2013/07/07

Mestrado: Conceções, Comportamentos e Atitudes sobre Educação Ambiental, de Crianças do Pré-Escolar e do 1º Ciclo


Josefa Catarina da Rocha Bettencourt realizou as provas de defesa do relatório de estágio do Mestrado em Educação Pré-Escolar e Ensino do 1º Ciclo do Ensino Básico no passado dia 24 de junho, sob o título "Conceções, Comportamentos e Atitudes sobre Educação Ambiental, de Crianças do Pré-Escolar e do 1º Ciclo." As provas foram avaliadas por um júri presidido pelo Doutor Pedro Francisco González, sendo vogais os doutores Ana Margarida Moura de Oliveira Arroz, Francisco José Rodrigues de Sousa e Carlos João Peixoto Cardoso de Oliveira Gomes.


Olá Josefa. O que te levou a ingressar neste mestrado? Como surgiu o tema da tua tese de mestrado?

Com o Processo de Bolonha, a Licenciatura em Educação Básica é apenas o 1º ciclo de formação. Deste modo, para me habilitar para a docência (Educação de Infância e 1º Ciclo do Ensino Básico), meu objetivo principal, teria que ingressar neste mestrado. E, assim o fiz. 

Sempre me interessei pelas questões relacionadas com o ambiente e achei que esta seria a oportunidade ideal para aprofundar os meus conhecimentos e dar o meu pequeno contributo no âmbito da Educação Ambiental (EA). 

É fundamental desde a Educação Pré-Escolar e no Ensino do 1º Ciclo do Ensino Básico dar importância às questões ambientais. Estas preocupações estão difundidas nos programas das diferentes áreas de aprendizagem do 1º Ciclo, com incidência especial na área do Estudo do Meio. Pelas razões mencionadas anteriormente, optei pelo tema: “Conceções, comportamentos e atitudes sobre Educação Ambiental, de crianças do Pré-Escolar e do 1º Ciclo”. Tive a possibilidade de conhecer a perspetiva das crianças e o trabalho realizado no âmbito da EA pelos profissionais de educação das escolas onde o estágio decorreu. Também, este projeto de intervenção teve como principais objetivos o relato e a descrição das minhas práticas, trabalho realizado com as crianças. 


A tua tese chega a algumas conclusões bastante interessantes. Como é que vês a sua aplicação?

Para responder à pergunta de partida da minha tese (Que tipo de conceções e que apropriação as crianças do Pré-Escolar e 1º Ciclo têm das temáticas associadas à EA?) foram aplicados inquéritos, por questionário e entrevista semi-estruturada, constituindo assim, uma das partes importantes deste estudo. No entanto, tendo em conta que a amostra do estudo era reduzida, para adquirirmos uma noção global dos objetivos presentes no estudo, as conclusões a que cheguei não foram tão significativas tanto quanto gostaria e não tiveram o impacto que se pretendia. 

No entanto, pude concluir que as crianças têm conhecimento das causas e das consequências dos problemas ambientais, tal como têm consciência de que o Ser Humano é o maior causador de grande parte dos problemas. Que devemos ser ativos na sociedade e atuar perante os seus problemas. 

Quanto aos docentes, estes estão a par do que é verdadeiramente a EA. Não se trata apenas da proteção do ambiente, mas de se criar cidadãos ativos perante os problemas relacionados com o meio. A escola é um local privilegiado para o desenvolvimento de competências e para a aquisição de valores. Partindo deste princípio, cabe ao educador e professor servir de exemplo aos alunos, criando momentos de aprendizagens significativas no âmbito da EA e não só. 

Relativamente às minhas práticas concluí que, acima de tudo, as crianças aprendem muito mais com aulas lúdicas. É muito trabalhoso estar sempre a pensar em algo diferente para chamar a atenção dos alunos, mas não há nada mais gratificante para um docente do que ver os seus alunos a conseguir aprender algo que, com uma aula expositiva nem sempre é possível. E, o melhor de tudo é ver a felicidade estampada no rosto de cada criança. 

Espero apenas que, este estudo possa contribuir para que os alunos alterem as suas conceções e para que encarem a EA como um conjunto de atos educativos. 


Josefa, pretendes continuar a investigar na educação? Qual é o próximo passo?

Encaro a investigação como parte integrante do meu futuro como profissional de educação. Ao trabalharmos com crianças, requer que nós estejamos sempre a investigar para que, possamos encontrar as melhores formas de lhes dar as ferramentas para o seu presente e futuro. No entanto, penso em fazer novos estudos nesta ou noutra área, sempre com a intenção de me melhorar a nível profissional e ajudar outros docentes.

