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2014/07/26

Pós-graduação em e-learning, 2014/15


Já estão abertas as candidaturas para a Pós-graduação em e-learning, UAc, edição 2014/15.

A candidatura é feita através de formulário eletrónico disponível no website da UAc - http://www.uac.pt
O plano de estudos foi revisto e atualizado.
Mais informação em http://sites.uac.pt/pgelearning

2014/07/12

Mestrado: Da Escrita do Nome à Escrita de Textos: Estratégias de Abordagem à Escrita na Educação Pré-Escolar e no 1.º Ciclo do Ensino Básico



Mónica Rodrigues realizou as provas de defesa do relatório de estágio do Mestrado em Educação Pré-Escolar e Ensino do 1.º Ciclo do Ensino Básico no passado dia 26 de junho, sob o título "Da Escrita do Nome à Escrita de Textos: Estratégias de Abordagem à Escrita na Educação Pré-Escolar e no 1.º Ciclo do Ensino Básico" As provas foram avaliadas por um júri presidido pelo Doutor Pedro Francisco González, sendo vogais as doutoras Ana Isabel da Silva Santos e Susana da Conceição Miranda da Silva Mira Leal.


Olá Mónica. O que a levou a ingressar neste mestrado? Como surgiu o tema da sua tese de mestrado?
Para responder à primeira questão, as razões que me levaram a ingressar neste mestrado, faria todo o sentido partilhar convosco as primeiras experiências que tive na área da Educação, porque foram estas experiências que me despertaram o interesse em enveredar por esta área. Sendo assim, e para ser breve neste assunto, posso partilhar que tive o prazer de trabalhar, ao longo da minha formação, com crianças, com idosos, com jovens em risco e com crianças com Necessidades Educativas Especiais. Todas estas experiências permitiram-me "crescer" enquanto pessoa e futura profissional. O mestrado veio complementar uma das necessidades que eu tive ao longo das várias experiências, sendo ela: perceber/compreender, ainda melhor, o "mundo da criança" para poder contribuir de forma positiva na formação das crianças possibilitando-lhes aprendizagens significativas. Quanto ao tema da tese, este surgiu aquando a realização do primeiro estágio, no contexto da Educação Pré-Escolar, em que foi constatado que as crianças não tinham hábitos de escrita, nem apresentavam interesse pela mesma. Para colmatar esta lacuna observada neste nível de ensino, foi fundamental apostar em diferentes estratégias que se consideram essenciais para a aprendizagem da linguagem escrita mas, destacamos a aposta no trabalho a partir da escrita do nome e, progressivamente, de outras palavras, para chegar à escrita de textos, com a finalidade de promover a evolução de conhecimentos nesta área por parte das crianças. Como sabemos, o nome está intimamente ligado com a construção da identidade da criança e, por isso, tem valor afetivo para ela, sendo uma estratégia crucial para iniciar as primeiras aprendizagens neste âmbito. Para além desta estratégia, foi fundamental considerar outras estratégias que foram desafiadoras, significativas e que permitiram a evolução das aprendizagens das crianças.


A sua tese chega a algumas conclusões bastante interessantes. Como é que vê a sua aplicação?
Foram várias as conclusões, desde logo, que é possível as crianças aprenderem a partir da escrita dos seus nomes e dos seus colegas, em que as crianças analisam as letras, fazem comparações entre as mesmas e, até mesmo aventuram-se a escrever novas palavras; que ao adotar estratégias significativas motiva as crianças nos diversos trabalhos; que ao possibilitar às crianças o contacto com materiais do dia-a-dia, suportes de escrita, como: revistas, jornais, cartas, entre outros, possibilita uma maior compreensão dos seus conteúdos e da sua importância na sociedade; que é fundamental dar às crianças oportunidades para determinarem o que querem fazer e como, ou seja, permitir que sejam elas a decidirem alguns dos seus trabalhos, mas claro, sempre com o acompanhamento do educador/professor; que é possível envolver a comunidade envolvente e a família das crianças nas diferentes aprendizagens, motivando-as nos diferentes trabalhos; que o facto de a criança se sentir segura e acarinhada pelo educador/professor ajuda-a a enfrentar os seus medos e permite que esta evolua nas suas aprendizagens e, na sequência de uma pequena investigação, onde foram entrevistados educadores e professores, verificou-se que alguns profissionais fazem a abordagem à leitura e à escrita quer numa perspetiva de preparação ou prontidão para a leitura, quer numa perspetiva de literacia emergente. Estas foram as conclusões mais evidentes de todo o trabalho realizado, mas claro ocorreram outras pequenas conclusões e que, não deixaram de ser pertinentes, mas exigem um trabalho mais cuidado e reflexivo. A partir das várias conclusões apresentadas será possível, num futuro próximo, adotar as estratégias que mais evidenciaram resultados significativos de forma a ser possível, no contexto real de trabalho e tendo sempre em conta as características específicas das crianças, realizar um trabalho onde as crianças possam evoluir nas suas escritas, motivando-as a escrever com gosto, adotando as estratégias que se enquadram na perspetiva de literacia emergente, que evidenciam resultados mais significativos e adequados para o processo de aprendizagem da escrita.


Mónica, pretende continuar a investigar na educação? Qual é o próximo passo?
No meu ponto de vista, o verdadeiro educador/professor é aquele que nunca deixa de investigar, que é curioso e que tem o desejo de saber, sempre, algo mais sobre as suas crianças e tudo o que as envolve, e por isso, é claro que pretendo investigar. O próximo passo, se for possível no nosso país, será trabalhar na área de Educação e continuar a investigar o que motiva as crianças nas diferentes aprendizagens ou as estratégias mais adequadas, não limitando-me à área da escrita, mas sim refletindo sobre as diferentes estratégias a adotar nas diferentes áreas de conteúdo, pois considero que a motivação é a base para todas as aprendizagens.

Parabéns, Mónica, e votos de muito sucesso no futuro!
Obrigada.

2014/07/01

Conferência "Adopção: Caminhos, Desafios e Obstáculos



Meninos do Mundo.org e o Departamento de Ciências da Educação da Universidade dos Açores convidam-vos para a conferência "Adopção: Caminhos, Desafios e Obstáculos", a ter lugar no dia 11 de julho, pelas 16:00 no Auditório do Pico da Urze, Universidade dos Açores.

2014/06/26

Transmissão em directo do Encontro Internacional Filosofia para Crianças e Adolescentes: Aprender a Pensar em Comunidade



O Há Vida no Campus transmite o Encontro Internacional Filosofia para Crianças e Adolescentes: Aprender a Pensar em Comunidade a partir de hoje no canal abaixo.



