2013/04/18
Chapéus (de chuva) há muitos!
Tens guarda-chuvas que não usas? Até algum que não está em condições e só está a acumular pó à entrada da tua casa, no bengaleiro? Não precisas deles? Claro que não, o sol já chegou!!!
Entrega-os ao auxiliar na entrada do Complexo Pedagógico (Chalana ou Dinis) no Campus de Angra do Heroísmo da Universidade dos Açores, pois serão utilizados num evento de moda a realizar-se no dia 11 de Maio, na Factory, organizado pelos alunos dos cursos de Filosofia e Cultura Portuguesa e Estudos Europeus e Política Internacional.
Empreendedor por um dia! - venham testar novos produtos no centro de Angra do Heroísmo
Realiza-se no próximo sábado, dia 20 de Abril, a atividade “Empreendedor
por um dia”, entre as 9h30 e as 12h30, na Rua da Palha, em Angra do Heroísmo.
Esta atividade, do Departamento de Economia e Gestão da
Universidade dos Açores, envolve cerca de 30 alunos do 3º ano do Curso de
Gestão, lecionado em Angra do Heroísmo, no âmbito da disciplina de
Empreendedorismo. Consiste na apresentação de 9 ideias inovadoras de produtos
ou serviços, que serão testadas no mercado nesse dia, estando à disposição da
população e visitantes de Angra que se deslocarem ao centro da cidade no sábado
de manhã.
As ideias de negócio que serão testadas são:
- Up&Down – sapato com atributo
diferente do sapato normal: uma queda com dois tamanhos. Adequa-se à vida da
mulher ativa, para que possa utilizá-lo em várias situações ao longo do dia;
- Barqueiro Zero – vinho sem álcool que
surge como alternativa ao vinho tradicional. Um produto inovador que se mantém
enraizado na tradição e que visa contribuir para a revitalização do setor vitivinícola
da Região;
- Chafariz Açoriano – WAzorean – lançamento
de uma água mineral natural produzida na ilha Terceira, diferenciada pela sua
qualidade e origem de captação. “Das nascentes açorianas brota o verdadeiro
sabor da vida!”
- Explorer Terceira – Venha beber o
verde da ilha; Sentir o cheiro da maresia; e verá na Terceira o Paraíso; Com
que sonhou visitar um dia;
- B|everyhere – Gestão de redes sociais
– comunicam a sua empresa para lá do horizonte. Damos ritmo ao seu negócio, ao
som de marketing, comunicação e profissionalismo;
- Caxajá – junção e aproveitamento de
produtos regional de grande qualidade, nomeadamente o sumo/poupa de maracujá
com cachaça produzida nos Açores;
- Sushitime – pretende dar a conhecer
a cozinha japonesa, aliando a mesma ao peixe do mar açoriano;
- Zephyros – Azorean Equestrian Rides –
ar livre, paisagem deslumbrante, a harmonia entre a terra e o mar, o homem e o
animal. Apaixone-se pela ilha, passeando a cavalo por trilhos magníficos.
Saboreie a vida, visite a Terceira!
- N’Dog – desenvolvimento de um pão de
cachorro quente que permite ao consumidor o consumo do produto de forma mais
fácil, prática e sem se sujar.
As eventuais receitas da atividade, serão doadas à CÁRITAS
para o desenvolvimento de projetos de Empreendedorismo Social.
O evento conta com o apoio da Câmara Municipal de Angra do
Heroísmo e da Santa Casa da Misericórdia de Angra do Heroísmo.
Make-a-Wish - Carta de Agradecimento e Sensibilização para Voluntariado
No passado dia 5 de Abril de 2013,
sexta-feira, os eventos que ocorreram na Praça Velha e na discoteca Azores
Factory foram muito acarinhados por toda a população, onde conseguimos um
contributo, para a realização de mais sonhos, de mais de 600€ que reverteram na
totalidade à Fundação Make-A-Wish Portugal.
A Fundação Realizar Um Desejo é
a filial portuguesa da Make-A-Wish® Internacional, que se encontra fortemente
presente nos Estados Unidos e em mais de 35 países, nos cinco continentes. A
Fundação tem como missão realizar desejos a crianças e jovens, entre os 3 e os
18 anos, com doenças graves, degenerativas ou malignas, para lhes levar um
momento de alegria e esperança sendo hoje uma das organizações de beneficência
mais respeitada a nível mundial.