O próximo passo será mesmo ter a “minha” sala, seja no Pré-Escolar ou no 1º Ciclo. É o meu sonho. A “minha” sala com as “minhas” crianças e fazer a diferença. A razão pela qual escolhi ser docente foi mesmo por encarar que um professor pode fazer a diferença na vida de uma criança e na sociedade. De mudar as coisas para melhor. Estou a sonhar alto, mas acredito mesmo que nós, docentes e não só, podemos ser a mudança.

Parabéns, Josefa, e votos de muito sucesso no futuro!

2013/07/06

Mestrado: Estudo do Meio: Os Animais no âmbito da Educação Pré-Escolar e do Ensino do 1º Ciclo do Ensino Básico


Dulce Marlene Pereira Luís realizou as provas de defesa do relatório de estágio do Mestrado em Educação Pré-Escolar e Ensino do 1.º Ciclo do Ensino Básico no passado dia 26 de junho, sob o tema "Estudo do Meio: Os Animais no âmbito da Educação Pré-Escolar e do Ensino do 1º Ciclo do Ensino Básico." As provas foram avaliadas por um júri presidido pela doutora Ana Margarida Moura de Oliveira Arroz, sendo vogais os doutores Carlos João Peixoto Cardoso de Oliveira Gomes e Josélia Mafalda Ribeiro da Fonseca.


Olá Dulce. O que te levou a ingressar neste mestrado? Como surgiu o tema da tua tese de mestrado?

O que me levou a ingressar no mestrado Pré-Pri (como lhe chamamos, na gíria) foi o facto de o mesmo ser um mestrado integrado, o que possibilitará a minha entrada no campo escolar. No entanto, posso e devo referir que desde cedo tinha este sonho, o de me tornar educadora/professora do 1.º ciclo. Conseguir chegar até aqui, após um longo percurso (que foi interrompido cedo) fruto de muito esforço e dedicação, foi o culminar de um sonho como já referi e, por isso, não poderia estar mais feliz.

Relativamente à temática “os animais”, o surgimento desta deveu-se ao facto do Estudo do Meio ser uma área curricular interdisciplinar que permite uma abordagem pluridisciplinar, isto é, permite trabalhar conteúdos relativos a outras áreas, como por exemplo: geografia, história, ciências naturais, cidadania, entre outras. Esta área permite ainda contribuir para a compreensão progressiva das inter-relações entre a Natureza e a Sociedade. A temática abordada mostrou-se pertinente, pois os animais estão presentes na vida das crianças desde tenra idade. 

Aquando dos dois períodos de estágio (em contexto de educação pré-escolar e 1º ciclo do ensino básico), proporcionaram-se diversos momentos didáticos, quer em contexto imediato, quer em saídas de campo. 

Assim sendo, no âmbito da educação pré-escolar, realizaram-se visitas de estudo à Quinta dos Açores, ao Paúl da Praia da Vitória (com o objectivo de se observar aves migratórias e dos Açores, e devo referir que contamos com a preciosa ajuda do Hélder Xavier, tendo o apoio da Ecoteca), visitamos ainda o jardim zoológico de Lisboa e o Oceanário (iniciativa que contou com o apoio e envolvimento dos pais e encarregados de educação da turma em questão e restante comunidade educativa).

Relativamente ao 1º ciclo do ensino básico, desenvolvemos outro projeto, também sobre os animais dos Açores. Para tal realizámos duas visitas de estudo: uma à Quinta dos Açores e outra à Associação dos Animais da Ilha Terceira. Ao longo deste processo tentou-se trabalhar de forma interdisciplinar e para uma educação de valores, onde foram trabalhados os valores de autonomia e responsabilidade.



A tua tese chega a algumas conclusões bastante interessantes. Como é que vês a sua aplicação?

Relativamente às conclusões, as visitas de estudo tiveram um impacto positivo, devido ao seu carácter motivador que estimula os alunos durante as saídas de campo. Ao longo do estágio conseguiu-se entender que todas as crianças que participaram neste estudo já ostentavam alguns conhecimentos relativos a esta temática, pois já se relacionavam com animais do meio local e conheciam alguns animais de outros lugares (através de Banda Desenhada, histórias, vídeos, etc.). Contudo, explorar os animais dos Açores foi uma mais-valia, pois é importante partir-se do meio local e do que as crianças já conhecem.

