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2014/07/12

Mestrado: Da Escrita do Nome à Escrita de Textos: Estratégias de Abordagem à Escrita na Educação Pré-Escolar e no 1.º Ciclo do Ensino Básico



Mónica Rodrigues realizou as provas de defesa do relatório de estágio do Mestrado em Educação Pré-Escolar e Ensino do 1.º Ciclo do Ensino Básico no passado dia 26 de junho, sob o título "Da Escrita do Nome à Escrita de Textos: Estratégias de Abordagem à Escrita na Educação Pré-Escolar e no 1.º Ciclo do Ensino Básico" As provas foram avaliadas por um júri presidido pelo Doutor Pedro Francisco González, sendo vogais as doutoras Ana Isabel da Silva Santos e Susana da Conceição Miranda da Silva Mira Leal.


Olá Mónica. O que a levou a ingressar neste mestrado? Como surgiu o tema da sua tese de mestrado?
Para responder à primeira questão, as razões que me levaram a ingressar neste mestrado, faria todo o sentido partilhar convosco as primeiras experiências que tive na área da Educação, porque foram estas experiências que me despertaram o interesse em enveredar por esta área. Sendo assim, e para ser breve neste assunto, posso partilhar que tive o prazer de trabalhar, ao longo da minha formação, com crianças, com idosos, com jovens em risco e com crianças com Necessidades Educativas Especiais. Todas estas experiências permitiram-me "crescer" enquanto pessoa e futura profissional. O mestrado veio complementar uma das necessidades que eu tive ao longo das várias experiências, sendo ela: perceber/compreender, ainda melhor, o "mundo da criança" para poder contribuir de forma positiva na formação das crianças possibilitando-lhes aprendizagens significativas. Quanto ao tema da tese, este surgiu aquando a realização do primeiro estágio, no contexto da Educação Pré-Escolar, em que foi constatado que as crianças não tinham hábitos de escrita, nem apresentavam interesse pela mesma. Para colmatar esta lacuna observada neste nível de ensino, foi fundamental apostar em diferentes estratégias que se consideram essenciais para a aprendizagem da linguagem escrita mas, destacamos a aposta no trabalho a partir da escrita do nome e, progressivamente, de outras palavras, para chegar à escrita de textos, com a finalidade de promover a evolução de conhecimentos nesta área por parte das crianças. Como sabemos, o nome está intimamente ligado com a construção da identidade da criança e, por isso, tem valor afetivo para ela, sendo uma estratégia crucial para iniciar as primeiras aprendizagens neste âmbito. Para além desta estratégia, foi fundamental considerar outras estratégias que foram desafiadoras, significativas e que permitiram a evolução das aprendizagens das crianças.


A sua tese chega a algumas conclusões bastante interessantes. Como é que vê a sua aplicação?
Foram várias as conclusões, desde logo, que é possível as crianças aprenderem a partir da escrita dos seus nomes e dos seus colegas, em que as crianças analisam as letras, fazem comparações entre as mesmas e, até mesmo aventuram-se a escrever novas palavras; que ao adotar estratégias significativas motiva as crianças nos diversos trabalhos; que ao possibilitar às crianças o contacto com materiais do dia-a-dia, suportes de escrita, como: revistas, jornais, cartas, entre outros, possibilita uma maior compreensão dos seus conteúdos e da sua importância na sociedade; que é fundamental dar às crianças oportunidades para determinarem o que querem fazer e como, ou seja, permitir que sejam elas a decidirem alguns dos seus trabalhos, mas claro, sempre com o acompanhamento do educador/professor; que é possível envolver a comunidade envolvente e a família das crianças nas diferentes aprendizagens, motivando-as nos diferentes trabalhos; que o facto de a criança se sentir segura e acarinhada pelo educador/professor ajuda-a a enfrentar os seus medos e permite que esta evolua nas suas aprendizagens e, na sequência de uma pequena investigação, onde foram entrevistados educadores e professores, verificou-se que alguns profissionais fazem a abordagem à leitura e à escrita quer numa perspetiva de preparação ou prontidão para a leitura, quer numa perspetiva de literacia emergente. Estas foram as conclusões mais evidentes de todo o trabalho realizado, mas claro ocorreram outras pequenas conclusões e que, não deixaram de ser pertinentes, mas exigem um trabalho mais cuidado e reflexivo. A partir das várias conclusões apresentadas será possível, num futuro próximo, adotar as estratégias que mais evidenciaram resultados significativos de forma a ser possível, no contexto real de trabalho e tendo sempre em conta as características específicas das crianças, realizar um trabalho onde as crianças possam evoluir nas suas escritas, motivando-as a escrever com gosto, adotando as estratégias que se enquadram na perspetiva de literacia emergente, que evidenciam resultados mais significativos e adequados para o processo de aprendizagem da escrita.


Mónica, pretende continuar a investigar na educação? Qual é o próximo passo?
No meu ponto de vista, o verdadeiro educador/professor é aquele que nunca deixa de investigar, que é curioso e que tem o desejo de saber, sempre, algo mais sobre as suas crianças e tudo o que as envolve, e por isso, é claro que pretendo investigar. O próximo passo, se for possível no nosso país, será trabalhar na área de Educação e continuar a investigar o que motiva as crianças nas diferentes aprendizagens ou as estratégias mais adequadas, não limitando-me à área da escrita, mas sim refletindo sobre as diferentes estratégias a adotar nas diferentes áreas de conteúdo, pois considero que a motivação é a base para todas as aprendizagens.

Parabéns, Mónica, e votos de muito sucesso no futuro!
Obrigada.

2014/06/04

Mestrado: Uma caracterização dos teores de Azoto no leite (AUL/MUN) nas explorações leiteiras da Ilha Terceira

Diego Pereira Aguiar realizou as provas de defesa do relatório de estágio do Mestrado em Engenharia Zootécnica no passado dia 4 de junho, sob o título "Uma caracterização dos teores de Azoto no leite (AUL/MUN) nas explorações leiteiras da Ilha Terceira." As provas foram avaliadas por um júri presidido pelo Doutor José Estevam da Silveira Matos, sendo vogais o doutor Oldemiro Aguiar do Rego e a doutora Maria de Lurdes Enes Dapkevicius.

Olá Diego. O que o levou a ingressar neste mestrado? Como surgiu o tema da sua tese de mestrado?
Olá. Desde já agradeço a oportunidade de participar nesta entrevista e divulgar os principais aspetos sobre a minha tese de mestrado. Aproveito ainda para parabenizar essa iniciativa de entrevistas aos mestrandos prestes a defender suas teses, visto a valorizar o trabalho realizado pelos mesmos.

O que me levou a ingressar no Mestrado em Engenharia Zootécnica foi sobretudo o gosto pela produção animal e tudo o que rodeia esta temática, além de querer prosseguir o caminho que havia percorrido até então (licenciatura em Ciências Agrárias - Ramo Zootecnia) com o fim de enriquecer a minha aprendizagem e de obter um melhor currículo. O tema da minha tese teve origem principalmente no grande interesse que tenho na temática qualidade do leite e nutrição animal. Para adicionar, penso que é um tema que não tem sido dado a devida importância por parte dos produtores de leite do Açores, que por sua vez poderiam beneficiar muito com a consulta dos teores de ureia no leite das suas vacas. Não devo deixar de referir o enorme auxílio que o Professor Doutor José Matos teve na orientação da escolha deste tema. 

