2013/07/13

Mestrado: Organização Social das Aprendizagens para o Desenvolvimento da Autonomia e da Cooperação


Bárbara Sofia Cabral Silva realizou as provas de defesa do relatório de estágio do Mestrado em Educação Pré-Escolar e Ensino do 1º Ciclo do Ensino Básico no passado dia 1 de julho, sob o título "Organização Social das Aprendizagens para o Desenvolvimento da Autonomia e da Cooperação." As provas foram avaliadas por um júri presidido pelo Doutor Jorge Manuel Ávila de Lima, sendo vogais os Doutores Pedro Francisco González e Josélia Mafalda Ribeiro da Fonseca.


Olá Bárbara. O que te levou a ingressar neste mestrado? Como surgiu o tema da tua tese de mestrado?

Uma vez que a licenciatura em Educação Básica não me permitia exercer o cargo de educadora/professora, senti a necessidade de ingressar no mestrado em Educação Pré-escolar e Ensino do 1.º Ciclo do Ensino Básico, para que fosse possível exercer a profissão de docente.

O meu tema surgiu pelo facto de considerar que a organização das aprendizagens pode ter uma grande influência no desenvolvimento da autonomia e da cooperação. Além disso, ao longo de várias observações realizadas durante o meu percurso académico, tive a oportunidade de verificar a existência de diferentes contextos de salas, e observar que, quando existe uma boa organização das aprendizagens e que quando há intencionalidade por parte das educadoras/professoras, formam-se crianças mais autónomas e cooperativas.


A tua tese chega a algumas conclusões bastante interessantes. Como é que vês a sua aplicação?

Este trabalho revelou-se essencial na medida em que permitiu-me verificar a importância de uma boa organização das aprendizagens para o desenvolvimento da autonomia e da cooperação e analisar os diferentes instrumentos, utilizados pelas cooperantes, que possibilitam a evolução da autonomia e do sentido de cooperação. Além disso, sem dúvida que um conhecimento mais aprofundado acerca da forma como a organização das aprendizagens permite o desenvolvimento da autonomia e da cooperação, contribuirá para o meu enriquecimento enquanto futura profissional de educação, já que tive oportunidade de experienciar a importância do papel do educador/professor na abordagem e desenvolvimento dos aspetos que caraterizam a estrutura pedagógica adotada por ambas as cooperantes, o Movimento da Escola Moderna.

Em relação aos alunos foi possível verificar, através das atividades realizadas ao longo da prática pedagógica, alguma evolução da autonomia e do sentido de cooperação e uma maior interiorização e perceção da dinâmica e lógica dos instrumentos que integram as áreas das diferentes salas de estágio.


Bárbara, pretendes continuar a investigar na educação? Qual é o próximo passo?

Claro que sim. A investigação é essencial para a minha evolução enquanto profissional de educação, pois o aprofundamento dos conhecimentos e a constante atualização e formação contribuirá para o aperfeiçoamento das minhas práticas, e desta forma para um maior sucesso das aprendizagens dos alunos.

Neste momento, o próximo passo será aproveitar ao máximo o estagiar L e tentar pôr em prática tudo o que aprendi ao longo do meu percurso académico.

Parabéns, Bárbara, e votos de muito sucesso no futuro!

2013/07/12

Mestrado: Modelo Espacial de Distribuição da lagarta-da-pastagem na Ilha Terceira


Cristina Alexandra Rocha Moules realizou as provas de Mestrado em Engenharia Agronómica no passado dia 1 de julho, sob o título "Modelo Espacial de Distribuição da lagarta-da-pastagem (Pseudaletia unipuncta, Haworth) (Lepidoptera: Noctuidae) na Ilha Terceira." As provas foram avaliadas por um júri presidido pelo Doutor Paulo Alexandre Vieira Borges, sendo vogais os Doutores David João Horta Lopes, Ana Maria Martins Ávila Simões e Anabela Mancebo Gomes.


Olá Cristina. O que te levou a fazer mestrado? Como surgiu o tema da tua tese?

O que me levou continuar os estudos depois da licenciatura, foi que gostaria de ter formação na área agrícola, já que a licenciei-me em engenharia do ambiente e sempre me interessei pela agricultura, nomeadamente a proteção integrada. O tema de estudo surgiu numa aula de proteção integrada com o Prof. David Horta Lopes em que questionei o aparecimento da lagarta da pastagem de como poderia afetar os pastos, e ele falou-me de que seria um bom tema de tese, uma vez que se trata de um problema fitossanitários que anualmente afeta os produtores especialmente quando estes reservam ou fecham os pastos para a silagem de erva e os vêm muito afetados pelo aparecimento e alimentação da lagarta da pastagem. Pensou-se que seria muito interessante a partir do estudo do seu desenvolvimento identificar as zonas da ilha em que esta melhor se desenvolvia, através das aplicação dos SIG e assim através dos serviços oficiais ou de um futuro serviço de avisos agrícolas poder alertar os agricultores aquando do surgimento do seus focos iniciais contribuindo para o seu combate ou limitação natural numa fase ainda inicial.