O sucesso dos eventos Guia um
Sonho Transforma uma Vida (passado dia 5 de Abril) merece um agradecimento
especial à Associação de Estudantes da Escola Superior de Enfermagem de Angra
do Heroísmo, nomeadamente Ana Barros, Hugo Cró, Rogério Azevedo, Petra Jardim,
Sara Barros e Bruno Pimentel; à Azores Factory; ao Regimento de Guarnição nº1;
ao Café Aliança; à Açorilhas; à Ciberangra; à Associação de Doadores de Sangue
de Angra do Heroísmo; ao Angra Iate Club; à Casa de Utilidades, papelaria e
livraria.
Importante referir que cada vez
mais são necessários voluntários, tendo em conta que só no passado ano, a
Make-A-Wish Portugal avançou para o arquipélago dos Açores, em parceria com o
Núcleo Regional dos Açores da Liga Portuguesa Contra o Cancro e com o Hospital
de Angra do Heroísmo, onde iniciou com uma equipa de 9 voluntários
centralizados na Ilha da Terceira que realizaram o primeiro desejo, e estão a
caminho do segundo. Já com várias crianças sinalizadas é necessário que quem
queira se junte a esta causa como um Voluntário Make-A-Wish, participando na
próxima formação de Voluntários que irá ser realizada no mês de Maio. Se queres
ajudar a que uma criança tenha o seu sonho realizado, fica atento a mais
novidades, junto do Núcleo Regional dos Açores da Liga Portuguesa Contra o
Cancro.
2013/04/17
"Açorianos há milhões de anos vêm pela primeira vez à cidade"
Arrancou dia 3 de Abril, no centro de Angra do Heroísmo, uma intervenção urbana inédita na Região. Fotografias macro de insetos exclusivos dos Açores ocuparão, até meados de Junho, fachadas de 12 edifícios nas principais artérias da cidade, com o objetivo de dar a conhecer aos açorianos um património natural único.
Esta iniciativa surge integrada num projeto do Grupo da Biodiversidade dos Açores (CITA-A, UAç), dedicado ao estudo da formação de novas espécies no arquipélago. As espécies fotografadas são únicas e exclusivas da Região (endémicas), não existindo em mais nenhuma parte do mundo.
A escolha dos insetos, à primeira vista insólita, prende-se com
o facto de se tratarem dos seres vivos terrestres com maior número de espécies endémicas
na Região, sendo, por isso mesmo, um exemplo paradigmático da biodiversidade única
dos Açores. Com uma clara componente educacional de partilha de conhecimento científico
com o grande público, pretende-se com esta iniciativa estimular a incorporação destes insetos no
imaginário coletivo açoriano, enquanto parte integrante do seu património identitário.
Para isso, tornou-se necessário “trazer os insetos à cidade ”já que a maior parte
da população desconhece a sua existência e nunca os observou no seu habitat
natural, devido às suas pequenas dimensões (muitos com menos de 1 cm) e ao seu “local de residência” preferencial – a floresta
nativa açoriana – que se circunscreve atualmente a uns ínfimos 3% do território
que ocupava inicialmente na região. O rápido desaparecimento deste habitat (97%
em 500 anos) é preocupante quando coloca em risco, e sob ameaça, a existência quer
destes insetos quer de tantas outras espécies únicas que desempenham funções fulcrais
para o equilíbrio dos ecossistemas.
Alertar para esta situação representa, para a equipa, um primeiro
passo para se construir uma comunidade local ambientalmente informada e
consciente. Só assim se poderá reforçar o trabalho de conservação da natureza que
está a ser implementado na região e trabalhar, num conjunto de programas específicos,
que visem a conservação e recuperação dos ecossistemas insulares, através de medidas
que permitam desacelerar o desaparecimento de espécies endémicas e controlar
espécies invasoras nos Açores.
“Açorianos há milhões de anos” resultou da colaboração entre
especialistas em biologia evolutiva, entomologia, psicologia social, design de comunicação
e fotografia macro extrema do Grupo de Biodiversidade dos Açores (CITA-A, GBA) e do financiamento e apoio de
várias instituições parceiras: FCT - Fundação para a Ciência e Tecnologia
[Proj. PTDC/BIABEC/104571/2008], Associação “Os Montanheiros”, ART – Associação
Regional de Turismo, Secretaria Regional dos Recursos Naturais, Câmara
Municipal de Angra do Heroísmo, Junta Autónoma do Porto de Angra do Heroísmo e
Paróquia de São Pedro, e ainda de todos os cidadãos angrenses que aceitaram o desafio
de participar nesta iniciativa disponibilizando as fachadas
dos seus edifícios para a exibição deste património natural único.