A sua tese chega a algumas conclusões bastante interessantes. Como é que vê a sua aplicação? 
Sim obtive conclusões mesmo muito interessantes. Algumas ideias defendidas por autores citados na minha bibliografia foram refutadas e outras estiveram de acordo. Além disso, obtive bons resultados por parte das explorações de leite da Ilha Terceira, evidenciando que a maior parte das mesmas obtiveram um bom aproveitamento da proteína da dieta fornecida às suas vacas. Para adicionar, obtive conclusões muito interessantes acerca da influência das condições climatéricas sobre os teores de ureia encontrados no leite das diversas explorações da ilha. Penso que os lavradores da nossa Ilha, bem como dos Açores, devem passar a consultar com mais frequência os níveis de azoto ureico no leite das suas explorações, com o fim de fornecer uma dieta mais equilibrada e evitar desperdícios de proteína na dieta ( ou desperdícios de azoto sob forma de adubo), ajustando os teores deste nutriente às necessidades das suas vacas. É preciso ainda ter em atenção a influência que clima possui na variação dos valores de ureia encontrados no leite, visto que altera de maneira severa o valor nutricional das ervas das pastagens.

Pretende continuar na investigação? Qual é o próximo passo?
Para já não sei responder essa pergunta. Tudo vai depender da importância que esta temática terá no futuro para os lavradores da nossa Região. Se o interesse sobre o tema aumentar poderá ser um bom indício de que minha tese e minhas ideias tiveram sucesso e, portanto me dará grande motivação para continuar a investigação.

2014/02/05

MESTRADO EM ENGENHARIA E GESTÃO DE SISTEMAS DE ÁGUA ACREDITADO POR CINCO ANOS

05-02-2014

"O mestrado em Engenharia e Gestão de Sistemas de Água, ministrado no polo de Angra do Heroísmo, mereceu acreditação máxima por parte da Agência de Avaliação e Acreditação do Ensino Superior (A3ES)."
 
"O mestrado, que segue agora para a sua quarta edição, aborda disciplinas como a avaliação da qualidade da água, a gestão dos usos da água, gestão e conservação de zonas húmidas, hidráulica aplicada e hidrogeologia."

2013/10/26

Um mestrado de sucesso



Tomaz Dentinho é professor auxiliar com agregação da Universidade dos Açores, Campus de Angra do Heroísmo, na área da economia, e está ligado à instituição desde 1986. É o coordenador do Grupo para o Desenvolvimento Regional Sustentável, do Mestrado em Gestão e Conservação da Natureza, e do Doutoramento em Gestão Interdisciplinar da Paisagem. Foi vice-presidente do Instituto de Conservação da Natureza (1996-1998) e director do jornal diário "A União" (2001-2007). Para além do ensino, tem desenvolvido investigação na área da Ciência Regional, Economia do Ambiente e e Economia Agrária.

A 15ª Edição do Mestrado em Gestão e Conservação da Natureza irá começar ainda neste ano lectivo (2013/2015). Como nasceu este mestrado? Quais os seus objectivos? Qual é o segredo para a sua longevidade?

O Mestrado em Gestão e Conservação da Natureza surgiu no seguimento da passagem de alguns académicos por cargos dirigentes do Instituto da Conservação da Natureza. Pensámos nessa altura e pensamos agora que a abordagem à gestão e conservação da natureza provoca grandes falhas de política quando é perspectivada apenas do ponto de vista de uma disciplina, seja ela a ecologia, a geografia, a economia ou a engenharia. Por isso criámos um mestrado interdisciplinar para gestão do território, curiosamente antes de terem aparecido iniciativas semelhantes por todo o mundo. Como de costume tivemos uma reacção negativa das pessoas mais retrógradas do campus e da universidade mas, depois de muito debate e de ter sido aprovado pela Universidade do Algarve também foi aprovado pela Universidade dos Açores


Ao longo destas edições têm formado muitos alunos, de diversas áreas do conhecimento e de diversas regiões do país e de outros países também. Como vê o impacto da formação destes alunos na sociedade?

Desde 2000, tivemos quase 20 edições nos vários cantos do país (Algarve, Tomar, Castelo Branco, Bragança) e dos Açores (Terceira, São Miguel e Pico), com alunos de Portugal, Espanha, Angola, Cabo Verde, Moçambique, Guiné, Brasil e Timor, e cerca de 250 teses de mestrado. Os alunos são economista, biólogos, agrónomos, engenheiros do ambiente, juristas, geógrafos, arquitectos, paisagistas, etc. Este ano temos 11 alunos, 2 dos Açores e 9 de Itália, Espanha, Angola, Moçambique, Timor e Brasil, num formato que penso que terá sucesso no futuro pois tem uma parte escolar com tutoriais à distância e uma parte intensiva de nove semanas presencial. Por outro lado temo-nos mantido competitivos face a outras ofertas não só porque o corpo docente envolvido tem mais formação mas também porque temos inovado na forma de leccionação. Neste momento uma parte considerável dos alunos que passaram pelo mestrado tem um peso relevante na administração pública, na investigação e nas empresas e creio que estão a fazer bom trabalho não só porque desenvolveram mais a vontade de aprender mas também a enorme responsabilidade que tem em mobilizar todo o saber e saber fazer para promover o desenvolvimento sustentável das pessoas e dos sítios.


Além do Mestrado, tem estado, mais recentemente, a dirigir o Doutoramento em Gestão Interdisciplinar da Paisagem. Pode falar-nos um pouco desse projecto?

Fui desafiado pelo Prof. José Manuel Lima Santos do Instituto Superior de Agronomia e pela Prof. Teresa Pinto Correia da Universidade de Évora a criarmos um doutoramento conjunto em Paisagem, Biodiversidade e Sociedade que, com a acreditação, mudou o nome para Gestão Interdisciplinar da Paisagem. Começámos há quatro anos e teremos para o ano os primeiros doutorados do doutoramento embora, como nossos orientandos, já temos alguns doutorados criados no mesmo espírito. Os sonhos são muitos: desde logo usar metodologias interdisciplinares ao território juntando perspectivas que carregam esse desígnio como a economia do ambiente, a ecologia da paisagem e a ciência regional; depois criar um doutoramento reconhecido pela FCT; finalmente criar um doutoramento europeu. As primeiras teses vêm aí e é esse o primeiro produto que podemos oferecer.


Um comentário sobre a interdisciplinaridade...
Acho que a interdisciplinaridade é uma das linhas estratégicas onde a Universidade dos Açores pode ser competitiva a nível mundial. Primeiro porque, como disse Bento XVI recentemente, a interdisciplinaridade é uma necessidade na busca da verdade. Segundo porque a pequenez das ilhas dos Açores facilita a compreensão interdisciplinar dos fenómenos e exige intervenções informadas de forma interdisciplinar. Terceiro porque e não temos escala em cada disciplinar para sermos os melhores nessa disciplina mas temos escala para sermos inovadores nas abordagens interdisciplinares. Temos bons sinais: os que vamos dando em congressos e papers; os que são testemunhados pelos que interagem com os nossos formandos; e os que nos prestações de serviços de e para todo o mundo. Pena é que não nos deixem fazer um mestrado em ciência regional e um doutoramento em desenvolvimento regional sustentável, com pequenas mudanças dos cursos que agora oferecemos. Porque isso nos permitiria almejar um reconhecimento a nível internacional pela Regional Science cuja sede de 4000 cientistas em todo o mundo é na Rua Capitão João de Ávila em Angra do Heroísmo. Neste caso temos o conteúdo mas não nos deixam criar a forma que o mostre melhor.

2013/09/12

2ª Fase de Candidaturas - Mestrado em Engenharia e Gestão de Sistemas de Água


Está a decorrer, até ao próximo dia 13 de setembro, a 2ª fase de candidaturas ao Mestrado em Engenharia e Gestão de Sistemas de Água, do Departamento de Ciências Agrárias.

Podem candidatar-se a este curso as pessoas habilitadas com o 1º ciclo da formação em Ciências Agrárias, Engenharia e Gestão do Ambiente, ou áreas afins; titulares de um grau académico de ensino superior estrangeiro conferido na sequência de um 1º ciclo de estudos, nas áreas atrás referidas, organizado de acordo com os princípios do Processo de Bolonha por um Estado aderente a este Processo; detentores de um currículo escolar, científico ou profissional, que seja reconhecido pelo conselho científico como atestando capacidade para a realização do mestrado.
Para mais informações, consulte este link do MEGSA.