A tua tese chega a algumas conclusões bastante interessantes. Como é que vês a sua aplicação?

Sim consegui chegar a conclusões muito interessantes, que podem servir para um futuro aconselhamento técnico. E pudemos definir zonas de maior densidades populacionais larvares de lagartas ou seja focos da praga ao redor da ilha através de mapas SIG durante a Primavera, Verão e Outono de modo a acautelar os lavradores podendo agora observar-se e fazer alguma previsão sobre em que determinada época a praga é provável aparecer e assim iniciar o seu combate. Outro aspeto que surgiu interessante do trabalho de análise da flora da pastagem relacionada com esta praga é que os dados preliminares que obtivemos apontam para uma preferência desta praga por pastagens com poucas espécies herbáceas em detrimento de pastagens com muitas espécies. Foram também analisados os fatores climáticos e a sua influência no desenvolvimento e proliferação desta praga e concluiu-se que quer a temperatura quer a humidade tem influência no desenvolvimento das populações das praga.

A aplicação deste resultados depende da atuação dos serviços oficiais e da continuação deste trabalho em termos de aconselhamento técnico colocando e analisando na prática durante mais tempo o que neste estudo se encontrou, validando assim os resultados aqui obtidos.


Cristina, pretendes continuar a investigar? Qual é o próximo passo?

Sim, acho que todo o nosso trabalho é de continuar em termos de investigação agora envolvendo outras áreas mais ligadas a produção e estamos sempre aprender. Um próximo passo seria a continuação deste trabalho permitindo a maior identificação e por mais anos dos focos encontrados e a implementação de um sistema de avisos aquando do surgimento dos primeiros focos definindo assim a melhor oportunidade de tratamento e uma melhor eficácia das intervenções, que poderiam ser através de aplicação de produtos biológicos ou organismos como o Bacillus thuringiensis, reduzindo assim este grande problema que afeta os produtores na altura de escassez de erva.

Espero trabalhar em algo preferencialmente na minha área, seja ela ambiente ou agrárias e dar continuidade ao trabalho agora realizado.

2013/07/11

Entrega de diplomas na ESEnfAH



No passado dia 5 de Julho teve lugar na Escola Superior de Enfermagem (UAç) a cerimónia solene de entrega de diplomas aos Licenciados em Enfermagem que terminaram o curso no presente ano lectivo.

O grupo de 45 novos enfermeiros prepara-se agora para a sua inserção no mundo do trabalho, reconhecendo o Secretário Regional de Saúde que no futuro poderão existir algumas portas para contratação destes novos profissionais para os vários serviços da Região.

Durante a cerimónia a Directora da Escola assegurou que a Escola, no contexto da Universidade continua a afirmar-se cumprindo a sua missão enquanto instituição do Ensino Superior, perseguindo, no exercício da sua incumbência, os mais elevados níveis de exigência, quer no que se reporta ao número de enfermeiros que forma, quer no que se refere à qualidade e diversidade da formação. Neste sentido tem actualmente em funcionamento além do Curso de Licenciatura em Enfermagem, a Pós-graduação de gestão em unidades de saúde, a Pós-graduação em cuidados paliativos a Pós-graduação em supervisão Clínica, num total de 217 estudantes, sendo 183 da licenciatura e 34 de cursos de pós licenciatura. 

Na sua perspectiva o projecto de evolução da actual Escola, passa pela sua reconversão para uma Escola Politécnica, um Instituto Politécnico…. onde se possam desenvolver cursos da área da saúde e outros de carácter politécnico, inexistentes na Região, possibilitando deste modo uma diversificação da oferta formativa e consequente captação de novos estudantes quer seja da formação inicial quer seja na formação de activos. 

Sustenta ainda que o ensino politécnico enquanto área de desenvolvimento promissor carece de uma política interna, na Universidade dos Açores, que privilegie o actual modelo de organização da Universidade, sustentado na multipolaridade e que intensifique o dinamismo do Ensino Superior na Região, nomeadamente na Terceira e na Horta; um modelo que privilegie a oferta formativa, de carácter politécnico, em complementaridade com outros cursos, de carácter universitário, já existentes; um modelo que fomente o desenvolvimento do conhecimento especializado e o exercício da investigação, e consequentemente a captação de um maior e constante número de estudantes.

