2013/06/12
Concerto - 13 de junho - 17h00
Venha ouvir música, do clássico ao contemporâneo.
Um concerto de piano, violoncelo e guitarra.
São interpretes alunos dos professores Olga Lysa, Orest Grytsyuk e José António Sousa, do Ensino Artístico da Escola Básica e Secundária Tomás de Borba.
Dia 13 de Junho, pelas 17h00, no auditório do Campus de Angra do Heroísmo, da Universidade dos Açores.
2013/06/11
Divulgação de cursos na Feira Agrocomercial
Decorreu de 07 a 10 de Junho, na ilha Terceira, a Feira Agrocomercial, organização da Câmara do Comércio de Angra do Heroísmo (CCAH) e Associação Agrícola da Ilha Terceira (AAIT), que conta com o apoio dos municípios da Terceira
Este certame, que se realizou no Parque Industrial de Angra do Heroísmo, contou com a presença de 60 empresas, ligadas ao comércio, serviços, construção civil, artigos para o lar, agroalimentares e agrícolas, havendo também espaço reservado á restauração. No recinto estiveram em exposição mais de duas centenas de animais.
O Campus de Angra do Heroísmo também marcou presença com a divulgação dos cursos que serão oferecidos no próximo ano letivo.
2013/06/08
I Congresso de Ciência e Desenvolvimento dos Açores - envio resumos até dia 15 de junho
Até dia 15 de junho poderão ser enviados os resumos para as comunicações a apresentar neste Congresso.
Uma excelente oportunidade para refletirmos sobre a Ciência e o Desenvolvimento dos Açores.
2013/06/06
"Jornadas Ciência nos Açores que Futuro?"
Data: 7 e 8 de Junho 2013
Local: Biblioteca Pública e Arquivo Regional
de Ponta Delgada
As Jornadas constituirão uma oportunidade de reunir investigadores, bolseiros e empresários com atividade na Região, bem como outras entidades, públicas ou privadas, cuja atividade tem impacto junto das populações.
Com estas Jornadas pretende-se divulgar o potencial científico regional e promover o estabelecimento de contactos, a discussão e a criação de sinergias entre os participantes.
Espera-se que destas jornadas resulte um documento de base para a tomada de decisão política para o sector da Ciência na RAA.
Organização:
O programa das jornadas poderá ser consultado no neste link.
A partir da próxima segunda-feira, o "Há Vida no Campus" publicará diariamente os trabalhos apresentados pelos bolseiros que desenvolvem a sua investigação no Campus de Angra do Heroísmo.
2013/06/03
A Troika em Portugal! Desempenho e Perspetivas - 4 de Junho
Realiza-se na próxima terça-feira, pelas 18h30m, uma conferência organizada pela Ordem dos Economistas, intitulada “Dois anos de Programa de Assistência Económica e Financeira a Portugal: Desempenho e perspetivas”, pelo economista Miguel Malaquias Pereira.
A conferência realiza-se no auditório do Campus de Angra do Heroísmo e será um importante momento de reflexão sobre os resultados da presença da “troika” em Portugal.
2013/06/01
Palestra Centro de Biotecnologia dos Açores - 3 Junho às 18h00
O Centro de Biotecnologia dos Açores (CBA) está a promover um ciclo de palestras com o intuito de apresentar à comunidade o seu trabalho de investigação. Esperando desta forma contribuir para uma maior aproximação entre a comunidade científica e a sociedade.
Estas palestras apresentadas mensalmente decorrem no Auditório da Universidade dos Açores, no Pico da Urze, Angra do Heroísmo, nas primeiras segundas‐feiras de cada mês entre as dezoito e as dezanove horas.
Assim, vimos convidar todos os interessados a participar. O próximo tema é “Diferenciação das invaginações reticuladas e flangeadas das células de transferência do endosperma do milho” que será apresentado pela Engª Sara Rocha e terá lugar já na próxima segunda‐feira, dia 3 de Junho, das 18 às 19 horas.
Meta - refletir o Dia Mundial da Criança
No século XXI, refletir
sobre o Dia Mundial da Criança pressupõe que se questione e clarifique o
conceito de criança. Atualmente concebe-se a criança por aquilo que ela já é e
que a faz ser criança, como um adulto em miniatura ávida de formação, como ser
humano vulnerável, carente de proteção e de conhecimento para ser quem deverá
ser?
