2013/07/18

Modelo de Interação Espacial - Um Instrumento Para a Análise e Planeamento do Território - Alterações Climáticas - Impacto na Ocupação do Território



Título:

Modelo de Interação Espacial - Um Instrumento Para a Análise e Planeamento do Território - Alterações Climáticas - Impacto na Ocupação do Território.

Autora: 

Paulo Silveira

Descrição: 

Este póster foi realizado no âmbito do programa de doutoramento de Gestão Interdisciplinar da Paisagem lecionado em parceria pela Universidade de Évora, Universidade dos Açores e Instituto Superior de Agronomia da Universidade Técnica de Lisboa. Pretende-se desenvolver uma ferramenta de modelação interdisciplinar com interação entre a socio-economia, tecnologia, território e a regulação, usando o território como linguagem de forma a melhor entender as consequências e implicações da alteração dos ciclos económicos, da alteração do uso do solo resultantes de diversos fatores incluindo as alterações climáticas, de forma a adotar politicas mais adequadas que promovam o desenvolvimento sustentável dos Açores. Esta ferramenta permitirá uma análise da relação entre a sociedade e o meio ambiente, sendo capaz de explicar a distribuição dos padrões espaciais da paisagem, recorrendo a indicadores (emprego, a produtividade do solo e a produtividade do homem), nos sectores produtivos transacionáveis e não transacionáveis.

2013/07/17

BioEcoValES - Biodiversity Economic Valuation of Endemic Species



Título:

BioEcoValES - Biodiversity Economic Valuation of Endemic Species.

Autor: 

Pedro Nogueira

Descrição: 

Este trabalho enquadra-se no projeto BioEcoValES financiado pela Região Autónoma dos Açores e tem por objetivo estimar alteração do o valor das espécies endémicas face a modificações da gestão do território. Nos Açores existem 420 espécies e subespécies endémicas estando protegidas pelas directivas dos Habitats e das Aves. Uma melhor compreensão do valor das espécies endémicas, é uma ferramenta valiosa para tomar decisões de gestão e de conservação que afectam o bem-estar social.

Esta apresentação tem como objetivo especifico perceber a relação entre uso do solo e quantidade de espécies endémicas. Primeiro apresenta-se a metodologia e os dados utilizados; seguidamente estimam-se várias formulações do modelo e apresentam-se simulações exemplificativas. Finalmente explicitam-se as conclusões.
 
Em trabalhos posteriores o modelo estimado será utilizado para desenhar cenários de escolha alternativos para serem usados num exercício de choice experiment que pretenderá valorizar as espécies endémicas pela procura mas tendo como referência o custo de oportunidade de modificações no uso do solo.

2013/07/16

Múltiplas perspetivas sobre conhecimento, politica e ciências do mar: Educação para um futuro sustentável


Título:

Múltiplas perspetivas sobre conhecimento, politica e ciências do mar: Educação para um futuro sustentável.

Autora: 

Alison Neilson

Descrição: 

Este estudo, na área das ciências sociais relaciona a investigação em ciências naturais com as necessidades locais para a sustentabilidade, unindo cientistas e não-cientistas em vários tipos de diálogo.

2013/07/14

Mestrado: Uma Abordagem à Cultura Açoriana em Contexto de Educação Pré-Escolar e 1º Ciclo do Ensino Básico


Marília Alexandra Freitas de Borba realizou as provas de defesa do relatório de estágio do Mestrado em Educação Pré-Escolar e Ensino do 1º Ciclo do Ensino Básico no passado dia 22 de junho, sob o título "Uma Abordagem à Cultura Açoriana em Contexto de Educação Pré-Escolar e 1º Ciclo do Ensino Básico." As provas foram avaliadas por um júri presidido pelo Doutor Pedro Francisco González, sendo vogais os doutores Francisco José Rodrigues de Sousa e Josélia Mafalda Ribeiro da Fonseca.


Olá Marília. O que te levou a ingressar neste mestrado? Como surgiu o tema da tua tese de mestrado?

Ingressei neste mestrado em Educação Pré-escolar e 1.º Ciclo do Ensino Básico em seguimento da licenciatura em Educação Básica. Como apenas a licenciatura não me conferia o grau académico necessário para lecionar, optei por ingressar neste novo ciclo de ensino para assim concretizar o meu sonho de um dia lecionar. 

A escolha para o tema do meu relatório de estágio deveu-se ao facto de, em primeiro lugar, ter emergido em 2011 o Referencial Curricular para a Educação Básica da Região Autónoma dos Açores, um documento curricular que gerou alguma controversa entre docentes, tendo despertado a minha atenção por aprofundar o meu conhecimento relativamente a um currículo que, bem aplicado, poderia trazer grandes benesses às aprendizagens a realizar pelos alunos em contexto regional. Em segundo lugar, a minha escolha deveu-se ao meu interesse pessoal pela temática da Açorianidade, um neologismo criado por Nemésio (1932) “a fim de expressar a singularidade da existência do homem açoriano profundamente marcado pela condição de ilhéu.”