Live streaming video by Ustream



PROGRAMA

26 de junho

08h30 Receção dos Participantes
09h00 Abertura Oficial do Encontro
09h30 Filosofia para Crianças - Filosofia Aplicada?, José Barrientos Rastrojo, Universidade de Sevilha
10h30 Debate
10h45 Coffee break
11h00 O que fazem as perguntas?, Dina Mendonça, Instituto de Filosofia da Universidade Nova de Lisboa
12h00 Debate
12h30 Almoço
14h00 Sessão Europe Direct
14h30 Filosofia para Crianças: do desejável ao possível, Berta Pimentel Miúdo, Universidade dos Açores/CEIS20
15h30 Debate

27 de junho09h30 filocriatiVIDAde: relatos de experiências itinerantes e filosofantes com crianças e jovens, pais, educadores e professores, Joana Rita Sousa, Projeto filocriatiVIDAde
10h30 Debate
10h45 Coffee break
11h00 Ateliers “Comunidade de investigação filosófica”
12h30 Almoço
14h00 Comunicações livres
  • O diálogo humanizante enquanto expressão do cuidado em Matthew Lipman, Fernando Bento, Universidade de Évora/ CIDEHUS 
  • Cuidar do crescer, trabalhando o pensar: a pertinência da FpC, Raquel Costa, Universidade do Minho 
  • O “Projeto Porquê?”, Maria Manuela Morais, Agrupamento de Escolas Eduardo Gageiro 
16h00 Debate


28 de junho09h30 A Estética na Filosofia para Crianças, Gabriela Castro, Universidade dos Açores/Centro de Filosofia da Universidade de Lisboa
10h30 Debate
10h45 Coffee break
11h00 Workshop Dina Mendonça
12h30 Almoço
14h00 Programa Cultural: Visita Guiada ao Centro Histórico de Angra do Heroísmo


30 de junho
09h30 Pensar maior, pensar melhor! Um Projeto de Intervenção Pedagógica, Luísa Condesso, Universidade dos Açores/Colégio Integrado Monte Maior
10h30 Debate
10h45 Coffee break
11h00 Sessão de Apresentação de Posters
12h30 Almoço
14h00 Workshop Joana Rita Sousa
15h30 Filosofia para Crianças: o imperativo ético do cuidado face à promessa de autonomia, Magda Costa Carvalho, Universidade dos Açores/Centro de Filosofia da Universidade de Lisboa
16h00 Encerramento Oficial do Encontro

2014/05/15

Encontro 'Educação Inclusiva'


O Encontro 'Educação Inclusiva' irá ter lugar no Centro Cultural e de Congressos de Angra do Heroísmo no próximo dia 31 de maio.

Este encontro irá contar com a presença do Doutor Pedro González do Departamento de Ciências da Educação no painel 'A Inclusão na Escola'.

2014/03/28

Novo Colégio de São Francisco



O Há Vida no Campus tem gosto em publicar mais uma iniciativa que parte das gentes do campus de Angra do Heroísmo, nomeadamente do Prof. Tomaz Dentinho e da Associação para a Ciência e Desenvolvimento dos Açores. Juntamos ainda o convite para a apresentação do projecto, no dia 2 de abril, pelas 20:30, no Salão Nobre da Câmara Municipal de Angra do Heroísmo.



Reprodução integral do texto de Carmo Rodea publicado no site da Diocese de Angra:

NOVO COLÉGIO CATÓLICO VAI ABRIR NA TERCEIRA

O grupo fundador é liderado por Tomaz Dentinho, que apresenta o projeto do Colégio de São Francisco no dia 2 de abril, numa parceria com o Colégio de São Tomás, de orientação Jesuíta

A Associação para a Ciência e Desenvolvimento dos Açores, associação sem fins lucrativos que desenvolve a sua atividade no ensino, investigação, consultoria e edição de livros, pretende abrir no próximo ano letivo, um novo colégio, de carácter privado, com valências no 3.º ciclo (7.º ano, 8.º ano e 9.º ano) e no ensino secundário (10.º ano, 11.º ano e 12.º ano), em Angra do Heroísmo, na ilha Terceira.

O projeto de inspiração cristã, com ligações ao Colégio de São Tomás vai ser apresentado no próximo dia 2 de abril, no salão nobre dos Paços do Concelho, em Angra, numa cerimónia onde estarão presentes o Pe. João Seabra e a Diretora do Colégio de São Tomás, Isabel Almeida Brito.

O projeto do Colégio de São Francisco, que irá funcionar nas instalações da Irmandade do Livramento, em Angra, arrancará já no próximo ano letivo de 2014/2015, depois de realizadas obras de beneficiação do edifício já co-financiadas por fundos comunitários para as ilhas da coesão, no âmbito da Grater.

O colégio alicerça-se numa “estratégia de excelência” concretizada “num Plano curricular próprio” e numa “microcultura organizacional forte”, que sejam capazes de aprofundar, princípios chave como um currículo abrangente, professores que sejam educadores exigentes, convivência com a tradição cristã quotidiana e sem complexos, descoberta do seu futuro académico e profissional (descoberta da vocação) e disponibilidade para um trabalho académico sério e de qualidade”, refere o projeto do Colégio entregue já na Secretaria Regional da Educação a que o Portal da Diocese teve acesso.

Estes princípios têm por base os valores da “proximidade, confiança e respeito, inclinação para a ação, autonomia e espírito de equipa, disciplina e exigência”, acrescenta o documento.

“A ação do Colégio de São Francisco alicerça-se na convicção de que a escola tem uma influência marcante na educação e no desempenho académico dos seus alunos, o que implica não só uma atitude humana e profissional dos adultos em todos os aspetos que a enformam enquanto organização, mas também uma gestão cuidada dos recursos, a adoção de uma estrutura organizativa funcional e a adoção de processos de trabalho adequados aos objetivos da escola”, referem os promotores da iniciativa.

O colégio promete adequar a “oferta educativa à satisfação de necessidades formativas do tecido empresarial”, sublinha ainda o documento enviado para o Governo Regional.

De acordo com os promotores, esta iniciativa “nasce de uma experiência de amizade entre adultos convictos de que a hipótese de significado da vida que encontraram no cristianismo é verdadeira, valendo, por isso, a pena passá-la às gerações dos seus filhos, para que possa ser verificada por eles e por eles desenvolvida”.

O Colégio pretende ter três turmas de cada ano letivo mas, para já, admite avançar com menos alunos, encontrando-se neste momento aberto até ao final do mês de abril, um período para as pré inscrições.

A pré inscrição pressupõe o pagamento de uma taxa de 100 euros que será dedutível na primeira propina mensal do colégio se o aluno for aceite, depois de uma entrevista com a direção do Colégio, que será presidida por Paula Quadros, docente até Maio de 2009, da Escola Jerónimo Emiliano Andrade.

Do projeto pedagógico do Colégio de São Francisco sobressaem algumas novidades. Desde logo as aulas estão organizadas em segmentos de 45 minutos, entre as 9h00 e as 18h00, sendo que 4 horas semanais serão ocupadas com atividades extracurriculares. Neste âmbito, a oferta é diversificada e vai do montanhismo aos desportos náuticos, sem esquecer atividades mais intelectuais como o teatro, a música e a literatura.

O objetivo é “alargar e aprofundar o curriculum de modo a integrar o valor e a experiência da excelência, bem como prosseguir uma prática educativa focada em desenvolver a compreensão da liberdade e da responsabilidade, acrescentando-lhe atividades que deem uma dimensão interessante e criativa e que procurem desenvolver nos alunos capacidades de ordem superior: saber ouvir, pesquisar e encontrar informação necessária a um fim ou tarefa, ser capaz de se distanciar dos seus próprios saberes, saber analisar, sintetizar, concluir, comunicar com facilidade e eficácia, argumentar, negociar, cooperar…”.

Na ilha Terceira a oferta educativa do ensino privado termina no segundo ciclo e apenas existe um colégio privado na ilha com orientação católica, o Colégio de Santa Clara.

No arquipélago existe mais uma escola privada com oferta letiva do primeiro ao 12º ano, em Ponta Delgada - o Colégio do Castanheiro.