2013/09/10

Mestrado em Tecnologia e Segurança Alimentar - candidaturas até dia 12 de setembro


Incentivar o desenvolvimento de projectos compatíveis com a realidade local e nacional.
Normalizar os procedimentos de segurança e higiene nas indústrias alimentares.
Orientar a formação competente de recursos humanos.
Viabilizar mecanismos de transferência de tecnologia para o sector produtivo.
Ampliar, recuperar, modernizar e diversificar o sector alimentar.
Realizar parcerias entre diferentes grupos de interesse na área da qualidade alimentar.

Mais informações em  http://www.mtsa.uac.pt/

2013/07/20

Nova edição do Mestrado em Gestão e Conservação da Natureza



É com grande alegria que anunciamos que as candidaturas de Julho do Mestrado em Gestão e Conservação da Natureza registaram 13 candidatos reconfirmados provenientes de Angola (5), Brasil (1), Moçambique (3), Portugal (3) e Timor (1). A prova de que a adaptação do calendário escolar às condições dos alunos podem ter um efeito muito positivo no número e qualidade das candidaturas. 

O calendário prevê uma parte intensiva presencial em Janeiro e Fevereiro com avaliação por testes, e uma parte em regime tutorial que pode ser dado à distância com interação por email e por skype. No regime tutorial os alunos terão uma semana para fazer um ensaio, que será revisto pelo professor e por outro colega, e uma semana para corrigir o ensaio, tendo por base as correções do professor e as sugestões do colega. Os ensaios e as revisões serão avaliadas pelo professor.

2013/07/14

Mestrado: Uma Abordagem à Cultura Açoriana em Contexto de Educação Pré-Escolar e 1º Ciclo do Ensino Básico


Marília Alexandra Freitas de Borba realizou as provas de defesa do relatório de estágio do Mestrado em Educação Pré-Escolar e Ensino do 1º Ciclo do Ensino Básico no passado dia 22 de junho, sob o título "Uma Abordagem à Cultura Açoriana em Contexto de Educação Pré-Escolar e 1º Ciclo do Ensino Básico." As provas foram avaliadas por um júri presidido pelo Doutor Pedro Francisco González, sendo vogais os doutores Francisco José Rodrigues de Sousa e Josélia Mafalda Ribeiro da Fonseca.


Olá Marília. O que te levou a ingressar neste mestrado? Como surgiu o tema da tua tese de mestrado?

Ingressei neste mestrado em Educação Pré-escolar e 1.º Ciclo do Ensino Básico em seguimento da licenciatura em Educação Básica. Como apenas a licenciatura não me conferia o grau académico necessário para lecionar, optei por ingressar neste novo ciclo de ensino para assim concretizar o meu sonho de um dia lecionar. 

A escolha para o tema do meu relatório de estágio deveu-se ao facto de, em primeiro lugar, ter emergido em 2011 o Referencial Curricular para a Educação Básica da Região Autónoma dos Açores, um documento curricular que gerou alguma controversa entre docentes, tendo despertado a minha atenção por aprofundar o meu conhecimento relativamente a um currículo que, bem aplicado, poderia trazer grandes benesses às aprendizagens a realizar pelos alunos em contexto regional. Em segundo lugar, a minha escolha deveu-se ao meu interesse pessoal pela temática da Açorianidade, um neologismo criado por Nemésio (1932) “a fim de expressar a singularidade da existência do homem açoriano profundamente marcado pela condição de ilhéu.”

Como açoriana que sou, estimando a nossa cultura e preservando o nosso património, considerei pertinente realizar o meu relatório de estágio com este tema, pois as aprendizagens a realizar pelos alunos se forem contextualizadas no meio mais próximo, neste caso o local e regional, poderão trazer mais “facilidades” aos alunos. 


A tua tese chega a algumas conclusões bastante interessantes. Como é que vês a sua aplicação? 

O meu relatório de estágio foi baseado no Referencial CREB, permitindo-me chegar a algumas conclusões, nomeadamente as benesses de as crianças aprenderem a partir do que já conhecem, e de aproveitar o meio local e regional onde se encontram inseridas, para contextualizar a sua aprendizagem, tornando-a mais significativa. Ao proporcionar aos alunos uma aprendizagem mais significativa, estou a incentivá-los a uma maior envolvência no contexto escolar, aumentando os seus níveis de aproveitamento. Conseguindo criar este “mecanismo” sucessivo é possível contribuir para o desenvolvimento de cidadãos conhecedores das suas raízes, mas com horizontes abertos, capazes de se sentirem e se identificarem como membros da cultura local, regional, nacional e universal. 

Para conseguir pôr todo o trabalho em prática, é importante encarar o Referencial CREB como um documento complementar ao nacional, que auxilia o professor na tarefa de tornar a sua praxis pedagógica contextualizada no meio onde os alunos se inserem.


Marília, pretendes continuar a investigar na educação? Qual é o próximo passo?

A área de educação e os seus profissionais para estarem atualizados e ativos, é necessário existir uma permanente investigação. Cada aluno é um ser individual que necessita de estratégias diferentes da restante turma. Um docente que seja ética e deontologicamente correto, tem o dever de encontrar as soluções para ir derrubando os obstáculos que encontra durante o seu percurso no ensino. Uma das forma de ultrapassar as barreiras é através de investigação, permitindo ao docente auxiliar o aluno na resolução dos seus problemas de aprendizagem. 

O próximo passo será conseguir colocação para pôr em prática estes 5 anos de estudo e aprendizagem que me fizeram crescer pessoalmente e profissionalmente. Embora a conjuntura atual do país não seja a melhor, a esperança permanece.

Parabéns, Marília, e votos de muito sucesso no futuro!

2013/07/13

Mestrado: Organização Social das Aprendizagens para o Desenvolvimento da Autonomia e da Cooperação


Bárbara Sofia Cabral Silva realizou as provas de defesa do relatório de estágio do Mestrado em Educação Pré-Escolar e Ensino do 1º Ciclo do Ensino Básico no passado dia 1 de julho, sob o título "Organização Social das Aprendizagens para o Desenvolvimento da Autonomia e da Cooperação." As provas foram avaliadas por um júri presidido pelo Doutor Jorge Manuel Ávila de Lima, sendo vogais os Doutores Pedro Francisco González e Josélia Mafalda Ribeiro da Fonseca.


Olá Bárbara. O que te levou a ingressar neste mestrado? Como surgiu o tema da tua tese de mestrado?

Uma vez que a licenciatura em Educação Básica não me permitia exercer o cargo de educadora/professora, senti a necessidade de ingressar no mestrado em Educação Pré-escolar e Ensino do 1.º Ciclo do Ensino Básico, para que fosse possível exercer a profissão de docente.

O meu tema surgiu pelo facto de considerar que a organização das aprendizagens pode ter uma grande influência no desenvolvimento da autonomia e da cooperação. Além disso, ao longo de várias observações realizadas durante o meu percurso académico, tive a oportunidade de verificar a existência de diferentes contextos de salas, e observar que, quando existe uma boa organização das aprendizagens e que quando há intencionalidade por parte das educadoras/professoras, formam-se crianças mais autónomas e cooperativas.


A tua tese chega a algumas conclusões bastante interessantes. Como é que vês a sua aplicação?

Este trabalho revelou-se essencial na medida em que permitiu-me verificar a importância de uma boa organização das aprendizagens para o desenvolvimento da autonomia e da cooperação e analisar os diferentes instrumentos, utilizados pelas cooperantes, que possibilitam a evolução da autonomia e do sentido de cooperação. Além disso, sem dúvida que um conhecimento mais aprofundado acerca da forma como a organização das aprendizagens permite o desenvolvimento da autonomia e da cooperação, contribuirá para o meu enriquecimento enquanto futura profissional de educação, já que tive oportunidade de experienciar a importância do papel do educador/professor na abordagem e desenvolvimento dos aspetos que caraterizam a estrutura pedagógica adotada por ambas as cooperantes, o Movimento da Escola Moderna.