O projecto de desenvolvimento de uma estrutura desta natureza é em seu entender uma forma de consolidar o Ensino Politécnico na Universidade, que pela sua natureza, ou seja pela possibilidade de oferecer uma formação em diferentes áreas profissionais que requerem uma preparação técnica e especializada no perfil de saída do Ensino Superior, se adapta às necessidades da Região.

Angra, 9 de Julho de 2013

ESEnfAH

Cerimónia de entrega das Bolsas de Mérito 2010/2011


Realiza-se hoje, em Ponta Delgada, a cerimónia pública de entrega das Bolsas de Mérito relativas ao ano letivo 2010/2012.

Conforme anunciámos no início de fevereiro de 2013, das 7 bolsas atribuídas aos alunos dos cursos de licenciaturas da Universidade dos Açores, 4 serão entregues a alunos do Campus de Angra do Heroísmo, que, infelizmente, não estarão presentes na cerimónia.

Fica aqui expressa, mais uma vez, a nossa homenagem a estes alunos.

2013/07/10

Mestrado: O Desenvolvimento da Autonomia e o Trabalho Pedagógico em Cooperação no âmbito da Educação de Infância


Joana Margarida de Ávila Carepa realizou as provas de defesa do relatório de estágio do Mestrado em Educação Pré-Escolar e Ensino do 1º Ciclo do Ensino Básico no passado dia 1 de julho, sob o título "O Desenvolvimento da Autonomia e o Trabalho Pedagógico em Cooperação no âmbito da Educação de Infância e do 1º Ciclo do Ensino Básico." As provas foram avaliadas por um júri presidido pelo Doutor Jorge Manuel Ávila de Lima, sendo vogais os doutores Pedro Francisco González e Josélia Mafalda Ribeiro da Fonseca.


Olá Joana. O que te levou a ingressar neste mestrado? Como surgiu o tema da tua tese de mestrado?

Desde cedo, apercebi-me que o ingresso no mestrado em Educação Pré-Escolar e Ensino do 1º Ciclo do Ensino Básico, seria o meu passaporte para poder realizar o meu sonho de ser Educadora. Este objetivo foi concretizado com muito trabalho e determinação, dando assim frutos de uma gradual evolução que fui alcançando até chegar a este momento.

Face a esta motivação e tendo em conta as várias experiências que tive em contexto escolar, quer através de observações participantes, quer através de práticas, pude verificar resultados enriquecedores que ocorrem do desenvolvimento da autonomia e do trabalho pedagógico em cooperação, no que concerne ao enriquecimento das aprendizagens das crianças tanto a nível individual como num melhor desempenho do grupo em geral.

Assim, surgiu esta temática como forma de aprofundar e verificar estes resultados, na prática, e também poder realizar uma melhor reflexão tanto a nível do meu trabalho como a nível das aprendizagens das crianças tendo em vista o desenvolvimento da autonomia e o trabalho pedagógico em cooperação.


A tua tese chega a algumas conclusões bastante interessantes. Como é que vês a sua aplicação?

Na prática e focando alguns aspetos, o desenvolvimento da autonomia e o trabalho pedagógico em cooperação, passa por alguns pontos-chave que são fundamentais para que as vivências na sala de aula sejam gratificantes e que forneçam às crianças tanto a autonomia necessária, como a aprendizagem mútua que a cooperação permite, tendo em conta uma educação virada para os valores, entre estes, os democráticos que proporcionem às crianças vivências e experiências que se traduzam em atitudes solidárias para com o outro.

Para que isso aconteça é necessário que as crianças tenham um papel participativo na sala. Perspetivando as crianças como o centro das aprendizagens torna-se essencial ter em conta as suas opiniões, decisões e sugestões, por exemplo; no trabalho de projeto, na utilização dos instrumentos e materiais ou na realização de trabalhos a pares ou em pequenos grupos, tendo em atenção a formação de grupos heterogéneos, com o objetivo de promover a interajuda entre as crianças.


A voz ativa da criança e a sua participação é um fator que determina fortemente a sua autonomia, e as estratégias pedagógicas utilizadas que promovem a cooperação permitem à criança conhecer-se a si e ao outro desenvolvendo a consciência do outro, enquanto parte do seu próprio conhecimento.

Joana, pretendes continuar a investigar na educação? Qual é o próximo passo?