Carmo Rodeia

2014/02/19

MEM AÇORES - A expressão dramática e musical, como veículo promotor do ensino e aprendizagem do Português



Sexta-feira Pedagógica do MEM AÇORES para Pré-escolar e 1º CEB e Disciplinas (aberta a todo o público)

Local – Universidade dos Açores – Pólo do Pico da Urze
21 de fevereiro de 2014 (16h00-18h00)
(sala 2.5 no Complexo Pedagógico)

“A expressão dramática e musical, como veículo promotor do ensino e aprendizagem do Português”
Dinamizadora Ana Eduarda Rosa

Numa Era em que as crianças têm quase tudo ao seu alcance, a educação está a virar-se muito para o intelecto, para as ciências racionais, dando demasiada importância aos conteúdos ministrados e aos resultados obtidos, descurando por seu lado a parte emocional do ser humano, o prazer de experimentar e vivenciar as aprendizagens para que elas sejam significativas. O importante não é só armazenar informação, mas dar utilidade a essa informação. Não só aprender por aprender, mas aprender pelo prazer de aprender e pela utilidade em que essa aprendizagem se traduz.

No meu estágio pretendi utilizar as expressões dramática e musical, como veículo promotor do ensino e aprendizagem, mais concretamente do Português. Assim, gostava de evidenciar que a prática da expressão dramática e musical pode ser um meio potenciador da educação e que através destas expressões se pode chegar a outras áreas curriculares tornando o ensino e aprendizagem muito mais significativo para todos os intervenientes do processo educativo.

2014/02/18

PERCURSOS: Ana Cristina Palos



Quem é Ana Cristina Palos?

Sou socióloga e docente no Departamento de Ciências da Educação, Delegação de Angra do Heroísmo. Para além da docência tenho dedicado os últimos anos da minha vida profissional ao estudo da realidade social dos Açores, com particular ênfase na área da educação.

Enquanto cidadã procuro ter uma participação ativa na vida comunitária e, sempre que tenho oportunidade, desenvolvo atividades de voluntariado em Instituições Particulares de Solidariedade Social na área da infância e juventude.


O que destaca do seu percurso?

Em especial as pessoas que tenho tido a oportunidade de conhecer e com quem tenho aprendido muito. Destaco, ainda, a oportunidade de lecionar, que é algo que faço com muito gosto, e o facto de ter tido a oportunidade de integrar a equipa de investigação do Centro de Estudos Sociais da UAç e onde estou envolvida em projetos de investigação muito interessantes. Destaco em especial dois: um que está a ser desenvolvido no âmbito do Observatório da Juventude e que incide sobre a caraterização das trajetórias profissionais dos jovens açorianos e o outro, realizado em parceria com colegas do ISCTE e do Stanford Woods (Institute for the Environment), que procura compreender a influência das alterações climáticas na organização social das sociedades insulares. 


Onde se vê em 2020?

Gostaria de estar exatamente onde estou agora e a fazer o mesmo que faço presentemente. Mas gostaria de ver uma Universidade dos Açores mais coesa na sua diversidade territorial e um país mais justo, com menos desigualdades sociais e com mais oportunidades para todos, em especial para os mais desfavorecidos, para as crianças e para os jovens. Gostaria que, enquanto cidadãos, fossemos mais participativos e mais reivindicativos e que tivéssemos mais consciência da nossa responsabilidade na produção do bem-estar social.


O que gostaria de fazer, que ainda não conseguiu fazer, mas que vai fazer?

Um dos meus projetos mais utópicos consiste em criar uma instituição educativa destinada a crianças e jovens que não encontram mais respostas adequadas nas nossas escolas e que, apesar dos grandes talentos que manifestam, são sujeitos a reprovações frequentes. No âmbito das minhas funções de voluntariado tenho conhecido alguns destes jovens e gostava de constituir e integrar uma equipa educativa, com profissionais de diferentes áreas, que desenvolvesse um trabalho pedagógico abrangente que permitisse a estas crianças e jovens sentirem-se aceites, reconhecidos como pessoas e com confiança para afirmarem e aperfeiçoarem as suas competências.

2014/02/11

PERCURSOS: Francisco Sousa


Quem é Francisco Sousa?

Professor Auxiliar do Departamento de Ciências da Educação da Universidade dos Açores, investigador do CIEC (Centro de Investigação em Estudos da Criança, Universidade do Minho), coordenador da pós-graduação em e-learning na UAç.


O que destaca do seu percurso?

Depende. Destacar em função de quê? Se for em função do grau de dificuldade dos obstáculos, destaco o facto de, com dez anos de idade, acordar às cinco e meia da manhã e passar três horas por dia em autocarros, a fim de frequentar a escola. Daí para a frente os obstáculos têm sido menos difíceis. Se for em função do prazer em realizar determinadas atividades, destaco o facto de ter estudado um ano na Columbia University – uma universidade de referência, localizada numa cidade fascinante (Nova Iorque). Em termos de construção da identidade profissional, destaco o facto de hoje trabalhar mais em equipa e em parceria do que no passado. O projeto ICR, do qual resultou uma publicação já referida pelo blog "Há Vida no Campus" constitui o principal testemunho de um trabalho colaborativo, neste caso com professores do ensino básico, em que me envolvi recentemente. Relativamente a outros desafios profissionais, destaco o meu interesse recente pelo e-learning. Mas o que mais contribui para que me sinta profissionalmente realizado são pequenos episódios que evidenciam algum reconhecimento da relevância do meu trabalho. Não me refiro necessariamente a prémios ou elogios. Refiro-me sobretudo a situações em que ex-alunos me têm abordado, pedindo-me ajuda no esclarecimento de questões relativas às suas atividades profissionais ou académicas. Julgo que episódios deste tipo são reconfortantes para qualquer professor, na medida em que nos fazem sentir úteis, conscientes de que o nosso trabalho é reconhecido pelos alunos como relevante, não servindo apenas para obterem aproveitamento académico.


Onde se vê em 2020?

Academicamente, espero estar em qualquer lugar onde possa trabalhar com dignidade, sem me afastar muito da família, na realização de tarefas socialmente relevantes. A sociedade contemporânea é muito carregada de incertezas. Não sei onde estarei em 2020, mas não me desagrada a possibilidade de continuar a trabalhar no campus universitário de Angra do Heroísmo, produzindo a partir daqui trabalho que seja útil neste e noutros lugares. Neste momento, por via do investimento no já referido interesse em e-learning, já tenho alunos residentes em São Miguel sem ter de me deslocar ao campus de Ponta Delgada, sem usar o sobrecarregado sistema de videoconferência da UAç e sem que isso implique perda de qualidade do ensino (antes pelo contrário), conforme demonstrado pela avaliação do trabalho letivo que já realizei via e-learning .

Gostaria, aliás, que a discussão deste tema ultrapassasse o patamar das experiências individuais e fosse situada no plano institucional. Onde se vê a UAç em 2020? Como se situa a UAç face a um mundo cada vez mais virtualizado? A UAç não deveria investir seriamente em e-learning? Em 2020 ainda haverá muita gente a pensar que ensino a distância é sinónimo de videoconferência? Em 2020 ainda estaremos a discutir as dificuldades de financiamento da deslocação de docentes e a disputar reservas das salas de videoconferência?


O que gostaria de fazer, que ainda não conseguiu fazer, mas que vai fazer?