2013/04/16
Um voluntário
Orlando Guerreiro é aluno de doutoramento no Grupo de Biodiversidade dos Açores, sob o tema "Termite species in the Azores. A holistic approach to the problem" na continuação do seu percurso académico na Universidade dos Açores.
Olá Orlando. Tu entraste para a Universidade dos Açores em 1996, como aluno da licenciatura em Engenharia do Ambiente, mais tarde realizaste o Mestrado em Gestão e Conservação da Natureza (2006-2009) e agora, novamente como aluno, no Doutoramento em Biologia no Departamento de Biologia da Universidade dos Açores (2013). Nesse período, tens estado envolvido em diversas formas de associativismo, incluindo a fundação do Núcleo de Ambiente da Universidade dos Açores – NAUA (2001) e da Associação de Surf da Ilha Terceira (2009), e nos corpos sociais -concelho fiscal- (2007-2009) e mais tarde na presidência da Gê-Questa (2009-2011).
Como vês o papel dos membros da universidade na dinamização de organizações da sociedade civil?
Os membros da universidade são apenas cidadãos que podem, ou não, fazer parte das organizações. O facto de pertencerem a uma instituição de ensino, enquanto professores, investigadores ou alunos não implica que tenham um maior dever em participar nestas organizações. No entanto, o seu envolvimento é algo positivo enquanto elementos formadores de uma opinião critica na sociedade.
Orlando, tu és também um jovem investigador. A Universidade é frequentemente acusada de não entregar conhecimento útil à sociedade. Que opinião tens dessa imagem?
Por fim, estás envolvido na recém-formada Surfrider Foundation Azores, como vice-chair. Tiveram uma actividade de limpeza da costa no fim-de-semana passado. Fala-nos um pouco da Surfrider e deste evento.
Orlando, tu és também um jovem investigador. A Universidade é frequentemente acusada de não entregar conhecimento útil à sociedade. Que opinião tens dessa imagem?
Apenas posso mencionar o que o grupo da Biodiversidade dos Açores – GBA, do qual faço parte, produz e oferece à sociedade. Embora possa ser considerado suspeito, considero que produzimos bastante informação e que esta tem bastante utilidade para a sociedade. Por exemplo, temos uma equipa bastante dinâmica que envolve especialistas de várias áreas (tais como a educação, fauna marinha e terrestre, botânica, etc.) e que apresentam diversos trabalhos que vão desde o âmbito científico e técnico ao mais informal. Esta informação é muitas vezes utilizada para a tomada de decisão politica ou para a sensibilização do público.
Alguns exemplos são:
A elaboração de mapas de risco, da dispersão de espécies exóticas (térmitas), necessários para a Resolução do Conselho do Governo n.º 2/2011, de 3 de Janeiro de 2011).
E a recente campanha de sensibilização, Chama-lhe Nomes, que está a decorrer neste momento em Angra do Heroísmo que pretende dar a conhecer algumas espécies endémicas ao público e seus recentes nomes comuns.
Alguns exemplos são:
A elaboração de mapas de risco, da dispersão de espécies exóticas (térmitas), necessários para a Resolução do Conselho do Governo n.º 2/2011, de 3 de Janeiro de 2011).
E a recente campanha de sensibilização, Chama-lhe Nomes, que está a decorrer neste momento em Angra do Heroísmo que pretende dar a conhecer algumas espécies endémicas ao público e seus recentes nomes comuns.
Por fim, estás envolvido na recém-formada Surfrider Foundation Azores, como vice-chair. Tiveram uma actividade de limpeza da costa no fim-de-semana passado. Fala-nos um pouco da Surfrider e deste evento.
Este evento correu bastante bem. É já o segundo ano que participamos e o sucesso é sempre garantido. O principal é sempre a quantidade de plástico recolhida. Esta acção ocorreu em simultâneo nas ilhas Terceira, S. Miguel, Santa Maria, S. Jorge e Faial.
A Surfrider Foundation é uma instituição internacional com um núcleo nos Açores. Esta instituição foca, entre vários outros temas, a preservação das ondas e tem, obviamente, uma forte componente ambiental. Alguns dos vários temas podem ser vistos no site da organização.
A Surfrider Foundation Azores procura repercutir as acções internacionais ao nível regional. Procuramos também ser um grupo de pressão para salvaguardar as nossas ondas e zonas costeiras. Recomendo a visita à nossa página do Facebook.