A passagem que tive na Universidade permitiu-me olhar para esta profissão como algo que está em constante mudança e transformação, como tal é necessário melhorar e adaptar e para que isso aconteça com sucesso é fundamental estarmos sempre atualizados e em formação. Indo ao encontro não só de uma melhor prática, mas também do nosso primordial objetivo que é o enriquecimento das aprendizagens das crianças, a todos os níveis, o nosso trabalho e a nossa orientação é fundamental para chegar a bom porto.

Por isso e encarando a profissão desta forma, compreendo que “parar é morrer” e como faz parte da vida aprender encaro esta nova etapa com muita alegria e motivação por aquilo que ainda está para vir. Em continuação da minha aprendizagem, irei estar presente numa ação de formação de Filosofia para crianças a realizar na Universidade dos Açores no Pólo de Angra do Heroísmo.

Parabéns, Joana, e votos de muito sucesso no futuro!

2013/07/09

Mestrado: As Expressões Artísticas no Pré-Escolar e 1º Ciclo do Ensino Básico e o Desenvolvimento da Autonomia e da Cooperação


Mónica Borges Silva realizou as provas de defesa do relatório de estágio do Mestrado em Educação Pré-Escolar e Ensino do 1º Ciclo do Ensino Básico no passado dia 21 de junho, sob o título "As Expressões Artísticas no Pré-Escolar e 1º Ciclo do Ensino Básico e o Desenvolvimento da Autonomia e da Cooperação." As provas foram avaliadas por um júri presidido pela Doutora Maria Isabel Dias de Carvalho Neves Cabrita Condessa, sendo vogais os doutores Pedro Francisco González e Josélia Mafalda Ribeiro da Fonseca.


Olá Mónica. O que te levou a ingressar neste mestrado? Como surgiu o tema da tua tese de mestrado?

Quando ingressei na universidade sempre tive muita vontade de ir além da licenciatura. Uma vez que a licenciatura em Educação Básica não nos permite exercer a profissão de docente, sendo que temos que fazer o mestrado profissionalizante, foi este o outro motivo que me levou a ingressar no mestrado. O gosto pelo ensino já é antigo, pelo que desde pequena sempre demonstrei essa vontade de ser professora e felizmente concretizei este sonho de menina.

Em relação ao tema do meu relatório, este surgiu não só por eu ter uma afinidade especial com as áreas artísticas, mas também por acreditar que estas contribuem positivamente para o desenvolvimento infantil de modo integral e sustentado, e mais especificamente ao nível do desenvolvimento da autonomia e da cooperação.


A tua tese chega a algumas conclusões bastante interessantes. Como é que vês a sua aplicação?

Planificar uma prática no âmbito do tema "As Expressões Artísticas no Pré-Escolar e 1º Ciclo do Ensino Básico e o Desenvolvimento da Autonomia e da Cooperação." tornou-se num trabalho muito interessante que me permitiu presenciar na sala de aula situações que evidenciam que estas áreas não devem ser colocadas de parte ou em segundo plano. O desenvolvimento da autonomia e da cooperação permitem aos alunos serem parte integrante em tudo o que acontece na sala de aula, participando ativamente na construção das suas próprias aprendizagens e na construção de relações com o outro, onde o papel do professor passa por orientar toda a dinâmica que daí vai emergindo. As expressões artísticas com o seu carácter lúdico e expressivo tornam-se deste modo um complemento de toda a atividade escolar, quer a nível da expressão e comunicação, desenvolvimento de atitudes e valores, como também na construção de relações afetivas e sociais.


Mónica, pretendes continuar a investigar na educação? Qual é o próximo passo?

Sim. Na minha opinião o conhecimento e as aprendizagens não estagnam aqui. Ao longo da minha vida profissional como educadora ou professora irei investigar, adotando as caraterísticas da investigação-acção, com o objetivo de melhorar as minhas práticas e de ajudar os meus alunos no seu percurso pré-escolar e escolar.

Também gostava de aprofundar o estudo sobre a importância das expressões artísticas no desenvolvimento infantil pelo que possivelmente será um dos próximos passos a dar.

Parabéns, Mónica, e votos de muito sucesso no futuro!

2013/07/08

Mestrado: As Histórias como Estratégia Pedagógica


Ana Rita do Céu Pinheiro realizou as provas de defesa do relatório de estágio do Mestrado em Educação Pré-Escolar e Ensino do 1º Ciclo do Ensino Básico no passado dia 22 de junho, sob o título "As Histórias como Estratégia Pedagógica." As provas foram avaliadas por um júri presidido pelo Doutor Pedro Francisco González, sendo vogais os doutores Francisco José Rodrigues de Sousa e Ana Isabel da Silva Santos.