Como açoriana que sou, estimando a nossa cultura e preservando o nosso património, considerei pertinente realizar o meu relatório de estágio com este tema, pois as aprendizagens a realizar pelos alunos se forem contextualizadas no meio mais próximo, neste caso o local e regional, poderão trazer mais “facilidades” aos alunos. 


A tua tese chega a algumas conclusões bastante interessantes. Como é que vês a sua aplicação? 

O meu relatório de estágio foi baseado no Referencial CREB, permitindo-me chegar a algumas conclusões, nomeadamente as benesses de as crianças aprenderem a partir do que já conhecem, e de aproveitar o meio local e regional onde se encontram inseridas, para contextualizar a sua aprendizagem, tornando-a mais significativa. Ao proporcionar aos alunos uma aprendizagem mais significativa, estou a incentivá-los a uma maior envolvência no contexto escolar, aumentando os seus níveis de aproveitamento. Conseguindo criar este “mecanismo” sucessivo é possível contribuir para o desenvolvimento de cidadãos conhecedores das suas raízes, mas com horizontes abertos, capazes de se sentirem e se identificarem como membros da cultura local, regional, nacional e universal. 

Para conseguir pôr todo o trabalho em prática, é importante encarar o Referencial CREB como um documento complementar ao nacional, que auxilia o professor na tarefa de tornar a sua praxis pedagógica contextualizada no meio onde os alunos se inserem.


Marília, pretendes continuar a investigar na educação? Qual é o próximo passo?

A área de educação e os seus profissionais para estarem atualizados e ativos, é necessário existir uma permanente investigação. Cada aluno é um ser individual que necessita de estratégias diferentes da restante turma. Um docente que seja ética e deontologicamente correto, tem o dever de encontrar as soluções para ir derrubando os obstáculos que encontra durante o seu percurso no ensino. Uma das forma de ultrapassar as barreiras é através de investigação, permitindo ao docente auxiliar o aluno na resolução dos seus problemas de aprendizagem. 

O próximo passo será conseguir colocação para pôr em prática estes 5 anos de estudo e aprendizagem que me fizeram crescer pessoalmente e profissionalmente. Embora a conjuntura atual do país não seja a melhor, a esperança permanece.

Parabéns, Marília, e votos de muito sucesso no futuro!

2013/07/13

“Investigación em salud: el problema de la nutrición en Açores, Canárias y Cabo Verde (Pre-NUTRIACC)” - entrevista com Alexandre Rodrigues



Alexandre Rodrigues, Doutor em Enfermagem, é assistente na Escola Superior de Enfermagem de Angra do Heroísmo e coordenador nos Açores dum projeto de investigação que envolve os arquipélagos dos Açores, Canárias e Cabo Verde. Há Vida no Campus conversou com ele sobre este projeto de investigação 

Está envolvido num projeto, que foi recentemente aprovado, intitulado “Investigación em salud: el problema de la nutrición en Açores, Canárias y Cabo Verde (Pre-NUTRIACC)” no âmbito do Projeto Unamuno EixoAtlântico: cooperação científica e tecnológica da Rede Unamuno no Eixo Atlântico com Cabo Verde. Qual o objetivo deste projeto?


Na área da Saúde, a Escola de Enfermagem de Angra do Heroísmo foi pioneira neste tipo de projetos com metodologias de trabalho partilhadas entre as ilhas da Macaronésia. Os produtos de projetos anteriores tiveram e têm resultados bastante positivos tanto para as instituições parceiras como para a saúde das regiões. A esta parte temos o exemplo do projeto ICE – Investigação Científica em Enfermagem.

Assim, o projeto Pré-NUTRIACC pretende impulsionar a investigação em saúde, especificamente na área da nutrição, promovendo o trabalho multidisciplinar entre diferentes profissionais de saúde e profissionais de áreas complementares.

Este é um projeto que surge na sequência de uma necessidade comum às três regiões envolvidas e que será estudada com base numa avaliação epidemiológica. A qual permitirá, numa primeira fase, identificar das necessidades reais de cada região, as quais serão, posteriormente, trabalhadas em função das especificidades emergentes. Embora conscientes dos constrangimentos e potencialidades  de cada região, todas as etapas do projeto serão acompanhadas e desenvolvidas em parceria pelos três parceiros.



Que mais-valias tem trazido este tipo de projetos onde impera a cooperação e interdisciplinaridade entre cientistas de várias universidades atlânticas e o que se perspetiva para o futuro?