Em relação aos alunos foi possível verificar, através das atividades realizadas ao longo da prática pedagógica, alguma evolução da autonomia e do sentido de cooperação e uma maior interiorização e perceção da dinâmica e lógica dos instrumentos que integram as áreas das diferentes salas de estágio.


Bárbara, pretendes continuar a investigar na educação? Qual é o próximo passo?

Claro que sim. A investigação é essencial para a minha evolução enquanto profissional de educação, pois o aprofundamento dos conhecimentos e a constante atualização e formação contribuirá para o aperfeiçoamento das minhas práticas, e desta forma para um maior sucesso das aprendizagens dos alunos.

Neste momento, o próximo passo será aproveitar ao máximo o estagiar L e tentar pôr em prática tudo o que aprendi ao longo do meu percurso académico.

Parabéns, Bárbara, e votos de muito sucesso no futuro!

2013/07/12

Mestrado: Modelo Espacial de Distribuição da lagarta-da-pastagem na Ilha Terceira


Cristina Alexandra Rocha Moules realizou as provas de Mestrado em Engenharia Agronómica no passado dia 1 de julho, sob o título "Modelo Espacial de Distribuição da lagarta-da-pastagem (Pseudaletia unipuncta, Haworth) (Lepidoptera: Noctuidae) na Ilha Terceira." As provas foram avaliadas por um júri presidido pelo Doutor Paulo Alexandre Vieira Borges, sendo vogais os Doutores David João Horta Lopes, Ana Maria Martins Ávila Simões e Anabela Mancebo Gomes.


Olá Cristina. O que te levou a fazer mestrado? Como surgiu o tema da tua tese?

O que me levou continuar os estudos depois da licenciatura, foi que gostaria de ter formação na área agrícola, já que a licenciei-me em engenharia do ambiente e sempre me interessei pela agricultura, nomeadamente a proteção integrada. O tema de estudo surgiu numa aula de proteção integrada com o Prof. David Horta Lopes em que questionei o aparecimento da lagarta da pastagem de como poderia afetar os pastos, e ele falou-me de que seria um bom tema de tese, uma vez que se trata de um problema fitossanitários que anualmente afeta os produtores especialmente quando estes reservam ou fecham os pastos para a silagem de erva e os vêm muito afetados pelo aparecimento e alimentação da lagarta da pastagem. Pensou-se que seria muito interessante a partir do estudo do seu desenvolvimento identificar as zonas da ilha em que esta melhor se desenvolvia, através das aplicação dos SIG e assim através dos serviços oficiais ou de um futuro serviço de avisos agrícolas poder alertar os agricultores aquando do surgimento do seus focos iniciais contribuindo para o seu combate ou limitação natural numa fase ainda inicial.


A tua tese chega a algumas conclusões bastante interessantes. Como é que vês a sua aplicação?

Sim consegui chegar a conclusões muito interessantes, que podem servir para um futuro aconselhamento técnico. E pudemos definir zonas de maior densidades populacionais larvares de lagartas ou seja focos da praga ao redor da ilha através de mapas SIG durante a Primavera, Verão e Outono de modo a acautelar os lavradores podendo agora observar-se e fazer alguma previsão sobre em que determinada época a praga é provável aparecer e assim iniciar o seu combate. Outro aspeto que surgiu interessante do trabalho de análise da flora da pastagem relacionada com esta praga é que os dados preliminares que obtivemos apontam para uma preferência desta praga por pastagens com poucas espécies herbáceas em detrimento de pastagens com muitas espécies. Foram também analisados os fatores climáticos e a sua influência no desenvolvimento e proliferação desta praga e concluiu-se que quer a temperatura quer a humidade tem influência no desenvolvimento das populações das praga.

A aplicação deste resultados depende da atuação dos serviços oficiais e da continuação deste trabalho em termos de aconselhamento técnico colocando e analisando na prática durante mais tempo o que neste estudo se encontrou, validando assim os resultados aqui obtidos.


Cristina, pretendes continuar a investigar? Qual é o próximo passo?

Sim, acho que todo o nosso trabalho é de continuar em termos de investigação agora envolvendo outras áreas mais ligadas a produção e estamos sempre aprender. Um próximo passo seria a continuação deste trabalho permitindo a maior identificação e por mais anos dos focos encontrados e a implementação de um sistema de avisos aquando do surgimento dos primeiros focos definindo assim a melhor oportunidade de tratamento e uma melhor eficácia das intervenções, que poderiam ser através de aplicação de produtos biológicos ou organismos como o Bacillus thuringiensis, reduzindo assim este grande problema que afeta os produtores na altura de escassez de erva.

Espero trabalhar em algo preferencialmente na minha área, seja ela ambiente ou agrárias e dar continuidade ao trabalho agora realizado.

2013/07/10

Mestrado: O Desenvolvimento da Autonomia e o Trabalho Pedagógico em Cooperação no âmbito da Educação de Infância


Joana Margarida de Ávila Carepa realizou as provas de defesa do relatório de estágio do Mestrado em Educação Pré-Escolar e Ensino do 1º Ciclo do Ensino Básico no passado dia 1 de julho, sob o título "O Desenvolvimento da Autonomia e o Trabalho Pedagógico em Cooperação no âmbito da Educação de Infância e do 1º Ciclo do Ensino Básico." As provas foram avaliadas por um júri presidido pelo Doutor Jorge Manuel Ávila de Lima, sendo vogais os doutores Pedro Francisco González e Josélia Mafalda Ribeiro da Fonseca.


Olá Joana. O que te levou a ingressar neste mestrado? Como surgiu o tema da tua tese de mestrado?

Desde cedo, apercebi-me que o ingresso no mestrado em Educação Pré-Escolar e Ensino do 1º Ciclo do Ensino Básico, seria o meu passaporte para poder realizar o meu sonho de ser Educadora. Este objetivo foi concretizado com muito trabalho e determinação, dando assim frutos de uma gradual evolução que fui alcançando até chegar a este momento.

Face a esta motivação e tendo em conta as várias experiências que tive em contexto escolar, quer através de observações participantes, quer através de práticas, pude verificar resultados enriquecedores que ocorrem do desenvolvimento da autonomia e do trabalho pedagógico em cooperação, no que concerne ao enriquecimento das aprendizagens das crianças tanto a nível individual como num melhor desempenho do grupo em geral.

Assim, surgiu esta temática como forma de aprofundar e verificar estes resultados, na prática, e também poder realizar uma melhor reflexão tanto a nível do meu trabalho como a nível das aprendizagens das crianças tendo em vista o desenvolvimento da autonomia e o trabalho pedagógico em cooperação.


A tua tese chega a algumas conclusões bastante interessantes. Como é que vês a sua aplicação?

Na prática e focando alguns aspetos, o desenvolvimento da autonomia e o trabalho pedagógico em cooperação, passa por alguns pontos-chave que são fundamentais para que as vivências na sala de aula sejam gratificantes e que forneçam às crianças tanto a autonomia necessária, como a aprendizagem mútua que a cooperação permite, tendo em conta uma educação virada para os valores, entre estes, os democráticos que proporcionem às crianças vivências e experiências que se traduzam em atitudes solidárias para com o outro.

Para que isso aconteça é necessário que as crianças tenham um papel participativo na sala. Perspetivando as crianças como o centro das aprendizagens torna-se essencial ter em conta as suas opiniões, decisões e sugestões, por exemplo; no trabalho de projeto, na utilização dos instrumentos e materiais ou na realização de trabalhos a pares ou em pequenos grupos, tendo em atenção a formação de grupos heterogéneos, com o objetivo de promover a interajuda entre as crianças.


A voz ativa da criança e a sua participação é um fator que determina fortemente a sua autonomia, e as estratégias pedagógicas utilizadas que promovem a cooperação permitem à criança conhecer-se a si e ao outro desenvolvendo a consciência do outro, enquanto parte do seu próprio conhecimento.