Gostaria de participar noutro projeto de investigação colaborativa com professores do ensino não superior, com características comuns ao já referido ICR, mas menos dependente de boas vontades individuais, ou seja, mais assente num reconhecimento generalizado da importância de uma componente investigativa no trabalho dos docentes do ensino não superior, visando a resolução de problemas com que se confrontam nas suas escolas e salas de aula. Gostaria também de convencer mais colegas e decisores de que ensino a distância não é sinónimo de videoconferência e de que, embora haja muitas situações que não dispensam o ensino presencial, é possível e desejável, com vantagens para a UAç, fazer na área do e-learning mais do que se faz atualmente – com muito mais abrangência, consistência e qualidade. Ainda a propósito deste assunto, gostaria que em 2014/15 o curso de pós-graduação em e-learning entrasse em funcionamento na UAç (em 2013/2014 faltaram duas matrículas).

2014/02/04

PERCURSOS: Pedro González

Hoje inauguramos uma nova rubrica no Há Vida no Campus, intitulada "Percursos", com o objectivo de dar a conhecer as pessoas que compõem o Campus de Angra do Heroísmo, nomeadamente dos departamentos de Ciências Agrárias, de Ciências da Educação e da Escola Superior de Enfermagem de Angra do Heroísmo. 

Começamos com o Prof. Pedro González, do Departamento de Ciências da Educação.


Quem é Pedro González?
Sou um Docente, um professor, um “trabalhador intelectual” orientado por um conceito de educação/formação que extravasa o contexto escolar, que abrange uma leitura social, política, não partidária necessariamente. Considero que faço a minha intervenção na “polis” através do que faço na minha profissão, e na minha vida. Defendo uma leitura da educação que assenta na solidariedade ou cooperação (conceitos, se calhar, gastos nos dias que correm), de ter em conta o outro; que assenta também numa aposta na autonomia (valor oposto à obediência), porque acredito nas pessoas. Por isso, aposto em que as pessoas (alunos, docentes) se juntem a reflectir em conjunto sobre a sua profissão, sobre eles próprios e seu papel na sociedade de hoje. Aposto, e confio, como os pais fazemos com os nossos filhos, em que as pessoas podem ser donas de si próprias, encontrar o seu caminho, não depender sempre do “pai”. Por isso, deixo espaço para os outros no que faço, incentivo que os outros façam o que eu sou capaz de fazer, e fazer melhor ainda. Por isso, fui saindo, discretamente, da coordenação do Núcleo Regional do Movimento da Escola Moderna, embora continue apoiando e disponível. Por isso, fui saindo da coordenação do FIPED, embora ainda esteja lá dentro e disponível.

O que destaca do seu percurso?
Se calhar, o que poderia destacar é a coerência das ideias, da caminhada, dos objectivos. E não é fácil. Ser coerente implica, muitas vezes, estar, e ser, ao arrepio dos outros, das ideias-moda, dos valores-moda. Também não é teimosia oca. Procuro é coerência com os valores que defendo, com o que digo, com o que faço, com o que perspetivo. Mas tenho tido sempre, em primeiro lugar, as pessoas.

Onde se vê em 2020?
Na última década aprendi a gerir um outro conceito de tempo. Vejo o tempo “com mais tempo”. Não tenho “urgências”, ou tenho menos. Posso dizer como dizia Pablo Neruda “confieso que he vivido”. Sempre gostei de viajar, e tenho viajado, e desfrutado muito. Sempre gostei de “trabalhar com as pessoas”. Continuo a sonhar o espaço onde vivo que seja melhor (nestes momentos, já não sonho ou sonho menos com “um mundo” melhor. Sonho apenas “um contexto melhor” onde eu posso influenciar) Por isso, em 2020 vão-me encontrar sonhando, viajando, gostando de fazer o que faço, gostando de trabalhar com as pessoas. E espero que, em 2020, abramos melhor os olhos para o mais nefasto do neoliberalismo e avancemos para formas de organização económica e social mais humanas, como alguns dos nossos “ídolos” sonharam.

O que gostaria de fazer, que ainda não conseguiu fazer, mas que vai fazer?
Gostaria de voltar a uma dinâmica mais interessante de trabalho com as pessoas, de formação. A “crise” tem-nos cortado muito as pernas, os projectos, as atividades. Sinto (e sentimo-nos) desperdiçados, sub-desempregados, desaproveitados. Tem que, e pode, ser diferente. Quero continuar, e melhorar, o trabalho em parceria com colegas e universidades estrangeiras. Quero continuar, e melhorar, o trabalho que venho, e vimos, fazendo com outros colegas de refletir sobre as práticas dos professores e melhorar as aprendizagens dos alunos.

2013/11/09

FIPED - Fórum Internacional de Pedagogia 2014



O FIPED Portugal IV vai ter lugar a 4 e 5 de Abril de 2014. O FIPED é um espaço para os alunos apresentarem os seus trabalhos de investigação, contribuindo para o enriquecimento de currículos e de pessoas. É também um espaço para aprender, em particular para os alunos que pretendam participar sem apresentar trabalhos, quer com as apresentações dos colegas, quer com as oficinas.

Embora ainda estejam distantes as datas de inscrição, agora é o momento ideal para começar a pensar em nos projectos de investigação a desenvolver. 

Incentivamos vivamente os estudantes e professores do campus a participar neste evento que é sempre um espaço de alegria, aprendizagem e de crescimento, e que tem acolhido trabalhos de todas as áreas do conhecimento por cá trabalhadas.

VENHAM!

2013/09/27

Transmissão em directo: XIII Encontro Regional do Movimento da Escola Moderna



O Há Vida no Campus está a transmitir em directo, hoje e amanhã, (27 e 28 de setembro), o XIII Encontro Regional do Movimento da Escola Moderna.

A transmissão pode ser seguida em: http://www.ustream.tv/channel/xiii-encontro-regional-movimento-da-escola-moderna

Dia 27
  • 16:45 - Palavras de abertura
  • 17:00 - Sala A: Ângela Costa (1º ciclo)- Diversas dimensões de envolvimento com a família.
  • 18:30 Sala A: Catarina Nunes; Dulce Luís e Raquel Nogueira 1º Ciclo - Estágio numa sala de MEM.

Dia 28
  • 09:30 - Sala A: – Helena Duque e Ângela Costa (1º ciclo)- O desenvolvimento da consciência fonológica em turmas do 1º ano.
  • 10:45 - Sala A: Carmen Correia (1º ciclo) - Os livros e as leituras: atividades e produtos culturais.
  • 12:00 – Fórum final

2013/09/09

XIII Encontro Regional Movimento da Escola Moderna



O XIII Encontro Regional Movimento da Escola Moderna irá decorrer no Campus de Angra do Heroísmo, a 27 e 28 de setembro de 2013, com organização do Núcleo Regional dos Açores do Movimento da Escola Moderna e Departamento de Ciências da Educação da Universidade dos Açores.

O encontro terá como tema "As exigências da atualidade e as estratégias cooperativas do Movimento da Escola Moderna." Para mais informação sobre o encontro e sobre o Movimento da Escola Moderna e o seu Núcleo Regional dos Açores, por favor consulte o folheto de divulgação.

As inscrições são feitas online até 25 SET 2013 até às 23h45.

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2013/07/14

Mestrado: Uma Abordagem à Cultura Açoriana em Contexto de Educação Pré-Escolar e 1º Ciclo do Ensino Básico


Marília Alexandra Freitas de Borba realizou as provas de defesa do relatório de estágio do Mestrado em Educação Pré-Escolar e Ensino do 1º Ciclo do Ensino Básico no passado dia 22 de junho, sob o título "Uma Abordagem à Cultura Açoriana em Contexto de Educação Pré-Escolar e 1º Ciclo do Ensino Básico." As provas foram avaliadas por um júri presidido pelo Doutor Pedro Francisco González, sendo vogais os doutores Francisco José Rodrigues de Sousa e Josélia Mafalda Ribeiro da Fonseca.