As cooperações interdisciplinares são uma mais-valia por permitirem uma abordagem muito mais completa de determinado problema, pois os diferentes pontos de análise complementam-se. O facto de se tratar de investigadores de diferentes regiões e de diferentes culturas universitárias potencia a partilha de metodologias que enriquecem o perfil investigador dos seus elementos e transportam inovação para a academia nos quais se integram.


O tempo em que os docentes se centravam apenas, ou  na lecionação ou na investigação, terminou! Exige-se cada vez mais que no papel do docente do ensino politécnico e universitário seja integrada a vertente de investigação, como um complemento e inovação para a lecionação. Acrescento-lhe ainda que se esta investigação for de cariz intenacional torna-se muito mais sustentada para si próprio e para a credibilização da instituição à qual pertence. 


A Universidade dos Açores, tem vários projetos de investigação de excelência a este nível que, face à situação económica atual, poderiam ser objeto de maior reconhecimento interno e tornar-se num recurso, tanto para a própria Academia como para a Região, como forma de rentabilização dos recursos existentes.


Centrando a atenção e o contributo deste tipo de projetos para a unidade orgânica à qual pertenço, além do valor acrescentado acima explicitado, também se tem transformado em novas oportunidades de ofertas formativas: Pós-Graduações e Mestrados. Assim, pretendemos que o Pré-NUTRIACC se torne numa mais-valia quer para o desenvolvimento da Escola Superior de Enfermagem de Angra do Heroísmo quer da Região Autónoma dos Açores. 

 
A enfermagem já se conseguiu afirmar definitivamente ao nível do reconhecimento cientifico?

A enfermagem, como disciplina ainda é recente, pelo que tem um longo percurso pela frente. No entanto, temos assistido a um crescimento a um ritmo acelerado na busca da sua identidade, na adoção de estratégias que permitam legitimar o conhecimento produzido e no emprego de teorias próprias para fundamentar suas pesquisas, o que se torna num excelente contributo para o seu reconhecimento.

Sem dúvida que a enfermagem ainda se sustenta noutras disciplinas, principalmente nas áreas das ciências sociais e humanas, o que faz parte do seu percurso. Para que o verdadeiro reconhecimento seja alcançado, terá de  ela própria ser uma fonte de sustentabilidade para outras disciplinas. Para alcançar este objetivo, é importante valorizar a ação autónoma da enfermagem como corpo central de conhecimento. Pese embora, que não poderemos descurar que esta partilha zonas comuns de interacção com outras disciplinas ligadas à saúde, justificando-se a interdependência não só na intervenção como também na produção de conhecimento.

Mestrado: Organização Social das Aprendizagens para o Desenvolvimento da Autonomia e da Cooperação


Bárbara Sofia Cabral Silva realizou as provas de defesa do relatório de estágio do Mestrado em Educação Pré-Escolar e Ensino do 1º Ciclo do Ensino Básico no passado dia 1 de julho, sob o título "Organização Social das Aprendizagens para o Desenvolvimento da Autonomia e da Cooperação." As provas foram avaliadas por um júri presidido pelo Doutor Jorge Manuel Ávila de Lima, sendo vogais os Doutores Pedro Francisco González e Josélia Mafalda Ribeiro da Fonseca.


Olá Bárbara. O que te levou a ingressar neste mestrado? Como surgiu o tema da tua tese de mestrado?

Uma vez que a licenciatura em Educação Básica não me permitia exercer o cargo de educadora/professora, senti a necessidade de ingressar no mestrado em Educação Pré-escolar e Ensino do 1.º Ciclo do Ensino Básico, para que fosse possível exercer a profissão de docente.

O meu tema surgiu pelo facto de considerar que a organização das aprendizagens pode ter uma grande influência no desenvolvimento da autonomia e da cooperação. Além disso, ao longo de várias observações realizadas durante o meu percurso académico, tive a oportunidade de verificar a existência de diferentes contextos de salas, e observar que, quando existe uma boa organização das aprendizagens e que quando há intencionalidade por parte das educadoras/professoras, formam-se crianças mais autónomas e cooperativas.


A tua tese chega a algumas conclusões bastante interessantes. Como é que vês a sua aplicação?

Este trabalho revelou-se essencial na medida em que permitiu-me verificar a importância de uma boa organização das aprendizagens para o desenvolvimento da autonomia e da cooperação e analisar os diferentes instrumentos, utilizados pelas cooperantes, que possibilitam a evolução da autonomia e do sentido de cooperação. Além disso, sem dúvida que um conhecimento mais aprofundado acerca da forma como a organização das aprendizagens permite o desenvolvimento da autonomia e da cooperação, contribuirá para o meu enriquecimento enquanto futura profissional de educação, já que tive oportunidade de experienciar a importância do papel do educador/professor na abordagem e desenvolvimento dos aspetos que caraterizam a estrutura pedagógica adotada por ambas as cooperantes, o Movimento da Escola Moderna.

