2013/03/09

A fileira da Carne! - Conversas sobre a Competitividade da Economia Açoriana

Uma conversa sobre as dificuldades e potencialidades da produção de carne nos Açores. São convidados:

- Henrique Rosa - docente universitário e investigador;

- Eliana Simões - produtora agrícola;


O evento realiza-se na próxima segunda-feira, pelas 21h45, na sala 3.7 do Campus de Angra do Heroísmo da Universidade dos Açores.

Este é um contributo do Departamento de Economia e Gestão para a discussão sobre a Competitividade da Economia Açoriana. Participem. O FUTURO depende de todos nós!

Campus de Angra sede de associações nacionais e internacionais


Tomaz Dentinho é professor auxiliar com agregação da Universidade dos Açores, Campus de Angra do Heroísmo, na área da economia, e está ligado à instituição desde 1986. É o coordenador do Grupo para o Desenvolvimento Regional Sustentável, do Mestrado em Gestão e Conservação da Natureza, e do Doutoramento em Gestão Interdisciplinar da Paisagem. Foi vice-presidente do Instituto de Conservação da Natureza (1996-1998) e director do jornal diário "A União" (2001-2007). Para além do ensino, tem desenvolvido investigação na área da Ciência Regional, Economia do Ambiente e e Economia Agrária.

Prof. Tomaz, é o presidente da Associação Portuguesa para o Desenvolvimento Regional (APDR) desde 2008, tendo trazido a sua sede de Coimbra para as instalações da Universidade dos Açores. Como é que uma associação a nível nacional vem para os Açores? Qual tem sido a reação dos associados? Como caracteriza o seu mandato?
A sede da APDR acompanha a Presidência. Como fui eleito para direção em 2008 e o mandato foi renovado por mais três anos em 2011 a sede manter-se-á em Angra até 2014; depois se verá. A reacção dos associados foi muito boa até porque triplicámos a actividade da associação.

O primeiro mandato foi de crescimento e o segundo tem sido de estabilização. De 2008 a 2011 organizámos Congressos em Cabo Verde, Madeira e Bragança; lançámos três workshops temáticos por ano ao longo do país, em Espanha e em Angola, editámos três livros e dois compêndios e regularizámos a frequência da Revista Portuguesa de Estudos Regionais.

A partir de 2011 organizámos congressos em Faro(2012) e Braga (2013) em conjunto com eventos internacionais; a Revista Portuguesa de Estudos Reionais passou a ser referida no SCOPUS para além da EconLit e distribuída nas livrarias; candidatamos com sucesso a organização do Congresso Europeu para Lisboa em 2015 e apoiámos o estabelecimento da sede da Regional Science Association International em Angra do Heroísmo.

O Prof. Tomaz é também, desde 2011, Secretário Executivo da Regional Science Association International (RSAI), uma organização de ciência regional internacional, que congrega pessoas de 58 países. Mais uma vez surge a questão: como é que chega uma organização deste porte aos Açores, e como se faz a sua gestão?
A RSAI chega aos Açores porque tinha um ótimo apoio de secretariado para me candidatar a Secretário Executivo da Regional Science Association International, porque tinha fundos de projectos de prestação de serviços para ir a três congressos internacionais por ano (agora comprometido pelos problemas financeiros da Universidade dos Açores) e porque fui escolhido pelo Conselho da RSAI.

A gestão da RSAI está a crescer: já recolhemos as quotas dos 4000 associados; já fazemos o secretariado da revista Papers in Regional Science, já organizamos Cursos de Verão na Terceira e São Miguel e vamos promover em Marrocos, e dentro em breve estaremos a organizar Congressos Mundiais ou em Pequim ou no Dubai. Lançamos a rede Ibero Americana da Ciência Regional e estamos a lançar a RSAI em Africa.

Que impacto estas organizações e as suas actividades têm tido nos Açores? Quais os próximos passos?
Vamos organizar um Congresso sobre transportes em São Miguel para os 150 melhores cientistas nesta área em Junho. Damos os Açores a conhecer ao mundo. Criámos um emprego permanente e trouxemos os fundos da associação para a banca portuguesa. Mas o mais importante é que estamos a criar as redes na Europa, na América Latina, na China e em África. Com os brasileiros já fizemos o modelo económico para cada uma e todas as ilhas dos Açores, com os da Universidade de Aveiro já aprensentámos uma candidatura ao FP7 sobre as cidades dos século XXI, com os mexicanos e espanhóis estamos presentes num Congresso de Desenvolvimento Regional em Cuba,....

Obrigada, Prof. Tomaz, e bom trabalho!