Olá Marília. O que te levou a ingressar neste mestrado? Como surgiu o tema da tua tese de mestrado?

Ingressei neste mestrado em Educação Pré-escolar e 1.º Ciclo do Ensino Básico em seguimento da licenciatura em Educação Básica. Como apenas a licenciatura não me conferia o grau académico necessário para lecionar, optei por ingressar neste novo ciclo de ensino para assim concretizar o meu sonho de um dia lecionar. 

A escolha para o tema do meu relatório de estágio deveu-se ao facto de, em primeiro lugar, ter emergido em 2011 o Referencial Curricular para a Educação Básica da Região Autónoma dos Açores, um documento curricular que gerou alguma controversa entre docentes, tendo despertado a minha atenção por aprofundar o meu conhecimento relativamente a um currículo que, bem aplicado, poderia trazer grandes benesses às aprendizagens a realizar pelos alunos em contexto regional. Em segundo lugar, a minha escolha deveu-se ao meu interesse pessoal pela temática da Açorianidade, um neologismo criado por Nemésio (1932) “a fim de expressar a singularidade da existência do homem açoriano profundamente marcado pela condição de ilhéu.”

Como açoriana que sou, estimando a nossa cultura e preservando o nosso património, considerei pertinente realizar o meu relatório de estágio com este tema, pois as aprendizagens a realizar pelos alunos se forem contextualizadas no meio mais próximo, neste caso o local e regional, poderão trazer mais “facilidades” aos alunos. 


A tua tese chega a algumas conclusões bastante interessantes. Como é que vês a sua aplicação? 

O meu relatório de estágio foi baseado no Referencial CREB, permitindo-me chegar a algumas conclusões, nomeadamente as benesses de as crianças aprenderem a partir do que já conhecem, e de aproveitar o meio local e regional onde se encontram inseridas, para contextualizar a sua aprendizagem, tornando-a mais significativa. Ao proporcionar aos alunos uma aprendizagem mais significativa, estou a incentivá-los a uma maior envolvência no contexto escolar, aumentando os seus níveis de aproveitamento. Conseguindo criar este “mecanismo” sucessivo é possível contribuir para o desenvolvimento de cidadãos conhecedores das suas raízes, mas com horizontes abertos, capazes de se sentirem e se identificarem como membros da cultura local, regional, nacional e universal. 

Para conseguir pôr todo o trabalho em prática, é importante encarar o Referencial CREB como um documento complementar ao nacional, que auxilia o professor na tarefa de tornar a sua praxis pedagógica contextualizada no meio onde os alunos se inserem.


Marília, pretendes continuar a investigar na educação? Qual é o próximo passo?

A área de educação e os seus profissionais para estarem atualizados e ativos, é necessário existir uma permanente investigação. Cada aluno é um ser individual que necessita de estratégias diferentes da restante turma. Um docente que seja ética e deontologicamente correto, tem o dever de encontrar as soluções para ir derrubando os obstáculos que encontra durante o seu percurso no ensino. Uma das forma de ultrapassar as barreiras é através de investigação, permitindo ao docente auxiliar o aluno na resolução dos seus problemas de aprendizagem. 

O próximo passo será conseguir colocação para pôr em prática estes 5 anos de estudo e aprendizagem que me fizeram crescer pessoalmente e profissionalmente. Embora a conjuntura atual do país não seja a melhor, a esperança permanece.

Parabéns, Marília, e votos de muito sucesso no futuro!

2013/07/13

Mestrado: Organização Social das Aprendizagens para o Desenvolvimento da Autonomia e da Cooperação


Bárbara Sofia Cabral Silva realizou as provas de defesa do relatório de estágio do Mestrado em Educação Pré-Escolar e Ensino do 1º Ciclo do Ensino Básico no passado dia 1 de julho, sob o título "Organização Social das Aprendizagens para o Desenvolvimento da Autonomia e da Cooperação." As provas foram avaliadas por um júri presidido pelo Doutor Jorge Manuel Ávila de Lima, sendo vogais os Doutores Pedro Francisco González e Josélia Mafalda Ribeiro da Fonseca.


Olá Bárbara. O que te levou a ingressar neste mestrado? Como surgiu o tema da tua tese de mestrado?

Uma vez que a licenciatura em Educação Básica não me permitia exercer o cargo de educadora/professora, senti a necessidade de ingressar no mestrado em Educação Pré-escolar e Ensino do 1.º Ciclo do Ensino Básico, para que fosse possível exercer a profissão de docente.

O meu tema surgiu pelo facto de considerar que a organização das aprendizagens pode ter uma grande influência no desenvolvimento da autonomia e da cooperação. Além disso, ao longo de várias observações realizadas durante o meu percurso académico, tive a oportunidade de verificar a existência de diferentes contextos de salas, e observar que, quando existe uma boa organização das aprendizagens e que quando há intencionalidade por parte das educadoras/professoras, formam-se crianças mais autónomas e cooperativas.


A tua tese chega a algumas conclusões bastante interessantes. Como é que vês a sua aplicação?

Este trabalho revelou-se essencial na medida em que permitiu-me verificar a importância de uma boa organização das aprendizagens para o desenvolvimento da autonomia e da cooperação e analisar os diferentes instrumentos, utilizados pelas cooperantes, que possibilitam a evolução da autonomia e do sentido de cooperação. Além disso, sem dúvida que um conhecimento mais aprofundado acerca da forma como a organização das aprendizagens permite o desenvolvimento da autonomia e da cooperação, contribuirá para o meu enriquecimento enquanto futura profissional de educação, já que tive oportunidade de experienciar a importância do papel do educador/professor na abordagem e desenvolvimento dos aspetos que caraterizam a estrutura pedagógica adotada por ambas as cooperantes, o Movimento da Escola Moderna.

Em relação aos alunos foi possível verificar, através das atividades realizadas ao longo da prática pedagógica, alguma evolução da autonomia e do sentido de cooperação e uma maior interiorização e perceção da dinâmica e lógica dos instrumentos que integram as áreas das diferentes salas de estágio.


Bárbara, pretendes continuar a investigar na educação? Qual é o próximo passo?

Claro que sim. A investigação é essencial para a minha evolução enquanto profissional de educação, pois o aprofundamento dos conhecimentos e a constante atualização e formação contribuirá para o aperfeiçoamento das minhas práticas, e desta forma para um maior sucesso das aprendizagens dos alunos.

Neste momento, o próximo passo será aproveitar ao máximo o estagiar L e tentar pôr em prática tudo o que aprendi ao longo do meu percurso académico.

Parabéns, Bárbara, e votos de muito sucesso no futuro!

2013/07/10

Mestrado: O Desenvolvimento da Autonomia e o Trabalho Pedagógico em Cooperação no âmbito da Educação de Infância


Joana Margarida de Ávila Carepa realizou as provas de defesa do relatório de estágio do Mestrado em Educação Pré-Escolar e Ensino do 1º Ciclo do Ensino Básico no passado dia 1 de julho, sob o título "O Desenvolvimento da Autonomia e o Trabalho Pedagógico em Cooperação no âmbito da Educação de Infância e do 1º Ciclo do Ensino Básico." As provas foram avaliadas por um júri presidido pelo Doutor Jorge Manuel Ávila de Lima, sendo vogais os doutores Pedro Francisco González e Josélia Mafalda Ribeiro da Fonseca.


Olá Joana. O que te levou a ingressar neste mestrado? Como surgiu o tema da tua tese de mestrado?