Em relação aos alunos foi possível verificar, através das atividades realizadas ao longo da prática pedagógica, alguma evolução da autonomia e do sentido de cooperação e uma maior interiorização e perceção da dinâmica e lógica dos instrumentos que integram as áreas das diferentes salas de estágio.


Bárbara, pretendes continuar a investigar na educação? Qual é o próximo passo?

Claro que sim. A investigação é essencial para a minha evolução enquanto profissional de educação, pois o aprofundamento dos conhecimentos e a constante atualização e formação contribuirá para o aperfeiçoamento das minhas práticas, e desta forma para um maior sucesso das aprendizagens dos alunos.

Neste momento, o próximo passo será aproveitar ao máximo o estagiar L e tentar pôr em prática tudo o que aprendi ao longo do meu percurso académico.

Parabéns, Bárbara, e votos de muito sucesso no futuro!

2013/07/12

Mestrado: Modelo Espacial de Distribuição da lagarta-da-pastagem na Ilha Terceira


Cristina Alexandra Rocha Moules realizou as provas de Mestrado em Engenharia Agronómica no passado dia 1 de julho, sob o título "Modelo Espacial de Distribuição da lagarta-da-pastagem (Pseudaletia unipuncta, Haworth) (Lepidoptera: Noctuidae) na Ilha Terceira." As provas foram avaliadas por um júri presidido pelo Doutor Paulo Alexandre Vieira Borges, sendo vogais os Doutores David João Horta Lopes, Ana Maria Martins Ávila Simões e Anabela Mancebo Gomes.


Olá Cristina. O que te levou a fazer mestrado? Como surgiu o tema da tua tese?

O que me levou continuar os estudos depois da licenciatura, foi que gostaria de ter formação na área agrícola, já que a licenciei-me em engenharia do ambiente e sempre me interessei pela agricultura, nomeadamente a proteção integrada. O tema de estudo surgiu numa aula de proteção integrada com o Prof. David Horta Lopes em que questionei o aparecimento da lagarta da pastagem de como poderia afetar os pastos, e ele falou-me de que seria um bom tema de tese, uma vez que se trata de um problema fitossanitários que anualmente afeta os produtores especialmente quando estes reservam ou fecham os pastos para a silagem de erva e os vêm muito afetados pelo aparecimento e alimentação da lagarta da pastagem. Pensou-se que seria muito interessante a partir do estudo do seu desenvolvimento identificar as zonas da ilha em que esta melhor se desenvolvia, através das aplicação dos SIG e assim através dos serviços oficiais ou de um futuro serviço de avisos agrícolas poder alertar os agricultores aquando do surgimento do seus focos iniciais contribuindo para o seu combate ou limitação natural numa fase ainda inicial.


A tua tese chega a algumas conclusões bastante interessantes. Como é que vês a sua aplicação?

Sim consegui chegar a conclusões muito interessantes, que podem servir para um futuro aconselhamento técnico. E pudemos definir zonas de maior densidades populacionais larvares de lagartas ou seja focos da praga ao redor da ilha através de mapas SIG durante a Primavera, Verão e Outono de modo a acautelar os lavradores podendo agora observar-se e fazer alguma previsão sobre em que determinada época a praga é provável aparecer e assim iniciar o seu combate. Outro aspeto que surgiu interessante do trabalho de análise da flora da pastagem relacionada com esta praga é que os dados preliminares que obtivemos apontam para uma preferência desta praga por pastagens com poucas espécies herbáceas em detrimento de pastagens com muitas espécies. Foram também analisados os fatores climáticos e a sua influência no desenvolvimento e proliferação desta praga e concluiu-se que quer a temperatura quer a humidade tem influência no desenvolvimento das populações das praga.

A aplicação deste resultados depende da atuação dos serviços oficiais e da continuação deste trabalho em termos de aconselhamento técnico colocando e analisando na prática durante mais tempo o que neste estudo se encontrou, validando assim os resultados aqui obtidos.


Cristina, pretendes continuar a investigar? Qual é o próximo passo?

Sim, acho que todo o nosso trabalho é de continuar em termos de investigação agora envolvendo outras áreas mais ligadas a produção e estamos sempre aprender. Um próximo passo seria a continuação deste trabalho permitindo a maior identificação e por mais anos dos focos encontrados e a implementação de um sistema de avisos aquando do surgimento dos primeiros focos definindo assim a melhor oportunidade de tratamento e uma melhor eficácia das intervenções, que poderiam ser através de aplicação de produtos biológicos ou organismos como o Bacillus thuringiensis, reduzindo assim este grande problema que afeta os produtores na altura de escassez de erva.

Espero trabalhar em algo preferencialmente na minha área, seja ela ambiente ou agrárias e dar continuidade ao trabalho agora realizado.