anos 30 face à Atual





Tem lugar no próximo dia 1 de fevereiro, pelas 17h30, no auditório do Campus de Angra do Heroísmo, no Pico da Urze, uma conferência intitulada "A Crise dos Anos 30 Face à Atual", cujo orador é o Dr. Álvaro Monjardino. A organização é da Pro-reitoria para a Formação ao Longo da Vida.

Pretende-se com este evento assinalar semelhanças e refletir sobre a vivência nestes tempos e o que pode deles resultar.



A entrada é livre.

A não faltar!

2013/01/29

O Papel do Estado na Sociedade – Mesa redonda


No dia 5 de dezembro, a Universidade dos Açores acolheu no auditório do campus de Angra do Heroísmo, uma mesa redonda organizada pelo Departamento de Economia e Gestão, com o intuito de promover uma discussão sobre “O Papel do Estado na Sociedade: o Estado que temos, o Estado que poderemos ter e o Estado que queremos ter.”

Os convidados Mário Fortuna, Álvaro Monjardino, Mário Cabral e João Lemos das áreas de Economia, Direito, Filosofia e Psicologia, respetivamente, ofereceram as suas perspetivas sobre o tema, cabendo a moderação ao jornalista Armando Mendes.

Mário Fortuna defendeu que o Estado deve ser “recalibrado”, já que não possui capacidade financeira para sustentar o modelo atual, citando as anteriores intervenções internacionais nos anos 80. Este esforço terá de ser acompanhado por um aumento da competitividade e da produtividade. Seguiu-se-lhe João Lemos. O psicólogo defendeu a importância do Estado Social, e o perigo que representa a sua rutura em termos de potenciais perturbações da paz social. Acrescentou ainda que a situação atual é, em grande parte, consequência da atuação de entidades privadas ao nível da alta finança, cujos resultados foram suportados pelos contribuintes, pondo em causa o bem comum.

Mário Cabral frisou que a sua intervenção seria puramente teórica, apresentando quatro teses: que o Estado é o lugar natural do homem – vivemos em sociedade porque é nesta que florescemos; que o Direito Natural tem sido ofuscado pelo Direito Positivo em séculos recentes, como consequência da mudança para uma perspetiva mais individualista aquando da Revolução Francesa: que se deverá reverter para o princípio da subsidiariedade, em que as famílias e instituições privadas voltam a assumir certos papéis em que o Estado as tem substituído, tal como cuidados com crianças e idosos; e que o grande mal do século é o individualismo isolador crescente.

O último orador, Álvaro Monjardino, não crê que seja necessário ou adequado reescrever a Constituição, neste momento, para reformar Estado, defendendo que as mudanças ocorrem por si próprias, até que chegue um momento em que são naturalmente incorporadas nos documentos de fundação do Estado. O jurista e advogado referiu ainda que o Estado cresceu demasiado, devendo-se repensar as funções que exerce e como. Um exemplo é Educação, que o Estado deve supervisionar e regular, mas talvez não oferecer.

Seguiu-se uma animada sessão de perguntas.