Desde cedo, apercebi-me que o ingresso no mestrado em Educação Pré-Escolar e Ensino do 1º Ciclo do Ensino Básico, seria o meu passaporte para poder realizar o meu sonho de ser Educadora. Este objetivo foi concretizado com muito trabalho e determinação, dando assim frutos de uma gradual evolução que fui alcançando até chegar a este momento.

Face a esta motivação e tendo em conta as várias experiências que tive em contexto escolar, quer através de observações participantes, quer através de práticas, pude verificar resultados enriquecedores que ocorrem do desenvolvimento da autonomia e do trabalho pedagógico em cooperação, no que concerne ao enriquecimento das aprendizagens das crianças tanto a nível individual como num melhor desempenho do grupo em geral.

Assim, surgiu esta temática como forma de aprofundar e verificar estes resultados, na prática, e também poder realizar uma melhor reflexão tanto a nível do meu trabalho como a nível das aprendizagens das crianças tendo em vista o desenvolvimento da autonomia e o trabalho pedagógico em cooperação.


A tua tese chega a algumas conclusões bastante interessantes. Como é que vês a sua aplicação?

Na prática e focando alguns aspetos, o desenvolvimento da autonomia e o trabalho pedagógico em cooperação, passa por alguns pontos-chave que são fundamentais para que as vivências na sala de aula sejam gratificantes e que forneçam às crianças tanto a autonomia necessária, como a aprendizagem mútua que a cooperação permite, tendo em conta uma educação virada para os valores, entre estes, os democráticos que proporcionem às crianças vivências e experiências que se traduzam em atitudes solidárias para com o outro.

Para que isso aconteça é necessário que as crianças tenham um papel participativo na sala. Perspetivando as crianças como o centro das aprendizagens torna-se essencial ter em conta as suas opiniões, decisões e sugestões, por exemplo; no trabalho de projeto, na utilização dos instrumentos e materiais ou na realização de trabalhos a pares ou em pequenos grupos, tendo em atenção a formação de grupos heterogéneos, com o objetivo de promover a interajuda entre as crianças.


A voz ativa da criança e a sua participação é um fator que determina fortemente a sua autonomia, e as estratégias pedagógicas utilizadas que promovem a cooperação permitem à criança conhecer-se a si e ao outro desenvolvendo a consciência do outro, enquanto parte do seu próprio conhecimento.

Joana, pretendes continuar a investigar na educação? Qual é o próximo passo?

A passagem que tive na Universidade permitiu-me olhar para esta profissão como algo que está em constante mudança e transformação, como tal é necessário melhorar e adaptar e para que isso aconteça com sucesso é fundamental estarmos sempre atualizados e em formação. Indo ao encontro não só de uma melhor prática, mas também do nosso primordial objetivo que é o enriquecimento das aprendizagens das crianças, a todos os níveis, o nosso trabalho e a nossa orientação é fundamental para chegar a bom porto.

Por isso e encarando a profissão desta forma, compreendo que “parar é morrer” e como faz parte da vida aprender encaro esta nova etapa com muita alegria e motivação por aquilo que ainda está para vir. Em continuação da minha aprendizagem, irei estar presente numa ação de formação de Filosofia para crianças a realizar na Universidade dos Açores no Pólo de Angra do Heroísmo.

Parabéns, Joana, e votos de muito sucesso no futuro!

2013/07/09

Mestrado: As Expressões Artísticas no Pré-Escolar e 1º Ciclo do Ensino Básico e o Desenvolvimento da Autonomia e da Cooperação


Mónica Borges Silva realizou as provas de defesa do relatório de estágio do Mestrado em Educação Pré-Escolar e Ensino do 1º Ciclo do Ensino Básico no passado dia 21 de junho, sob o título "As Expressões Artísticas no Pré-Escolar e 1º Ciclo do Ensino Básico e o Desenvolvimento da Autonomia e da Cooperação." As provas foram avaliadas por um júri presidido pela Doutora Maria Isabel Dias de Carvalho Neves Cabrita Condessa, sendo vogais os doutores Pedro Francisco González e Josélia Mafalda Ribeiro da Fonseca.


Olá Mónica. O que te levou a ingressar neste mestrado? Como surgiu o tema da tua tese de mestrado?

Quando ingressei na universidade sempre tive muita vontade de ir além da licenciatura. Uma vez que a licenciatura em Educação Básica não nos permite exercer a profissão de docente, sendo que temos que fazer o mestrado profissionalizante, foi este o outro motivo que me levou a ingressar no mestrado. O gosto pelo ensino já é antigo, pelo que desde pequena sempre demonstrei essa vontade de ser professora e felizmente concretizei este sonho de menina.

Em relação ao tema do meu relatório, este surgiu não só por eu ter uma afinidade especial com as áreas artísticas, mas também por acreditar que estas contribuem positivamente para o desenvolvimento infantil de modo integral e sustentado, e mais especificamente ao nível do desenvolvimento da autonomia e da cooperação.


A tua tese chega a algumas conclusões bastante interessantes. Como é que vês a sua aplicação?

Planificar uma prática no âmbito do tema "As Expressões Artísticas no Pré-Escolar e 1º Ciclo do Ensino Básico e o Desenvolvimento da Autonomia e da Cooperação." tornou-se num trabalho muito interessante que me permitiu presenciar na sala de aula situações que evidenciam que estas áreas não devem ser colocadas de parte ou em segundo plano. O desenvolvimento da autonomia e da cooperação permitem aos alunos serem parte integrante em tudo o que acontece na sala de aula, participando ativamente na construção das suas próprias aprendizagens e na construção de relações com o outro, onde o papel do professor passa por orientar toda a dinâmica que daí vai emergindo. As expressões artísticas com o seu carácter lúdico e expressivo tornam-se deste modo um complemento de toda a atividade escolar, quer a nível da expressão e comunicação, desenvolvimento de atitudes e valores, como também na construção de relações afetivas e sociais.


Mónica, pretendes continuar a investigar na educação? Qual é o próximo passo?

Sim. Na minha opinião o conhecimento e as aprendizagens não estagnam aqui. Ao longo da minha vida profissional como educadora ou professora irei investigar, adotando as caraterísticas da investigação-acção, com o objetivo de melhorar as minhas práticas e de ajudar os meus alunos no seu percurso pré-escolar e escolar.

Também gostava de aprofundar o estudo sobre a importância das expressões artísticas no desenvolvimento infantil pelo que possivelmente será um dos próximos passos a dar.

Parabéns, Mónica, e votos de muito sucesso no futuro!

2013/07/08

Mestrado: As Histórias como Estratégia Pedagógica


Ana Rita do Céu Pinheiro realizou as provas de defesa do relatório de estágio do Mestrado em Educação Pré-Escolar e Ensino do 1º Ciclo do Ensino Básico no passado dia 22 de junho, sob o título "As Histórias como Estratégia Pedagógica." As provas foram avaliadas por um júri presidido pelo Doutor Pedro Francisco González, sendo vogais os doutores Francisco José Rodrigues de Sousa e Ana Isabel da Silva Santos.


Olá Rita. O que te levou a ingressar neste mestrado? Como surgiu o tema da tua tese de mestrado?

A ingressão neste mestrado vem no seguimento da Licenciatura em Educação Básica, a qual terminei em junho de 2011. Visto que esta licenciatura rege-se pelo processo de Bolonha, não me conferia a possibilidade de me tornar, de facto, educadora/docente. Pelo que, tive a necessidade de obter o Grau de Mestre em Educação Pré-Escolar e Ensino do 1.º Ciclo do Ensino Básico, para exercer a profissão.