Não obstante uma aceção mais
ou menos romântica da noção de criança, perspetivamos que esta deve ser concebida
como “pessoa”, no sentido ético do termo, em permanente processo de
desenvolvimento.
A criança como “pessoa”
é, à luz do que concebia Kant na obra Metafísica
dos Costumes, um “fim em si mesmo”, um ser humano com dignidade própria,
com um valor intrínseco. Ela não pode nem deve ser entendida como meio de
subsistência, mão-de-obra barata e capaz de produzir trabalhos, cuja minúcia
exigem a pequenez e a delicadeza de umas mãos infantis para serem perfeitos.
A “criança operária” foi
uma realidade do século XIX, uma consequência visível da revolução industrial,
que não pode persistir na sociedade do conhecimento e da informação atual, que
se pretende ética e axiologicamente informada.
Desde meados do século XX
que se assiste – um pouco por todo o Ocidente, a nível filosófico e educacional
– a um enfático retorno ao humanismo, ao aumento da preocupação com o Homem na
sua dimensão subjetiva. As atrocidades cometidas contra a humanidade durante a
2ª Guerra Mundial conduziram à reflexão e ao reconhecimento do Homem como um
ser livre e um projeto a realizar.
É neste contexto
pós-guerra de grande ênfase humanista – em que filosófica e educacionalmente se
reconhece o Homem como um ser singular, livre, que constrói a sua identidade ao
longo do processo da sua vida no diálogo com e pelos outros – que se assiste à
comemoração do primeiro Dia Mundial da Criança.
Em 1950,
a Federação Democrática Internacional da Mulheres propôs às Nações Unidas que
criasse um dia dedicado às crianças de todo o mundo. Subjacente a este pedido
estava a conceção da criança como “pessoa” em desenvolvimento, como um ser com
valor em si mesmo, que tem o direito de realizar a sua potência de ser, sendo gnosiológica
e moralmente conscientes, autónomos, membros de uma determinada comunidade,
onde constrói a sua identidade sociocultural e progressivamente se
responsabiliza por participar ativamente na reconstrução cultural da sua
sociedade.
A criança é um
cidadão. A afirmação da criança como cidadão não se reporta apenas à dimensão
administrativa-política, que a consigna como um membro de um determinado
Estado, a quem este confere um número de identificação. A atribuição da
cidadania à criança refere-se ao reconhecimento que a sociedade faz desta como
seu membro ativo, cuja identidade resulta da unicidade dinâmica do diálogo e da
interação entre a dimensão singular e social da “pessoa” que cada criança é.
Para que este
processo dinâmico de construção de identidade se opere é crucial que sejam
criadas condições que garantam o bem-estar físico, psicológico da criança e o
seu desenvolvimento holístico. A educação assume neste âmbito um papel
fundamental, na medida em que se afirma como um meio de garantir a igualdade de
oportunidades a todas as crianças, favorecendo-lhes experiências formativas e
pedagógicas que lhes permitem desenvolver as suas competências pessoais e
sociais e aceder ao património axiológico e cultural que circunstancia a sua
identidade.
Formar a criança
como cidadão não consiste apenas em transmitir-lhe conhecimentos que ela não
sabe, trata-se de prepará-la para ser uma “pessoa” consistente, autónoma, capaz
de contribuir na construção do seu conhecimento. O processo educativo que
favorece a autonomia da criança é aquele que a reconhece como um ser singular,
mas também como um ser vivido, para quem a integração do conhecimento se
constitui uma mais-valia, pois lhe permitirá conhecer, problematizar e refletir
sobre a realidade.
Cada criança é
um livro de curiosidade em branco, em busca de um sentido para a vida. Para
atribuição desse sentido contribui os afetos, os cuidados, os valores que os
outros (sociedade, pais educadores/professores) lhe dedicam, ensinam e a fazem
experienciar.
O Dia Mundial da
Criança alerta cada um de nós para a responsabilidade que temos em admitir a
criança como um ser singular, potencialmente cidadão livre, que tem o direito
de ser para se reconhecer membro ativo e responsável de uma sociedade em
permanente mudança, que se quer sustentável e promotora de vida para as
gerações vindouras. Este dia comemorativo apela-nos ainda para a necessidade de
agirmos em função de uma sociedade global sem “crianças operárias” e sujeitas à
opressão.
Josélia Ribeiro da
Fonseca
Professora Auxiliar
Departamento de
Ciências da Educação
Universidade dos
Açores







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