Tendo em conta a temática abordada, algumas crianças participaram tendo como ponto de partida as suas experiências de vida, ou seja, os conhecimentos sobre animais com que têm contato direto. Evidenciou-se a importância que as crianças dão aos factores de sustentabilidade, de modo indireto, pois estas têm noção que parte dos rendimentos das suas famílias surgem através dos animais, particularmente através da exploração de gado. Simultaneamente, visto que estas crianças pertenciam a um meio rural, a sua maioria estava também ligada à pecuária. 

Através das intervenções notou-se que estas crianças têm cuidados para com os animais. Estas sabem que têm que cuidar deles, para que cresçam tendo uma vida digna. Estão habituadas a acompanhar os familiares na exploração de gado e tratar dos mesmos. No que se refere aos animais domésticos, nomeadamente, o cão e o gato, alguns têm a responsabilidade de os alimentar. 

Através de algumas visitas de estudo foi possível compreender melhor o pensamento das crianças sobre o mundo que as rodeia. 


Dulce, pretendes continuar a investigar na educação? Qual é o próximo passo?

Julgo que investigar é o melhor a fazer, pois quando se trabalha com crianças, e consequentemente no meio escolar, temos que estar preparados para tudo o que se passa à nossa volta.

Pretendo realizar investigação-ação, sempre que se justifique, para que possa melhorar o meu desempenho enquanto profissional de Educação Básica.

O meu próximo passo será o de entrar com o pé direito numa sala de aula, estou ansiosa para que esse dia chegue. Não pretendo ficar apenas pela minha formação inicial, mas sim continuar a aprofundar o meu conhecimento e, sempre que possível, participar em formações, workshops, etc., visto que“Aprender a ser professor é uma viagem longa e complexa, repleta de desafios e emoções. Inicia-se com as diferentes experiências (…) Culmina, formalmente, com a formação profissional, mas continua nas experiências de ensino por que vamos passando ao longo da vida” (Arends, 1995, p. s/p)”.


Parabéns, Dulce, e votos de muito sucesso no futuro!

2013/07/05

Pós-graduação em e-learning


Estão abertas as candidaturas à Pós-Graduação em E-Learning da Universidade dos Açores de 01 a 15 de julho. Esta pós-graduação destina-se a licenciados (ou habilitação legalmente equivalente), interessados em desenvolver competências pedagógicas e tecnológicas para o ensino em ambientes de e-learning e b-learning.

O curso funciona totalmente online, sem sessões presenciais, e inclui as seguintes unidades curriculares:
  • Primeiro semestre: 
    • Recursos básicos da internet e introdução aos ambientes de e-learning; 
    • Quadros concetuais do ensino; 
    • Comunicação mediatizada; 
    • Educação, globalização e sociedades da informação; 
    • Desenvolvimento e avaliação de conteúdos e recursos em e-learning; 
    • Organização e gestão curricular em e-learning; 
    • Dinâmicas de produção, legitimação e utilização de conhecimento em e-learning; 
    • Educação e jogos eletrónicos; 
    • Projeto em e-learning I.
  • Segundo semestre: 
    • Gestão integrada de recursos e ferramentas de informação e comunicação, E-learning e política curricular; 
    • Comunidades de aprendizagem online e racionalidades instrumental e comunicativa; 
    • Avaliação em contextos de e-learning; 
    • Recursos avançados de e-learning e fronteiras do virtual; 
    • Projeto em e-learning II; 
    • Opção.
Para mais informações, contactar o coordenador do curso, Professor Francisco Sousa (fsousa@uac.pt ou pgelearning@gmail.com).

Página da Pós Graduação em E-Learning
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2013/07/04

As interações dinâmicas de polinização inseto-planta nos Açores: a avaliação de um serviço de ecossistema




 Título:

As interações dinâmicas de polinização inseto-planta nos Açores: a avaliação de um serviço de ecossistema.

Autora: 

Ana Picanço

Descrição: 

O projeto de doutoramento consiste na análise e avaliação do serviço de ecossistema, a polinização, com ênfase no estudo das interações dinâmicas inseto polinizador-planta. As interações na polinização evidenciam o comportamento dos insetos polinizadores, em função das alterações que ocorrem no ecossistema. Assim sendo, com base no conhecimento atual do número de espécies exóticas nos Açores, coloca-se a hipótese de que a rede local de polinizadores está dominada, na maioria dos habitats, por polinizadores generalistas introduzidos. Para testar esta hipótese, focamo-nos em duas metas: 

i) analisar e avaliar a variação na estrutura e dinâmica na polinização em usos do solo, consoante o nível de perturbação, a área e a fragmentação dos habitats, e 

ii) quantificar das relações gerais e a identificar dos grupos funcionais específicos de polinizadores, tais como especialistas ou super-generalistas indígenas ou exóticos.