Pelo facto de ser um Mestrado profissionalizante, o trabalho final que realizamos denomina-se Relatório de Estágio, tendo algumas diferenças em relação a uma tese. Pois relaciona-se mais com um trabalho de pesquisa, de observação e de análise, do que com o trabalho de investigação com carácter científico.

O tema escolhido para o meu Relatório de Estagio foi “As história como estratégia pedagógica”, sendo que esta escolha deveu-se ao facto de ter desenvolvido, ao longo do meu percurso académico, algum interesse por uma estratégia de ensino pouco conhecida, o storytelling. Com esta estratégia pretende-se desenvolver o processo de aprendizagem partindo de histórias, que servem de instrumento de integração para a articulação dos vários conhecimentos, das várias áreas de conteúdo. Além disso, tendo em conta experiências de práticas anteriores, considerei que seria mais interessante organizar uma situação de aprendizagem, de forma contextualizada, articulada e significativa para as crianças, se tivesse como ponto de partida uma história.


A tua tese chega a algumas conclusões bastante interessantes. Como é que vês a sua aplicação?

A partir da organização, estruturação, análise, discussão e fundamentação daquilo que foi a praxis que deu origem ao meu relatório de estágio, é-me possível justificar a pertinência de usar as histórias como estratégia pedagógica, pois os seus benefícios são muitos e consistentes. É possível trabalhar todas as áreas de conteúdo de forma articulada e integrada, o que faz com que as aprendizagens ocorram de uma forma contextualizada e façam sentido para as crianças, permitindo que estas posteriormente as apliquem noutros contextos intra e extra escolares. Ou seja, através do storytelling, é possível desenvolver uma aprendizagem útil e eficaz, pois devemos preparar as crianças para a vida e não para provas avaliativas.

A aplicação desta estratégia de ensino é possível e tem resultados benéficos para o desenvolvimento integrado, equilibrado e proveitoso das crianças a três grandes níveis: social, cognitivo e criativo.

Em termos sociais, uma vez que as histórias permitem ampliar o sentido de comunidade, o espírito critico e desenvolver atitudes e valores de forma significativa para as crianças.

Em termos cognitivos, porque as histórias permitem trabalhar conteúdos de diferentes áreas curriculares de forma integrada e contextualizada, facilitando o processo de utilização das aprendizagens noutros contextos.

Em termos criativos, uma vez que as histórias são uma fonte inesgotável de imaginação, onde as crianças podem assumir o papel de um personagem ou simplesmente utilizar ideias e elementos fantasiosos, para criar as suas próprias histórias, expressando-as através de várias formas artísticas.

Para confirmar a aplicabilidade desta estratégia de ensino, importa citar Odília Machado, sendo ela uma professora do 1º Ciclo que utiliza o storytelling na sua prática, obtendo resultados excelentes. Segundo esta professora, “a aprendizagem dos conteúdos programáticos é mais significativa quando a sua abordagem faz-se a partir do conto, reconto e exploração de histórias” (Histórias com e para crianças, p. 2).


Rita, pretendes continuar a investigar na educação? Qual é o próximo passo?

Sim. Penso que na educação, como em qual quer outra área, a investigação assume-se como um processo contínuo que permite a evolução e inovação. Um dos meus maiores receios em relação ao meu futuro profissional é cair na rotina, e daqui a 10 anos continuar a fazer o mesmo e estar desatualizada, por isso quero continuar a investigar, a pesquisar e a aprender.

O “próximo passo” neste momento, tendo em conta a conjetura do país, é um pouco “em falso”, pois não existem muitas perspetivas de emprego e esta área é uma das mais lesadas, pois a oferta e a procura não crescem em proporção. Contudo, a minha esperança é de poder ingressar na área da educação, mostrar o meu trabalho e contribuir para a aprendizagem de muitas crianças. Além disso, como já referi, não me quero limitar ao que já aprendi, quero continuar a receber formação, sendo as áreas de interesse mais imediato, Necessidades Educativas Especiais e Intervenção Precoce.

Parabéns, Rita, e votos de muito sucesso no futuro!

2013/07/07

Mestrado: Conceções, Comportamentos e Atitudes sobre Educação Ambiental, de Crianças do Pré-Escolar e do 1º Ciclo


Josefa Catarina da Rocha Bettencourt realizou as provas de defesa do relatório de estágio do Mestrado em Educação Pré-Escolar e Ensino do 1º Ciclo do Ensino Básico no passado dia 24 de junho, sob o título "Conceções, Comportamentos e Atitudes sobre Educação Ambiental, de Crianças do Pré-Escolar e do 1º Ciclo." As provas foram avaliadas por um júri presidido pelo Doutor Pedro Francisco González, sendo vogais os doutores Ana Margarida Moura de Oliveira Arroz, Francisco José Rodrigues de Sousa e Carlos João Peixoto Cardoso de Oliveira Gomes.


Olá Josefa. O que te levou a ingressar neste mestrado? Como surgiu o tema da tua tese de mestrado?

Com o Processo de Bolonha, a Licenciatura em Educação Básica é apenas o 1º ciclo de formação. Deste modo, para me habilitar para a docência (Educação de Infância e 1º Ciclo do Ensino Básico), meu objetivo principal, teria que ingressar neste mestrado. E, assim o fiz. 

Sempre me interessei pelas questões relacionadas com o ambiente e achei que esta seria a oportunidade ideal para aprofundar os meus conhecimentos e dar o meu pequeno contributo no âmbito da Educação Ambiental (EA). 

É fundamental desde a Educação Pré-Escolar e no Ensino do 1º Ciclo do Ensino Básico dar importância às questões ambientais. Estas preocupações estão difundidas nos programas das diferentes áreas de aprendizagem do 1º Ciclo, com incidência especial na área do Estudo do Meio. Pelas razões mencionadas anteriormente, optei pelo tema: “Conceções, comportamentos e atitudes sobre Educação Ambiental, de crianças do Pré-Escolar e do 1º Ciclo”. Tive a possibilidade de conhecer a perspetiva das crianças e o trabalho realizado no âmbito da EA pelos profissionais de educação das escolas onde o estágio decorreu. Também, este projeto de intervenção teve como principais objetivos o relato e a descrição das minhas práticas, trabalho realizado com as crianças. 


A tua tese chega a algumas conclusões bastante interessantes. Como é que vês a sua aplicação?

Para responder à pergunta de partida da minha tese (Que tipo de conceções e que apropriação as crianças do Pré-Escolar e 1º Ciclo têm das temáticas associadas à EA?) foram aplicados inquéritos, por questionário e entrevista semi-estruturada, constituindo assim, uma das partes importantes deste estudo. No entanto, tendo em conta que a amostra do estudo era reduzida, para adquirirmos uma noção global dos objetivos presentes no estudo, as conclusões a que cheguei não foram tão significativas tanto quanto gostaria e não tiveram o impacto que se pretendia. 

No entanto, pude concluir que as crianças têm conhecimento das causas e das consequências dos problemas ambientais, tal como têm consciência de que o Ser Humano é o maior causador de grande parte dos problemas. Que devemos ser ativos na sociedade e atuar perante os seus problemas. 

Quanto aos docentes, estes estão a par do que é verdadeiramente a EA. Não se trata apenas da proteção do ambiente, mas de se criar cidadãos ativos perante os problemas relacionados com o meio. A escola é um local privilegiado para o desenvolvimento de competências e para a aquisição de valores. Partindo deste princípio, cabe ao educador e professor servir de exemplo aos alunos, criando momentos de aprendizagens significativas no âmbito da EA e não só. 