Joana, pretendes continuar a investigar na educação? Qual é o próximo passo?

A passagem que tive na Universidade permitiu-me olhar para esta profissão como algo que está em constante mudança e transformação, como tal é necessário melhorar e adaptar e para que isso aconteça com sucesso é fundamental estarmos sempre atualizados e em formação. Indo ao encontro não só de uma melhor prática, mas também do nosso primordial objetivo que é o enriquecimento das aprendizagens das crianças, a todos os níveis, o nosso trabalho e a nossa orientação é fundamental para chegar a bom porto.

Por isso e encarando a profissão desta forma, compreendo que “parar é morrer” e como faz parte da vida aprender encaro esta nova etapa com muita alegria e motivação por aquilo que ainda está para vir. Em continuação da minha aprendizagem, irei estar presente numa ação de formação de Filosofia para crianças a realizar na Universidade dos Açores no Pólo de Angra do Heroísmo.

Parabéns, Joana, e votos de muito sucesso no futuro!

2013/07/09

Mestrado: As Expressões Artísticas no Pré-Escolar e 1º Ciclo do Ensino Básico e o Desenvolvimento da Autonomia e da Cooperação


Mónica Borges Silva realizou as provas de defesa do relatório de estágio do Mestrado em Educação Pré-Escolar e Ensino do 1º Ciclo do Ensino Básico no passado dia 21 de junho, sob o título "As Expressões Artísticas no Pré-Escolar e 1º Ciclo do Ensino Básico e o Desenvolvimento da Autonomia e da Cooperação." As provas foram avaliadas por um júri presidido pela Doutora Maria Isabel Dias de Carvalho Neves Cabrita Condessa, sendo vogais os doutores Pedro Francisco González e Josélia Mafalda Ribeiro da Fonseca.


Olá Mónica. O que te levou a ingressar neste mestrado? Como surgiu o tema da tua tese de mestrado?

Quando ingressei na universidade sempre tive muita vontade de ir além da licenciatura. Uma vez que a licenciatura em Educação Básica não nos permite exercer a profissão de docente, sendo que temos que fazer o mestrado profissionalizante, foi este o outro motivo que me levou a ingressar no mestrado. O gosto pelo ensino já é antigo, pelo que desde pequena sempre demonstrei essa vontade de ser professora e felizmente concretizei este sonho de menina.

Em relação ao tema do meu relatório, este surgiu não só por eu ter uma afinidade especial com as áreas artísticas, mas também por acreditar que estas contribuem positivamente para o desenvolvimento infantil de modo integral e sustentado, e mais especificamente ao nível do desenvolvimento da autonomia e da cooperação.


A tua tese chega a algumas conclusões bastante interessantes. Como é que vês a sua aplicação?

Planificar uma prática no âmbito do tema "As Expressões Artísticas no Pré-Escolar e 1º Ciclo do Ensino Básico e o Desenvolvimento da Autonomia e da Cooperação." tornou-se num trabalho muito interessante que me permitiu presenciar na sala de aula situações que evidenciam que estas áreas não devem ser colocadas de parte ou em segundo plano. O desenvolvimento da autonomia e da cooperação permitem aos alunos serem parte integrante em tudo o que acontece na sala de aula, participando ativamente na construção das suas próprias aprendizagens e na construção de relações com o outro, onde o papel do professor passa por orientar toda a dinâmica que daí vai emergindo. As expressões artísticas com o seu carácter lúdico e expressivo tornam-se deste modo um complemento de toda a atividade escolar, quer a nível da expressão e comunicação, desenvolvimento de atitudes e valores, como também na construção de relações afetivas e sociais.


Mónica, pretendes continuar a investigar na educação? Qual é o próximo passo?

Sim. Na minha opinião o conhecimento e as aprendizagens não estagnam aqui. Ao longo da minha vida profissional como educadora ou professora irei investigar, adotando as caraterísticas da investigação-acção, com o objetivo de melhorar as minhas práticas e de ajudar os meus alunos no seu percurso pré-escolar e escolar.

Também gostava de aprofundar o estudo sobre a importância das expressões artísticas no desenvolvimento infantil pelo que possivelmente será um dos próximos passos a dar.

Parabéns, Mónica, e votos de muito sucesso no futuro!

2013/07/08

Mestrado: As Histórias como Estratégia Pedagógica


Ana Rita do Céu Pinheiro realizou as provas de defesa do relatório de estágio do Mestrado em Educação Pré-Escolar e Ensino do 1º Ciclo do Ensino Básico no passado dia 22 de junho, sob o título "As Histórias como Estratégia Pedagógica." As provas foram avaliadas por um júri presidido pelo Doutor Pedro Francisco González, sendo vogais os doutores Francisco José Rodrigues de Sousa e Ana Isabel da Silva Santos.


Olá Rita. O que te levou a ingressar neste mestrado? Como surgiu o tema da tua tese de mestrado?

A ingressão neste mestrado vem no seguimento da Licenciatura em Educação Básica, a qual terminei em junho de 2011. Visto que esta licenciatura rege-se pelo processo de Bolonha, não me conferia a possibilidade de me tornar, de facto, educadora/docente. Pelo que, tive a necessidade de obter o Grau de Mestre em Educação Pré-Escolar e Ensino do 1.º Ciclo do Ensino Básico, para exercer a profissão.

Pelo facto de ser um Mestrado profissionalizante, o trabalho final que realizamos denomina-se Relatório de Estágio, tendo algumas diferenças em relação a uma tese. Pois relaciona-se mais com um trabalho de pesquisa, de observação e de análise, do que com o trabalho de investigação com carácter científico.

O tema escolhido para o meu Relatório de Estagio foi “As história como estratégia pedagógica”, sendo que esta escolha deveu-se ao facto de ter desenvolvido, ao longo do meu percurso académico, algum interesse por uma estratégia de ensino pouco conhecida, o storytelling. Com esta estratégia pretende-se desenvolver o processo de aprendizagem partindo de histórias, que servem de instrumento de integração para a articulação dos vários conhecimentos, das várias áreas de conteúdo. Além disso, tendo em conta experiências de práticas anteriores, considerei que seria mais interessante organizar uma situação de aprendizagem, de forma contextualizada, articulada e significativa para as crianças, se tivesse como ponto de partida uma história.


A tua tese chega a algumas conclusões bastante interessantes. Como é que vês a sua aplicação?

A partir da organização, estruturação, análise, discussão e fundamentação daquilo que foi a praxis que deu origem ao meu relatório de estágio, é-me possível justificar a pertinência de usar as histórias como estratégia pedagógica, pois os seus benefícios são muitos e consistentes. É possível trabalhar todas as áreas de conteúdo de forma articulada e integrada, o que faz com que as aprendizagens ocorram de uma forma contextualizada e façam sentido para as crianças, permitindo que estas posteriormente as apliquem noutros contextos intra e extra escolares. Ou seja, através do storytelling, é possível desenvolver uma aprendizagem útil e eficaz, pois devemos preparar as crianças para a vida e não para provas avaliativas.

A aplicação desta estratégia de ensino é possível e tem resultados benéficos para o desenvolvimento integrado, equilibrado e proveitoso das crianças a três grandes níveis: social, cognitivo e criativo.

Em termos sociais, uma vez que as histórias permitem ampliar o sentido de comunidade, o espírito critico e desenvolver atitudes e valores de forma significativa para as crianças.

Em termos cognitivos, porque as histórias permitem trabalhar conteúdos de diferentes áreas curriculares de forma integrada e contextualizada, facilitando o processo de utilização das aprendizagens noutros contextos.

Em termos criativos, uma vez que as histórias são uma fonte inesgotável de imaginação, onde as crianças podem assumir o papel de um personagem ou simplesmente utilizar ideias e elementos fantasiosos, para criar as suas próprias histórias, expressando-as através de várias formas artísticas.