Obrigada, Orlando, e bom trabalho!!
A Surfrider Foundation é uma instituição internacional com um núcleo nos Açores. Esta instituição foca, entre vários outros temas, a preservação das ondas e tem, obviamente, uma forte componente ambiental. Alguns dos vários temas podem ser vistos no site da organização.
A Surfrider Foundation Azores procura repercutir as acções internacionais ao nível regional. Procuramos também ser um grupo de pressão para salvaguardar as nossas ondas e zonas costeiras. Recomendo a visita à nossa página do Facebook.
Obrigada, Orlando, e bom trabalho!!
2013/04/15
Contributo da ciência para a gestão sustentável de um recurso - um doutoramento
Helena, como te envolveste na investigação científica? Como surgiu o tema da tua dissertação?
A carreira de investigação é o meu objectivo profissional desde da licenciatura. Como tal, o doutoramento foi uma das etapas deste processo. A carreira de investigação em Portugal é pouco conhecida e valorizada. Contudo, o meu lema é trabalhar para conseguir fazer o que gosto. A atividade laboral ocupa pelo menos 40 horas por semana, como tal, quero passa-las com alegria e vontade. O tema da minha dissertação segue a linha de investigação que me interessa: interação do homem com a natureza, gestão dos recursos naturais, sustentabilidade e ligação da ciência com as restantes esferas da sociedade.
A tua tese chega a algumas conclusões bastante interessantes. Como é que vês a sua aplicação?O meu trabalho baseia-se na interação continuada entre a comunidade científica, gestores e utilizadores dos recursos naturais. Aquilo que investigo é a construção de conhecimento conjunto, para que esse conhecimento tenha significado para todos os envolvidos. Como tal, mais do que o produto final que a minha investigação alcançou, o meu enfoque é o processo, a aprendizagem que daí advém e, a possibilidade de continuação do processo de co construção iniciado.
Desta forma, os resultados primordiais da minha tese de doutoramento são que 1) um processo de co construção é possível, se utilizarmos as ferramentas adequadas e, 2) mediante os desafios atuais, o caminho para a sustentabilidade deve ser feito nesta base. No âmbito da gestão dos recursos naturais é urgente aumentar a interação entre a comunidade científica e os utilizadores dos mesmos recursos para que, em conjunto, sejam encontradas soluções que promovam o bem-estar de todos e a manutenção dos recursos naturais (a base da vida humana).
A tua ligação à Universidade dos Açores não se limitou a este trabalho. Em que outros projectos colaboraste? Há colaborações previstas ou em curso?A minha ligação à Universidade dos Açores começou em 1999 quando estava a decidir a Universidade onde estudar Biologia Marinha. Estive em São Miguel e, durante os meses de verão ajudei um atual amigo no âmbito de um projeto de investigação sobre Vejas. Adorei a experiência mas na altura optei pela Universidade do Algarve pois, as viagens a casa eram bem mais baratas. Em 2004 volto ao Açores, desta vez para trabalhar como voluntária no projeto POPA do Departamento de Oceanografia e Pescas. Outra experiência maravilhosa pelo projeto em si, equipa, contacto com o mar e, com os pescadores açorianos. A ilha Terceira só conheci através do projeto de doutoramento, embora o trabalho com o Grupo para o Desenvolvimento Regional Sustentável tenha começado em 2007. O projeto de doutoramento foi uma aventura e, um momento de aprendizagem importantíssimo. Como sou natural do Porto, de onde parti com 17 anos, começo a acumular uma série de segundas casas. A Terceira é (sem dúvida) uma delas, aqui encontro parte de mim. Atualmente não estou envolvida em nenhum projeto com a Universidade dos Açores, contudo, isso pode mudar a qualquer altura. A área da investigação científica é mesmo assim.
Helena, vais continuar na investigação? Qual é o próximo passo?
Tenho-me esforçado bastante para não interromper a minha carreira de investigação que, para quem conhece o sistema de bolsas de investigação, pode ser difícil. É preciso antecipar o fim de uma bolsa com o início de um novo projeto e, uma nova bolsa. Não somos funcionários públicos , em privados e, quando terminamos uma bolsa podemos ficar desempregados por tempo indeterminado, sem direito a subsídio de desemprego. De forma a antever este cenário preocupei-me em preparar o próximo passo atempadamente. Na atual situação económica, posso dizer que tive a sorte de conseguir. Atualmente sou investigadora Pos-Doc na Universidade de Évora no âmbito do Projecto FarmPath cujo objetivo é o trabalho conjunto, entre investigadores e diversos intervenientes no sector agrícola e atividades ligadas à terra, no delinear de visões para o futuro da atividade na região de Montemor-o-Novo. Estou muito satisfeita por não ter interrompido a minha carreira e, pela oportunidade de interagir com um novo grupo de investigação (www.icaam.uevora.pt) de elevada qualidade profissional e pessoal. Resumidamente estou a criar uma nova segunda casa, esta ainda mais especial pois, será o local onde vai nascer a minha filha.