Relativamente às minhas práticas concluí que, acima de tudo, as crianças aprendem muito mais com aulas lúdicas. É muito trabalhoso estar sempre a pensar em algo diferente para chamar a atenção dos alunos, mas não há nada mais gratificante para um docente do que ver os seus alunos a conseguir aprender algo que, com uma aula expositiva nem sempre é possível. E, o melhor de tudo é ver a felicidade estampada no rosto de cada criança. 

Espero apenas que, este estudo possa contribuir para que os alunos alterem as suas conceções e para que encarem a EA como um conjunto de atos educativos. 


Josefa, pretendes continuar a investigar na educação? Qual é o próximo passo?

Encaro a investigação como parte integrante do meu futuro como profissional de educação. Ao trabalharmos com crianças, requer que nós estejamos sempre a investigar para que, possamos encontrar as melhores formas de lhes dar as ferramentas para o seu presente e futuro. No entanto, penso em fazer novos estudos nesta ou noutra área, sempre com a intenção de me melhorar a nível profissional e ajudar outros docentes.

O próximo passo será mesmo ter a “minha” sala, seja no Pré-Escolar ou no 1º Ciclo. É o meu sonho. A “minha” sala com as “minhas” crianças e fazer a diferença. A razão pela qual escolhi ser docente foi mesmo por encarar que um professor pode fazer a diferença na vida de uma criança e na sociedade. De mudar as coisas para melhor. Estou a sonhar alto, mas acredito mesmo que nós, docentes e não só, podemos ser a mudança.

Parabéns, Josefa, e votos de muito sucesso no futuro!

2013/07/06

Mestrado: Estudo do Meio: Os Animais no âmbito da Educação Pré-Escolar e do Ensino do 1º Ciclo do Ensino Básico


Dulce Marlene Pereira Luís realizou as provas de defesa do relatório de estágio do Mestrado em Educação Pré-Escolar e Ensino do 1.º Ciclo do Ensino Básico no passado dia 26 de junho, sob o tema "Estudo do Meio: Os Animais no âmbito da Educação Pré-Escolar e do Ensino do 1º Ciclo do Ensino Básico." As provas foram avaliadas por um júri presidido pela doutora Ana Margarida Moura de Oliveira Arroz, sendo vogais os doutores Carlos João Peixoto Cardoso de Oliveira Gomes e Josélia Mafalda Ribeiro da Fonseca.


Olá Dulce. O que te levou a ingressar neste mestrado? Como surgiu o tema da tua tese de mestrado?

O que me levou a ingressar no mestrado Pré-Pri (como lhe chamamos, na gíria) foi o facto de o mesmo ser um mestrado integrado, o que possibilitará a minha entrada no campo escolar. No entanto, posso e devo referir que desde cedo tinha este sonho, o de me tornar educadora/professora do 1.º ciclo. Conseguir chegar até aqui, após um longo percurso (que foi interrompido cedo) fruto de muito esforço e dedicação, foi o culminar de um sonho como já referi e, por isso, não poderia estar mais feliz.

Relativamente à temática “os animais”, o surgimento desta deveu-se ao facto do Estudo do Meio ser uma área curricular interdisciplinar que permite uma abordagem pluridisciplinar, isto é, permite trabalhar conteúdos relativos a outras áreas, como por exemplo: geografia, história, ciências naturais, cidadania, entre outras. Esta área permite ainda contribuir para a compreensão progressiva das inter-relações entre a Natureza e a Sociedade. A temática abordada mostrou-se pertinente, pois os animais estão presentes na vida das crianças desde tenra idade. 

Aquando dos dois períodos de estágio (em contexto de educação pré-escolar e 1º ciclo do ensino básico), proporcionaram-se diversos momentos didáticos, quer em contexto imediato, quer em saídas de campo. 

Assim sendo, no âmbito da educação pré-escolar, realizaram-se visitas de estudo à Quinta dos Açores, ao Paúl da Praia da Vitória (com o objectivo de se observar aves migratórias e dos Açores, e devo referir que contamos com a preciosa ajuda do Hélder Xavier, tendo o apoio da Ecoteca), visitamos ainda o jardim zoológico de Lisboa e o Oceanário (iniciativa que contou com o apoio e envolvimento dos pais e encarregados de educação da turma em questão e restante comunidade educativa).

Relativamente ao 1º ciclo do ensino básico, desenvolvemos outro projeto, também sobre os animais dos Açores. Para tal realizámos duas visitas de estudo: uma à Quinta dos Açores e outra à Associação dos Animais da Ilha Terceira. Ao longo deste processo tentou-se trabalhar de forma interdisciplinar e para uma educação de valores, onde foram trabalhados os valores de autonomia e responsabilidade.



A tua tese chega a algumas conclusões bastante interessantes. Como é que vês a sua aplicação?

Relativamente às conclusões, as visitas de estudo tiveram um impacto positivo, devido ao seu carácter motivador que estimula os alunos durante as saídas de campo. Ao longo do estágio conseguiu-se entender que todas as crianças que participaram neste estudo já ostentavam alguns conhecimentos relativos a esta temática, pois já se relacionavam com animais do meio local e conheciam alguns animais de outros lugares (através de Banda Desenhada, histórias, vídeos, etc.). Contudo, explorar os animais dos Açores foi uma mais-valia, pois é importante partir-se do meio local e do que as crianças já conhecem.

Tendo em conta a temática abordada, algumas crianças participaram tendo como ponto de partida as suas experiências de vida, ou seja, os conhecimentos sobre animais com que têm contato direto. Evidenciou-se a importância que as crianças dão aos factores de sustentabilidade, de modo indireto, pois estas têm noção que parte dos rendimentos das suas famílias surgem através dos animais, particularmente através da exploração de gado. Simultaneamente, visto que estas crianças pertenciam a um meio rural, a sua maioria estava também ligada à pecuária. 

Através das intervenções notou-se que estas crianças têm cuidados para com os animais. Estas sabem que têm que cuidar deles, para que cresçam tendo uma vida digna. Estão habituadas a acompanhar os familiares na exploração de gado e tratar dos mesmos. No que se refere aos animais domésticos, nomeadamente, o cão e o gato, alguns têm a responsabilidade de os alimentar. 

Através de algumas visitas de estudo foi possível compreender melhor o pensamento das crianças sobre o mundo que as rodeia. 


Dulce, pretendes continuar a investigar na educação? Qual é o próximo passo?

Julgo que investigar é o melhor a fazer, pois quando se trabalha com crianças, e consequentemente no meio escolar, temos que estar preparados para tudo o que se passa à nossa volta.

Pretendo realizar investigação-ação, sempre que se justifique, para que possa melhorar o meu desempenho enquanto profissional de Educação Básica.

O meu próximo passo será o de entrar com o pé direito numa sala de aula, estou ansiosa para que esse dia chegue. Não pretendo ficar apenas pela minha formação inicial, mas sim continuar a aprofundar o meu conhecimento e, sempre que possível, participar em formações, workshops, etc., visto que“Aprender a ser professor é uma viagem longa e complexa, repleta de desafios e emoções. Inicia-se com as diferentes experiências (…) Culmina, formalmente, com a formação profissional, mas continua nas experiências de ensino por que vamos passando ao longo da vida” (Arends, 1995, p. s/p)”.


Parabéns, Dulce, e votos de muito sucesso no futuro!