2013/03/08

Há vida canina no Campus

Por Erica Baron 

Orelhas - Foto de Noé Branco
Há vida canina no campus. Sim, há duas criaturas que andam por lá a dizer “olá” aos novos e velhos todas as manhãs, na hora do almoço, e no final de tarde. São a cadela preta e o cão de pêlos longos, que atendem por diferentes nomes dependendo de quem os chama, ela a “Preta” ou “Paquita” e ele o “Velhinho” ou “Orelhas” ou ainda “Chouriço”. 

Do Velhinho, como o chamo, lembro-me desde sempre de estar à entrada do edifício da Universidade, ainda na Terra-chã, à espera de um pedaço de pão, o resto do almoço de alguém ou de umas festinhas. Ela apareceu com poucos meses de idade, e foi ficando pelo estacionamento e a fazer companhia para o Velhinho. 

Eles não são de raça, nem até são muito bonitos, e há quem diga que ele foi “feito” às “peças de diferentes raças”, no entanto, conquistaram a simpatia de muitos dos alunos, funcionários e alguns professores. A Preta chegou a ter, na Terra-Chã, duas ninhadas com mais de oito cachorros cada uma, que por iniciativa da funcionária Gabriela e de outros que dela gostavam, foram doados a diferentes lares e em seguida, por iniciativa da Ana Santos, minha e de mais oito pessoas, a Preta foi esterilizada. Assim ela pôde continuar por lá, ao lado do seu companheiro, sem problemas e na esperança de conseguir alguém que a adotasse enquanto ainda nova. 

Preta, ainda na Terra-Chã - Foto de Ana Santos
Aquando da mudança do Campus da Terra-Chã para o Pico da Urze, a gosto de uns e a contragosto de muitos outros eles vieram também. Vieram fazer a ronda com os seguranças, que veem neles uma companhia e um “apoio” já que não há quem saia do edifício de noite sem levar um latido. Sinal esse que acaba, depois de falarmos com eles e sermos reconhecidos. Vieram também “dizer” que fazem parte da “família” da universidade, que gostam do movimento e da nossa companhia. 

Na Terra-chã, eu e mais meia dúzia de pessoas nos revezávamos na compra de ração que os funcionários da portaria Diniz e Chalana davam a eles no final do dia, assim como produtos para desparasitação interna e externa. Agora no Pico da Urze, por iniciativa de várias pessoas e ação principalmente da Sofia Mendes, da Paula Bailey e do Prof. Barcelos, eles têm cada um, uma casota, um recipiente de água e um de comida, e um “amigo” mensal que doa um saco de ração de 10kg. Em julho do ano passado foi elaborada uma lista com nomes de pessoas da universidade que queriam colaborar com a ração e com dinheiro para a compra dos métodos de prevenção de parasitas, que ia até ao verão desse ano. Assim, só é necessário a colaboração de cada um de nós, de ano a ano, e se simpatizar com a história deles, dê o seu nome à Sofia Mendes e veja qual o mês da sua colaboração e se pode colaborar com dinheiro para a compra de desparasitantes. E sem querer esquecer-me de ninguém, há ainda diversas outras pessoas na universidade que não são nomeadas nesse curto texto mas que fortemente colaboram, de várias maneiras, para o bem-estar da Preta e do Velhinho e para os quais há sempre tempo de abanar a cauda com felicidade. 

Ele tem por volta dos doze e ela por volta dos seis anos; ela está esterilizada e tem uma coleira anti-pulgas; ele é desparasitado todos os meses com pipeta, pois já não gosta de usar coleira, está velhinho e com alguma artrite. E apesar de gostarem da nossa companhia, da comida e das festinhas na universidade, adorariam ter uma casa e uns donos “cinco estrelas” só para eles. Assim, se gosta deles e tem condições, pensem em adotá-los, ou colaborem também na tentativa de arranjar-lhes um lar.

Reunião sobre tratamento de habitações afetadas por térmitas


Foto: GBA
Hoje, dia 8 de Março, decorrerá uma apresentação acerca do Tratamento Thermo Lignum, no auditório do Campus de Angra do Heroísmo da Universidade dos Açores (UAç, orientada pelo professor e cientista Paulo Borges do Grupo de Biodiversidade dos Açores (GBA) da UAç.

Trata-se do tratamento com recurso à temperatura de habitações afectadas por térmitas e/ou outros insetos xilófagos.

O encontro, a decorrer no Auditório da Universidade dos Açores no Campus de Angra do Heroísmo, tem início marcado pelas 20h30.