Para confirmar a aplicabilidade desta estratégia de ensino, importa citar Odília Machado, sendo ela uma professora do 1º Ciclo que utiliza o storytelling na sua prática, obtendo resultados excelentes. Segundo esta professora, “a aprendizagem dos conteúdos programáticos é mais significativa quando a sua abordagem faz-se a partir do conto, reconto e exploração de histórias” (Histórias com e para crianças, p. 2).


Rita, pretendes continuar a investigar na educação? Qual é o próximo passo?

Sim. Penso que na educação, como em qual quer outra área, a investigação assume-se como um processo contínuo que permite a evolução e inovação. Um dos meus maiores receios em relação ao meu futuro profissional é cair na rotina, e daqui a 10 anos continuar a fazer o mesmo e estar desatualizada, por isso quero continuar a investigar, a pesquisar e a aprender.

O “próximo passo” neste momento, tendo em conta a conjetura do país, é um pouco “em falso”, pois não existem muitas perspetivas de emprego e esta área é uma das mais lesadas, pois a oferta e a procura não crescem em proporção. Contudo, a minha esperança é de poder ingressar na área da educação, mostrar o meu trabalho e contribuir para a aprendizagem de muitas crianças. Além disso, como já referi, não me quero limitar ao que já aprendi, quero continuar a receber formação, sendo as áreas de interesse mais imediato, Necessidades Educativas Especiais e Intervenção Precoce.

Parabéns, Rita, e votos de muito sucesso no futuro!

2013/07/07

Mestrado: Conceções, Comportamentos e Atitudes sobre Educação Ambiental, de Crianças do Pré-Escolar e do 1º Ciclo


Josefa Catarina da Rocha Bettencourt realizou as provas de defesa do relatório de estágio do Mestrado em Educação Pré-Escolar e Ensino do 1º Ciclo do Ensino Básico no passado dia 24 de junho, sob o título "Conceções, Comportamentos e Atitudes sobre Educação Ambiental, de Crianças do Pré-Escolar e do 1º Ciclo." As provas foram avaliadas por um júri presidido pelo Doutor Pedro Francisco González, sendo vogais os doutores Ana Margarida Moura de Oliveira Arroz, Francisco José Rodrigues de Sousa e Carlos João Peixoto Cardoso de Oliveira Gomes.


Olá Josefa. O que te levou a ingressar neste mestrado? Como surgiu o tema da tua tese de mestrado?

Com o Processo de Bolonha, a Licenciatura em Educação Básica é apenas o 1º ciclo de formação. Deste modo, para me habilitar para a docência (Educação de Infância e 1º Ciclo do Ensino Básico), meu objetivo principal, teria que ingressar neste mestrado. E, assim o fiz. 

Sempre me interessei pelas questões relacionadas com o ambiente e achei que esta seria a oportunidade ideal para aprofundar os meus conhecimentos e dar o meu pequeno contributo no âmbito da Educação Ambiental (EA). 

É fundamental desde a Educação Pré-Escolar e no Ensino do 1º Ciclo do Ensino Básico dar importância às questões ambientais. Estas preocupações estão difundidas nos programas das diferentes áreas de aprendizagem do 1º Ciclo, com incidência especial na área do Estudo do Meio. Pelas razões mencionadas anteriormente, optei pelo tema: “Conceções, comportamentos e atitudes sobre Educação Ambiental, de crianças do Pré-Escolar e do 1º Ciclo”. Tive a possibilidade de conhecer a perspetiva das crianças e o trabalho realizado no âmbito da EA pelos profissionais de educação das escolas onde o estágio decorreu. Também, este projeto de intervenção teve como principais objetivos o relato e a descrição das minhas práticas, trabalho realizado com as crianças. 


A tua tese chega a algumas conclusões bastante interessantes. Como é que vês a sua aplicação?

Para responder à pergunta de partida da minha tese (Que tipo de conceções e que apropriação as crianças do Pré-Escolar e 1º Ciclo têm das temáticas associadas à EA?) foram aplicados inquéritos, por questionário e entrevista semi-estruturada, constituindo assim, uma das partes importantes deste estudo. No entanto, tendo em conta que a amostra do estudo era reduzida, para adquirirmos uma noção global dos objetivos presentes no estudo, as conclusões a que cheguei não foram tão significativas tanto quanto gostaria e não tiveram o impacto que se pretendia. 

No entanto, pude concluir que as crianças têm conhecimento das causas e das consequências dos problemas ambientais, tal como têm consciência de que o Ser Humano é o maior causador de grande parte dos problemas. Que devemos ser ativos na sociedade e atuar perante os seus problemas. 

Quanto aos docentes, estes estão a par do que é verdadeiramente a EA. Não se trata apenas da proteção do ambiente, mas de se criar cidadãos ativos perante os problemas relacionados com o meio. A escola é um local privilegiado para o desenvolvimento de competências e para a aquisição de valores. Partindo deste princípio, cabe ao educador e professor servir de exemplo aos alunos, criando momentos de aprendizagens significativas no âmbito da EA e não só. 

Relativamente às minhas práticas concluí que, acima de tudo, as crianças aprendem muito mais com aulas lúdicas. É muito trabalhoso estar sempre a pensar em algo diferente para chamar a atenção dos alunos, mas não há nada mais gratificante para um docente do que ver os seus alunos a conseguir aprender algo que, com uma aula expositiva nem sempre é possível. E, o melhor de tudo é ver a felicidade estampada no rosto de cada criança. 

Espero apenas que, este estudo possa contribuir para que os alunos alterem as suas conceções e para que encarem a EA como um conjunto de atos educativos. 


Josefa, pretendes continuar a investigar na educação? Qual é o próximo passo?

Encaro a investigação como parte integrante do meu futuro como profissional de educação. Ao trabalharmos com crianças, requer que nós estejamos sempre a investigar para que, possamos encontrar as melhores formas de lhes dar as ferramentas para o seu presente e futuro. No entanto, penso em fazer novos estudos nesta ou noutra área, sempre com a intenção de me melhorar a nível profissional e ajudar outros docentes.

O próximo passo será mesmo ter a “minha” sala, seja no Pré-Escolar ou no 1º Ciclo. É o meu sonho. A “minha” sala com as “minhas” crianças e fazer a diferença. A razão pela qual escolhi ser docente foi mesmo por encarar que um professor pode fazer a diferença na vida de uma criança e na sociedade. De mudar as coisas para melhor. Estou a sonhar alto, mas acredito mesmo que nós, docentes e não só, podemos ser a mudança.

Parabéns, Josefa, e votos de muito sucesso no futuro!

2013/07/06

Mestrado: Estudo do Meio: Os Animais no âmbito da Educação Pré-Escolar e do Ensino do 1º Ciclo do Ensino Básico


Dulce Marlene Pereira Luís realizou as provas de defesa do relatório de estágio do Mestrado em Educação Pré-Escolar e Ensino do 1.º Ciclo do Ensino Básico no passado dia 26 de junho, sob o tema "Estudo do Meio: Os Animais no âmbito da Educação Pré-Escolar e do Ensino do 1º Ciclo do Ensino Básico." As provas foram avaliadas por um júri presidido pela doutora Ana Margarida Moura de Oliveira Arroz, sendo vogais os doutores Carlos João Peixoto Cardoso de Oliveira Gomes e Josélia Mafalda Ribeiro da Fonseca.


Olá Dulce. O que te levou a ingressar neste mestrado? Como surgiu o tema da tua tese de mestrado?

O que me levou a ingressar no mestrado Pré-Pri (como lhe chamamos, na gíria) foi o facto de o mesmo ser um mestrado integrado, o que possibilitará a minha entrada no campo escolar. No entanto, posso e devo referir que desde cedo tinha este sonho, o de me tornar educadora/professora do 1.º ciclo. Conseguir chegar até aqui, após um longo percurso (que foi interrompido cedo) fruto de muito esforço e dedicação, foi o culminar de um sonho como já referi e, por isso, não poderia estar mais feliz.