Parabéns, Helena, e votos de todo o sucesso!
A tua ligação à Universidade dos Açores não se limitou a este trabalho. Em que outros projectos colaboraste? Há colaborações previstas ou em curso?A minha ligação à Universidade dos Açores começou em 1999 quando estava a decidir a Universidade onde estudar Biologia Marinha. Estive em São Miguel e, durante os meses de verão ajudei um atual amigo no âmbito de um projeto de investigação sobre Vejas. Adorei a experiência mas na altura optei pela Universidade do Algarve pois, as viagens a casa eram bem mais baratas. Em 2004 volto ao Açores, desta vez para trabalhar como voluntária no projeto POPA do Departamento de Oceanografia e Pescas. Outra experiência maravilhosa pelo projeto em si, equipa, contacto com o mar e, com os pescadores açorianos. A ilha Terceira só conheci através do projeto de doutoramento, embora o trabalho com o Grupo para o Desenvolvimento Regional Sustentável tenha começado em 2007. O projeto de doutoramento foi uma aventura e, um momento de aprendizagem importantíssimo. Como sou natural do Porto, de onde parti com 17 anos, começo a acumular uma série de segundas casas. A Terceira é (sem dúvida) uma delas, aqui encontro parte de mim. Atualmente não estou envolvida em nenhum projeto com a Universidade dos Açores, contudo, isso pode mudar a qualquer altura. A área da investigação científica é mesmo assim.
Helena, vais continuar na investigação? Qual é o próximo passo?
Tenho-me esforçado bastante para não interromper a minha carreira de investigação que, para quem conhece o sistema de bolsas de investigação, pode ser difícil. É preciso antecipar o fim de uma bolsa com o início de um novo projeto e, uma nova bolsa. Não somos funcionários públicos , em privados e, quando terminamos uma bolsa podemos ficar desempregados por tempo indeterminado, sem direito a subsídio de desemprego. De forma a antever este cenário preocupei-me em preparar o próximo passo atempadamente. Na atual situação económica, posso dizer que tive a sorte de conseguir. Atualmente sou investigadora Pos-Doc na Universidade de Évora no âmbito do Projecto FarmPath cujo objetivo é o trabalho conjunto, entre investigadores e diversos intervenientes no sector agrícola e atividades ligadas à terra, no delinear de visões para o futuro da atividade na região de Montemor-o-Novo. Estou muito satisfeita por não ter interrompido a minha carreira e, pela oportunidade de interagir com um novo grupo de investigação (www.icaam.uevora.pt) de elevada qualidade profissional e pessoal. Resumidamente estou a criar uma nova segunda casa, esta ainda mais especial pois, será o local onde vai nascer a minha filha.
Parabéns, Helena, e votos de todo o sucesso!
2013/04/14
A fileira do leite - Situação atual e perspetivas futuras! 15 de Abril, às 21h45
A próxima sessão do Night Chat realiza-se no próximo dia 15 de Abril, tendo como tema a "A fileira do Leite! Situação atual e perspetivas futuras!". O evento realiza-se às 21h45, no Campus de Angra do Heroísmo da Universidade dos Açores.
Nesta série de conversas sobre a competitividade da
economia açoriana que o Departamento de Economia e Gestão da Universidade dos
Açores tem vindo a promover em Angra do Heroísmo, a próxima sessão terá como convidados:
- José Estevam Matos - docente universitário e investigador;
- Rodrigo Couto - gestor agrícola;
- José Mancebo Soares - administrador da PRONICOL.
O tema é muito interessante, atual e com relevância para o futuro da economia açoriana.
Não faltem!
- José Estevam Matos - docente universitário e investigador;
- Rodrigo Couto - gestor agrícola;
- José Mancebo Soares - administrador da PRONICOL.
O tema é muito interessante, atual e com relevância para o futuro da economia açoriana.
Não faltem!