2013/07/02

As espécies de térmitas nos Açores. Uma abordagem holística ao problema.




 Título:

As espécies de térmitas nos Açores. Uma abordagem holística ao problema.

Autora: 

Orlando Guerreiro

Descrição: 

O presente projecto pretende contribuir para um maior conhecimento acerca da distribuição das espécies de térmitas, formas alternativas para o seu combate e eventual erradicação de algumas espécies. Os resultados poderão ser uma importante componente em um plano regional integrado para a gestão destas espécies tal como potenciar a salvaguarda do valioso património regional existente nas cidades de Angra do Heroísmo (património da humanidade), Ponta Delgada e Horta. Os mapas de risco poderão ser importantes ferramentas para a tomada de decisão e implementação de políticas de gestão para minimizar a problemática na região. Outros resultados de grande importância para a economia, que esperamos alcançar, são a obtenção de pelo menos dois produtos para o controlo da espécie C. brevis: uma armadilha atractiva química e um insecticida natural repelente para a protecção das estruturas de madeira das habitações.

2013/07/01

Palestra sobre espécies de Fungos Micorrízicos Arbusculares associados à Picconia azorica

Picconia azorica (Departamento de Oceanografia e Pescas)

O Centro de Biotecnologia dos Açores (CBA) está a promover um ciclo de palestras com o intuito de apresentar à comunidade o seu trabalho de investigação, esperando desta forma contribuir para uma maior aproximação entre a comunidade científica e a sociedade.

Estas palestras apresentadas mensalmente decorrem no Auditório da Universidade dos Açores, no Pico da Urze, Angra do Heroísmo, nas primeiras segundas-feiras de cada mês entre as dezoito e as dezanove horas.

Assim, vimos convidar todos os interessados a participar. O próximo tema é “Composição de espécies de Fungos Micorrízicos Arbusculares associados à Picconia azorica em florestas nativas dos Açores” que será apresentado pela Doutora Catarina Melo e terá lugar já na próxima segunda-feira, dia 1 de Julho, das 18 às 19 horas.

2013/06/29

ENFERMOLÂNDIA - de 1 a 6 de Julho - Escola de Enfermagem de Angra do Heroísmo







Open day do conhecimento

Planeamento da sessão
09:00 – Abertura da sessão -  Presidente da AEESENFAH
9.30h – Apresentação da Fundação AMI – Projeto de reciclagem e de departamento da ação social da AMI -  Maria do Carmo Lima
10.00h – “Escola Promotora de Saúde – Educação por pares”;         Palestra: Enf. ª Rosa Pinto
10.30h – Intervalo
11.00h – “Experiência de Investigação Estudante de Enfermagem”;
1.º Auditoria a técnicas de enfermagem: A técnica de algaliação num projecto de melhoria contínua de cuidados de enfermagem: E.E. Marina Oliveira, Enf. ª Elisabete Noronha, Prof. Miguel Gomes;
11:30 - 2º Estudo de Funcionalidade, incapacidade e saúde de um grupo de utentes de um Centro de Atividades Ocupacionais: Avaliação do autocuidado. E.E Ana Arruda; E.E Miguel Mendes; E.E Gabriela Nuñez; E.E Nídia Lopes; Enf. Ricardo Dutra; Enf. Miguel Gomes.
12:00 - 3º Praticas Supervisão Clinica – Perspetiva dos Estudantes - E.E Renata Borges; Enf. Miguel Gomes
12:30 - 4º Avaliação do tutor em ensino clinico: Validação de uma escala -  Enf Miguel Gomes
13:00 – Almoço
14:30 – Pensamento Positivo em Supervisão Clinica: Novo paradigma da educação do século XXI; - Lúcia Andrade; Enf. Gilberta Jarroca; Enf. Venusa Alves.
15:15 – Desenvolvimento do Capital Psicológico em Supervisão Clinica;   Enf. Gilberta Jarroca.
16:00 – Intervalo
16:30 – Desenvolvimento de Competências do Estudante de Enfermagem em Ensino Clinico; - Enf. Eduardo Azevedo
16:35 – Encerramento da sessão