2013/03/07

Feira das Sopas - dia 9 de Março

 
Não perca a "Feira das Sopas 3", que se realiza no próximo dia 9 de Março, a partir das 19h, na cantina do Campus de Angra do Heroísmo, da Universidade dos Açores, no Pico da Urze.

A organização do evento é pertence a um grupo de alunos da Escola Básica e Secundária Tomás de Borba, que estão a desenvolver o projeto "Viagem 13" - que visa a realização de uma viagem sociocultural no ano 2013.

Os bilhetes encontram-se já à venda, 5€ por pessoa e 2,5€ para menores de 10 anos. O serão inclui música ao vivo, jogo de bingo, e cerca de 20 sopas para degustação.

Para mais informações, contactar 910507546

IX Ciclone -Festival de Tunas Cidade Angra do Heroísmo


A T.U.S.A., Tuna Universitas Scientiarum Agrariarum (Tuna masculina da Universidade dos Açores – Campus de Angra do Heroísmo) organiza o “IX Ciclone -Festival de Tunas Cidade Angra do Heroísmo” na Ilha Terceira.

Trata-se de uma iniciativa que pretende trazer até nós algumas das melhores tunas do mundo. Nesta nona edição do festival estarão presentes cinco tunas do Continente Português reunindo um número estimado de cerca de 200 participantes.

Pretende-se dar início a um evento que, à semelhança do que acontece noutras regiões do nosso país, se venha a tornar num marco cultural desta ilha, sendo um meio de promover a partilha de conhecimento entre os demais participantes, a Universidade dos Açores e a sociedade Terceirense, num verdadeiro intercâmbio cultural.

As tunas serão avaliadas por um júri, constituído por personalidades do mundo da música, sociedade e da Universidade, disputando, de forma saudável e com todo o espírito académico que lhes é reconhecido, os prémios a concurso.


O "Há Vida no Campus" irá promover um passatempo no qual serão oferecidos dois bilhetes para o espetáculo do dia 15 de Março. Fiquem atentos à página do facebook.

Botalike.pt - uma ideia empreendedora!


Rodrigo Silva, aluno do curso de Gestão, da Universidade dos Açores, em Angra do Heroísmo, criou uma loja virtual para artigos académicos. Fomos falar com ele para saber todos os pormenores:

Como apareceu o Botalike! Que dificuldades encontraste/ultrapassaste para dar o 1º passo?
Eu cheguei à Universidade e deparei-me com custos acrescidos às propinas e material que estavam ligados à vida académica: traje, emblemas, pins, pastas, entre outros. Nesse momento pensei: “Porque não temos aqui na ilha uma loja académica?” Facilmente percebi a resposta…Não há mercado suficiente para abrir uma loja em termos fisicos na ilha Terceira, mas por outro lado pensei que poderia ser um bom negócio se não tivesse os custos de abrir uma loja, tais como: renda, funcionários, contabilidade, entre outros o que poderia ser tudo ultrapassado se abrisse a loja apenas online, o que viria a acontecer no final do meu 1º ano de Universidade.

O que falta para que mais jovens como tu criem a sua própria oportunidade de negócio? Que conselhos lhes darias?
Falta acima de tudo, perder o medo de arriscar, pensar que é possível fazermos, acreditarmos em tudo aquilo que nos move o coração. Tudo aquilo que for feito com paixão será certamente bem feito. E se acreditamos num projeto não haverá obstáculos que nos impeçam de o realizar, por vezes é preciso é repensar o projeto e repensar acima de tudo os gastos. Hoje em dia para abrir um negócio não podemos pensar no subsídio do governo, temos que pensar se podemos nos auto-financiar, o que no meu caso não foi um investimento superior a 100 euros, que posso adiantar que ficou pago poucas semanas após a abertura da loja.

Para os jovens diria: “Existe um país que para mim será sempre o melhor do Mundo, e tive a sorte de ser parte dele, esse país chama-se Portugal. É meu e é de todos nós!“

Em 2020 onde estará a Botalike.pt?
Em 2020, a Botalike estará a comercializar todos os trajes do país, terá designers a fazer emblemas e pins, terá a rede social com mais “gostos” no Facebook e o mercado universitário será apenas 25% do espaço da loja online, visto estar já a estudar áreas de mercado para entrar a partir de 2014/2015. Em 2020 ainda estaremos e vamos estar por muitos mais anos a comercializar trajes da Universidade dos Açores!


Agradecemos ao Rodrigo a disponibilidade e desejamos os maiores sucessos. E já sabem, visitem a loja em http://www.botalike.pt/