Relativamente à temática “os animais”, o surgimento desta deveu-se ao facto do Estudo do Meio ser uma área curricular interdisciplinar que permite uma abordagem pluridisciplinar, isto é, permite trabalhar conteúdos relativos a outras áreas, como por exemplo: geografia, história, ciências naturais, cidadania, entre outras. Esta área permite ainda contribuir para a compreensão progressiva das inter-relações entre a Natureza e a Sociedade. A temática abordada mostrou-se pertinente, pois os animais estão presentes na vida das crianças desde tenra idade. 

Aquando dos dois períodos de estágio (em contexto de educação pré-escolar e 1º ciclo do ensino básico), proporcionaram-se diversos momentos didáticos, quer em contexto imediato, quer em saídas de campo. 

Assim sendo, no âmbito da educação pré-escolar, realizaram-se visitas de estudo à Quinta dos Açores, ao Paúl da Praia da Vitória (com o objectivo de se observar aves migratórias e dos Açores, e devo referir que contamos com a preciosa ajuda do Hélder Xavier, tendo o apoio da Ecoteca), visitamos ainda o jardim zoológico de Lisboa e o Oceanário (iniciativa que contou com o apoio e envolvimento dos pais e encarregados de educação da turma em questão e restante comunidade educativa).

Relativamente ao 1º ciclo do ensino básico, desenvolvemos outro projeto, também sobre os animais dos Açores. Para tal realizámos duas visitas de estudo: uma à Quinta dos Açores e outra à Associação dos Animais da Ilha Terceira. Ao longo deste processo tentou-se trabalhar de forma interdisciplinar e para uma educação de valores, onde foram trabalhados os valores de autonomia e responsabilidade.



A tua tese chega a algumas conclusões bastante interessantes. Como é que vês a sua aplicação?

Relativamente às conclusões, as visitas de estudo tiveram um impacto positivo, devido ao seu carácter motivador que estimula os alunos durante as saídas de campo. Ao longo do estágio conseguiu-se entender que todas as crianças que participaram neste estudo já ostentavam alguns conhecimentos relativos a esta temática, pois já se relacionavam com animais do meio local e conheciam alguns animais de outros lugares (através de Banda Desenhada, histórias, vídeos, etc.). Contudo, explorar os animais dos Açores foi uma mais-valia, pois é importante partir-se do meio local e do que as crianças já conhecem.

Tendo em conta a temática abordada, algumas crianças participaram tendo como ponto de partida as suas experiências de vida, ou seja, os conhecimentos sobre animais com que têm contato direto. Evidenciou-se a importância que as crianças dão aos factores de sustentabilidade, de modo indireto, pois estas têm noção que parte dos rendimentos das suas famílias surgem através dos animais, particularmente através da exploração de gado. Simultaneamente, visto que estas crianças pertenciam a um meio rural, a sua maioria estava também ligada à pecuária. 

Através das intervenções notou-se que estas crianças têm cuidados para com os animais. Estas sabem que têm que cuidar deles, para que cresçam tendo uma vida digna. Estão habituadas a acompanhar os familiares na exploração de gado e tratar dos mesmos. No que se refere aos animais domésticos, nomeadamente, o cão e o gato, alguns têm a responsabilidade de os alimentar. 

Através de algumas visitas de estudo foi possível compreender melhor o pensamento das crianças sobre o mundo que as rodeia. 


Dulce, pretendes continuar a investigar na educação? Qual é o próximo passo?

Julgo que investigar é o melhor a fazer, pois quando se trabalha com crianças, e consequentemente no meio escolar, temos que estar preparados para tudo o que se passa à nossa volta.

Pretendo realizar investigação-ação, sempre que se justifique, para que possa melhorar o meu desempenho enquanto profissional de Educação Básica.

O meu próximo passo será o de entrar com o pé direito numa sala de aula, estou ansiosa para que esse dia chegue. Não pretendo ficar apenas pela minha formação inicial, mas sim continuar a aprofundar o meu conhecimento e, sempre que possível, participar em formações, workshops, etc., visto que“Aprender a ser professor é uma viagem longa e complexa, repleta de desafios e emoções. Inicia-se com as diferentes experiências (…) Culmina, formalmente, com a formação profissional, mas continua nas experiências de ensino por que vamos passando ao longo da vida” (Arends, 1995, p. s/p)”.


Parabéns, Dulce, e votos de muito sucesso no futuro!

2013/06/18

Mestrado em Educação Ambiental



Estão abertas inscrições para a quarta edição do Mestrado em Educação Ambiental, da Universidade dos Açores, Campus de Angra do Heroísmo, de 1 a 15 de Julho.

Este curso confere pós-graduação em Educação Ambiental (60 ECTS, 450 h de formação) e mestrado (completando uma tese durante o 2º ano, 60 ECTS).

O horário é pós-laboral, das 17h às 20h / 21 h e por vezes ao sábado.

Propinas: 1000 Euros por ano (4 prestações).

Página do mestrado
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2013/05/28

Oportunidades de mestrado para Energias Renováveis e Engenharia e Gestão do Ambiente


Telejornal Açores, dia 19 de Maio


O Departamento de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores terá, a partir do próximo ano lectivo, uma parceria com a Universidade Nova de Lisboa que permitirá que os alunos do 4º ano licenciatura em Engenharia e Gestão do Ambiente e em Energias Renováveis acedam aos mestrados da Universidade Nova de Lisboa.

Os alunos de Engenharia e Gestão do Ambiente terão acesso a 5 vagas no Mestrado Integrado em Engenharia do Ambiente da Faculdade de Ciência e Tecnologia da UNL, e 5 vagas no Mestrado em Engenharia e Gestão da Água.

Para os alunos de Energias Renováveis haverá 10 vagas no Mestrado em Energias Renováveis, Conversão Eléctrica e Utilização Sustentável.

Estes alunos poderão também aceder a 5 vagas do Mestrado Integrado em Engenharia Electrotécnica e Computadores e a 5 vagas do Mestrado em Engenharia Mecânica, após frequência de disciplinas da Faculdade de Ciência e Tecnologia até 18 créditos.

2013/04/26

O Barbado da Terceira: estudo comportamental





No passado dia 5 de Abril, a Elisabete Nunes Azevedo defendeu a sua dissertação de mestrado de engenharia zootécnica intitulada O Barbado da Terceira: Estudo Comportamental, perante um Júri presidido pelo Professor João Pedro da Silva Ramos Barreiros e tendo como vogais o professor Joaquim Fernando Moreira da Silva, Professor Henrique José Duarte Rosa e Professor Carlos Fernando Mimoso Vouzela., tendo sido atribuída a nota de 19 valores. crítica e defesa, de uma dissertação intitulada O Barbado da Terceira: Estudo Comportamental.

Como te envolveste na investigação científica? Como surgiu o tema da tua tese de mestrado?

O meu envolvimento na investigação científica surgiu desde que terminei a minha licenciatura em Enfermagem Veterinária e realizei a minha dissertação de final de curso, na área de problemas comportamentais em cães. Desde aí que a área de comportamento me despertou bastante interesse. Com o culminar da minha licenciatura surgiu a necessidade de ir mais além, pelo que optei por ingressar no Mestrado em Engenharia Zootécnica. Como sou apaixonada por comportamento e cães nada melhor do que juntar o útil ao agradável e trabalhar com isso.

Após conhecer melhor o Barbado da Terceira, a sua história e o tipo de estudos realizados, considerei que seria interessante estudar o seu comportamento, algo que até o momento não havia sido feito.

A tua tese chega a algumas conclusões bastante interessantes. Como é que vês a sua aplicação?