Olá Rita. O que te levou a ingressar neste mestrado? Como surgiu o tema da tua tese de mestrado?

A ingressão neste mestrado vem no seguimento da Licenciatura em Educação Básica, a qual terminei em junho de 2011. Visto que esta licenciatura rege-se pelo processo de Bolonha, não me conferia a possibilidade de me tornar, de facto, educadora/docente. Pelo que, tive a necessidade de obter o Grau de Mestre em Educação Pré-Escolar e Ensino do 1.º Ciclo do Ensino Básico, para exercer a profissão.

Pelo facto de ser um Mestrado profissionalizante, o trabalho final que realizamos denomina-se Relatório de Estágio, tendo algumas diferenças em relação a uma tese. Pois relaciona-se mais com um trabalho de pesquisa, de observação e de análise, do que com o trabalho de investigação com carácter científico.

O tema escolhido para o meu Relatório de Estagio foi “As história como estratégia pedagógica”, sendo que esta escolha deveu-se ao facto de ter desenvolvido, ao longo do meu percurso académico, algum interesse por uma estratégia de ensino pouco conhecida, o storytelling. Com esta estratégia pretende-se desenvolver o processo de aprendizagem partindo de histórias, que servem de instrumento de integração para a articulação dos vários conhecimentos, das várias áreas de conteúdo. Além disso, tendo em conta experiências de práticas anteriores, considerei que seria mais interessante organizar uma situação de aprendizagem, de forma contextualizada, articulada e significativa para as crianças, se tivesse como ponto de partida uma história.


A tua tese chega a algumas conclusões bastante interessantes. Como é que vês a sua aplicação?

A partir da organização, estruturação, análise, discussão e fundamentação daquilo que foi a praxis que deu origem ao meu relatório de estágio, é-me possível justificar a pertinência de usar as histórias como estratégia pedagógica, pois os seus benefícios são muitos e consistentes. É possível trabalhar todas as áreas de conteúdo de forma articulada e integrada, o que faz com que as aprendizagens ocorram de uma forma contextualizada e façam sentido para as crianças, permitindo que estas posteriormente as apliquem noutros contextos intra e extra escolares. Ou seja, através do storytelling, é possível desenvolver uma aprendizagem útil e eficaz, pois devemos preparar as crianças para a vida e não para provas avaliativas.

A aplicação desta estratégia de ensino é possível e tem resultados benéficos para o desenvolvimento integrado, equilibrado e proveitoso das crianças a três grandes níveis: social, cognitivo e criativo.

Em termos sociais, uma vez que as histórias permitem ampliar o sentido de comunidade, o espírito critico e desenvolver atitudes e valores de forma significativa para as crianças.

Em termos cognitivos, porque as histórias permitem trabalhar conteúdos de diferentes áreas curriculares de forma integrada e contextualizada, facilitando o processo de utilização das aprendizagens noutros contextos.

Em termos criativos, uma vez que as histórias são uma fonte inesgotável de imaginação, onde as crianças podem assumir o papel de um personagem ou simplesmente utilizar ideias e elementos fantasiosos, para criar as suas próprias histórias, expressando-as através de várias formas artísticas.

Para confirmar a aplicabilidade desta estratégia de ensino, importa citar Odília Machado, sendo ela uma professora do 1º Ciclo que utiliza o storytelling na sua prática, obtendo resultados excelentes. Segundo esta professora, “a aprendizagem dos conteúdos programáticos é mais significativa quando a sua abordagem faz-se a partir do conto, reconto e exploração de histórias” (Histórias com e para crianças, p. 2).


Rita, pretendes continuar a investigar na educação? Qual é o próximo passo?

Sim. Penso que na educação, como em qual quer outra área, a investigação assume-se como um processo contínuo que permite a evolução e inovação. Um dos meus maiores receios em relação ao meu futuro profissional é cair na rotina, e daqui a 10 anos continuar a fazer o mesmo e estar desatualizada, por isso quero continuar a investigar, a pesquisar e a aprender.

O “próximo passo” neste momento, tendo em conta a conjetura do país, é um pouco “em falso”, pois não existem muitas perspetivas de emprego e esta área é uma das mais lesadas, pois a oferta e a procura não crescem em proporção. Contudo, a minha esperança é de poder ingressar na área da educação, mostrar o meu trabalho e contribuir para a aprendizagem de muitas crianças. Além disso, como já referi, não me quero limitar ao que já aprendi, quero continuar a receber formação, sendo as áreas de interesse mais imediato, Necessidades Educativas Especiais e Intervenção Precoce.

Parabéns, Rita, e votos de muito sucesso no futuro!