O meu estudo consegue dar uma visão mais científica do comportamento desta raça nacional, dos vários parâmetros da sua personalidade, bem como da sua propensão para o desenvolvimento de problemas comportamentais. Assim, consegue-se verificar se este cão possui as características comportamentais desejadas para o melhor desempenho da sua função, ou se, por outro lado, algum critério deva ser repensado. A partir dos resultados obtidos verificou-se uma grande aquisição do Barbado da Terceira como animal de companhia, e parece haver uma diminuição da utilização desta raça para pastoreio, função para o qual este cão fora inicialmente seleccionado. É importante ter em conta esta situação pois há certos comportamentos que uma vez perdidos do repertório comportamental do animal poderão não ser repostos.

Os animais de companhia, hoje em dia, são maioritariamente selecionados, de forma empírica, visando obter a melhor morfologia de acordo com o estalão. Muitas vezes, a parte comportamental é descurada, bem como a vertente genética associada a ela. Seria importante determinar de forma mais concreta os critérios de seleção comportamentais e avaliar os animais devidamente recorrendo à aplicação de metodologias de avaliação comportamental nas raças caninas, mais do que a simples observação destas em exposições. Na eventualidade de ser detetada a existência de alguma incompatibilidade na personalidade de cães, da mesma raça, com aptidões diferentes, poderá haver a necessidade de serem formados dois núcleos de criação. Isto seria aplicável em qualquer raça de cães, inclusive o cão Barbado da Terceira.

Elisabete, vais continuar na investigação? Qual é o próximo passo?

A investigação científica é sem dúvida uma área bastante aliciante, que nos permite aprofundar conhecimentos e contribuir para uma comunidade mais informada. Neste momento tenciono concluir o meu Mestrado Integrado em Medicina Veterinária que comecei em 2011, e que ao coincidir com o realizar da tese do Mestrado em Engenharia Zootécnica, dificultou e atrasou, infelizmente, o prazo de entrega previsto da mesma. Após a conclusão desta próxima etapa não excluo a possibilidade de um possível Doutoramento, quem sabe aliado a um futuro emprego.

Parabéns Elisabete e votos de muitas felicidades!

2013/04/24

Mestrado: Sofia Lopes investiga a influência da data de fecho na qualidade da erva para silagem



Carla Sofia do Couto Lopes realizou provas de Mestrado em Engenharia Agronómica no passado dia 8 de abril, tendo defendido a sua dissertação intitulada "Influência da Data de Fecho na Primavera, do Intervalo de Crescimento e da Adubação Azotada, na Produtividade e Qualidade da Erva produzida para Silagem por uma Pastagem consociada de Lolium perenneTrifolium repens e Trifolium pratense." As provas foram avaliadas por um júri presidido pelo doutor João da Silva Madruga, sendo vogais os doutores Oldemiro Aguiar do Rego, Paulo Ferreira Mendes Monjardino e Anabela Mancebo Gomes. 



Como te envolveste na investigação científica? Como surgiu o tema da tua tese de mestrado?
Considero que me envolvi na investigação científica a partir do momento que decidi dedicar-me à área das ciências naturais, mais propriamente à Engenharia Agronómica que, por sua vez, envolve já muita investigação em vários ramos.

Contudo, comecei a fazer investigação científica propriamente dita quando realizei o meu trabalho final de curso de licenciatura em Engenharia Agronómica na Escola Superior Agrária de Santarém no âmbito da protecção integrada, no acompanhamento fitossanitário da cultura do morango em estufa. Posteriormente, através do programa Estagiar L na Associação de Jovens Agricultores Micaelenses envolvi-me noutro tipo de investigação, desta vez ligada à produção de milho forrageiro sob técnicas de conservação do solo, nomeadamente a sementeira directa. Este trabalho trouxe-me uma enorme vontade de prosseguir os estudos e aprender mais sobre as pastagens e forragens, razão pela qual decidi fazer o Mestrado em Engenharia Agronómica e dedicar-me à disciplina de Produção e Tecnologia de Forragens. Através da orientação da Professora Anabela Gomes escolhi as pastagens como tema de investigação para a minha tese, tentando realizar um trabalho bastante prático e adequado ao que é praticado na região pelos lavradores.

A tua tese chega a algumas conclusões bastante interessantes. Como é que vês a sua aplicação?
Consegui tirar conclusões bastante interessantes em termos de aprendizagem pessoal mas que servirão como referência para futuramente fazer um aconselhamento técnico adequado aos nossos lavradores. No meu entender isto é o principal, ou seja, por em prática e partilhar os conhecimentos adquiridos de forma a poder vir melhorar a utilização dos nossos recursos naturais, neste caso, das nossas pastagens.

Sofia, vais continuar na investigação? Qual é o próximo passo?
A investigação para mim é como a aprendizagem, nunca pára! Por isso é impossível não continuar a investigar. Espero poder continuar a investigar de preferência na minha área de formação. Portanto, o próximo passo poderá ser dar continuidade em termos de trabalhos na área das pastagens ou enveredar por investigar uma área diferente ou complementar. Vai depender das oportunidades que surgirem.

Parabéns, Sofia, e votos de muito sucesso no futuro!

2013/03/26

Monitorização dos ecossistemas aquáticos - a investigação da Carolina Pereira




No passado dia 8 de Março, a Carolina Pereira defendeu a sua tese de mestrado intitulada "Caracterização das comunidades bentónicas de sistemas lóticos da Ilha Terceira ao longo do gradiente altitudinal - Diatomáceas Bentónicas"  no âmbito do Mestrado em Engenharia e Sistemas de Gestão de Água, sob orientação do Prof. Doutor Rui Elias e do Prof. Doutor Vitor Gonçalves. O júri foi constituído pelo Prof. Doutor Rui Elias, Prof. Doutora Rosalina Gabriel, Prof. Doutor José Fontes e Prof. Doutor Vitor Gonçalves, que aprovou a tese com nota de 17 valores.

Como te envolveste na investigação científica? Como surgiu o tema da tua tese de mestrado?

Com o findar da licenciatura existem duas opções para os jovens de hoje em dia, ou saem para um mercado de trabalho sem experiência ou prática alguma, ou continuam os seus estudos, no meu caso com o Mestrado. Desta forma, na busca de novos desafios e de alguma experiência profissional optei por continuar a adquirir conhecimentos teóricos e práticos na realização de uma tese, envolvendo-me assim na investigação cientifica.

A minha tese tem como tema: "Caracterização das comunidades bentónicas de sistemas lóticos da Ilha Terceira ao longo do gradiente altitudinal - Diatomáceas Bentónicas" e este surge devido à importância que estas comunidades desempenham na monitorização dos ecossistemas aquáticos, em especial, massas de água interiores como as ribeiras, que são abundantes no Arquipélago dos Açores. Desta forma, sendo uma área pouco estudada na Ilha Terceira, optei por realizar esse estudo em algumas das ribeiras da ilha. 

A tua tese chega a algumas conclusões bastante interessantes. Como é que vês a sua aplicação?

Das diversas conclusões que foram analisadas, a observação de 74 novos taxa para a Ilha terceira e 12 para os Açores de diatomáceas bentónicas, vem contribuir para o melhor conhecimento destas comunidades nos Açores e também na Ilha Terceira que eram pouco estudadas. A ocupação do uso do solo também revelou grande influencia  na qualidade ecológica dos sistemas lóticos ao longo do gradiente altitudinal, sendo que nas zonas urbanas ou de menor altitude, se verificou pior qualidade dos mesmo. Desta forma seria uma aplicação possível a observação destas comunidades para uma monitorização regular destes meios lóticos de forma a preservar a sua qualidade.

 Carolina, vais continuar na investigação? Qual é o próximo passo?

Apesar da investigação cientifica ser uma mais valia para o investigador a nível pessoal e profissional, cada vez se torna mais difícil conseguir prosseguir apenas com esta vertente excluindo assim o inicio de uma vida profissional activa.

A possibilidade de uma bolsa de Doutoramento seria um passo aliciante a seguir tendo como objectivo prosseguir com o mesmo tema de trabalho mas alargando a todas as ilhas do Arquipélago dos Açores.

Parabéns Carolina e fazemos votos para que a bolsa de Doutoramento chegue em breve!