2013/11/07

"Investigação para um Currículo Relevante" - apresentação de livro de Francisco Sousa


 
Francisco José Rodrigues Sousa, professor auxiliar no Departamento de Ciências de Educação, em Angra do Heroísmo, apresenta no próximo dia 9 de Novembro, pelas 18h00, o livro "Investigação para um Currículo Relevante", de qual é co-autor. A apresentação está integrada no programa do Outono Vivo 2013, a decorrer na Praia da Vitória.
 
Que respostas para a comunidade educativa podem ser encontradas no livro "Investigação para um Currículo Relevante"?
 
O livro evidencia que um trabalho sério de investigação-ação orientado para o estudo de problemas sentidos por profissionais da educação pode contribuir decisivamente para a resolução ou para a atenuação desses mesmos problemas. No caso particular do projeto ICR, do qual resulta esta publicação, um dos principais problemas abordados foi o desinteresse revelado por muitos alunos em relação à escola e ao currículo. O projeto orientou-se predominantemente para a compreensão das causas desse desinteresse ou alheamento, tomando por referência a hipótese de que ele estava associado a um défice de reconhecimento, por parte desses alunos, da relevância do currículo para a sua vida extraescolar. Com base nessa compreensão, foram delineadas estratégias de ensino através das quais se procurou aumentar, junto dos alunos, a consciência de que aquilo que os professores tentam ensinar-lhes na escola tem uma importância que não se esgota na própria escola, ou seja, não serve apenas para alimentar respostas a testes escritos. É conhecimento útil para a compreensão do mundo à sua volta e para a intervenção nesse mesmo mundo.
 
 
Em que consiste o processo de investigação colaborativa?

No caso particular da investigação em educação, consiste numa abordagem à investigação que implica a constituição de equipas nos quais todos têm o estatuto de investigadores - os universitários e os profissionais do ensino não superior -, no pressuposto de que todos possuem conhecimentos e competências importantes para a produção de conhecimento sobre a realidade educativa. Os primeiros porque têm, em princípio, uma formação mais avançada em investigação, que os torna capazes de transformar problemas que tendem a ser enfrentados de forma intuitiva em problemas abordáveis de uma forma metódica, que conduza à produção de conhecimento sólido e comunicável sobre esses mesmos problemas. Os últimos porque, num certo sentido, conhecem os referidos problemas melhor do que ninguém, sentem-nos "na pele" como ninguém, pelo que o seu contributo para a caraterização dos casos a estudar é indispensável. Não se trata, portanto, de uma abordagem à investigação em que investigadores externos (os universitários) se deslocam às escolas para recolher dados e os profissionais que trabalham nessas escolas desempenham o papel de fornecedores de dados. Trata-se, isso sim, de uma abordagem em que todos têm o estatuto de membros de uma equipa de investigação e a todos são reconhecidas competências úteis ao avanço do processo de investigação, numa perspetiva de complementaridade.
 
 
Este livro é um ponto de chegada ou de partida?

É um ponto de chegada na medida em que relata um projeto cujas atividades já estão encerradas. Poderá ser também um ponto de partida se contribuir para o surgimento de novos projetos de natureza semelhante. Mas o eventual surgimento de novos projetos de natureza semelhante depende de muitos fatores. Depende sobretudo, na minha perspetiva, da criação ou não de condições para que o trabalho dos professores investigadores seja reconhecido e valorizado. O projeto ICR dependeu em demasia do entusiasmo, dedicação e boa vontade de alguns professores. São necessários outros incentivos. E não me refiro necessariamente a incentivos de natureza monetária ou material. Refiro-me, por exemplo, à possibilidade de a participação em projetos deste tipo ser mais valorizada em sede de avaliação do desempenho docente nos ensinos básico e secundário.

2013/11/06

Circus caloirus



A festa continua no Campus de Angra, desta vez com o Circus Caloirus, praxe inserida no calendário da Comissão de Praxes 2013/2014, no Cristovão pelas 21:00.

2013/11/05

Professor Alfredo Borba - reeleito diretor do Departamento de Ciências Agrárias


Recentemente eleito para um novo mandato na direção do departamento de Ciências Agrárias, quais os principais desafios que tem pela frente?

Neste momento temos dois tipos de prioridades, as imediatas e as prioridades a médio logo prazo. De imediato temos que assegurar o funcionamento do ano letivo, o mais normal possível, depois deste arranque que podemos dizer ter sido catastrófico. A médio - longo prazo, temos que assegurar uma reestruturação do Departamento e a sua inserção dentro do Campus da Angra do Heroísmo, de forma a tornar este forte e dinâmico. O Departamento de Ciências Agrárias não é o Campus, mas é essencial a conjugação de todos os elementos constitutivos desse mesmo Campus, para este ser uma realidade cada vez mais pujante.


Que papel tem tido o DCA no desenvolvimento dos Açores?

Nos seus trinta e oito anos de existência o Departamento de Ciências Agrárias, conseguiu ser uma força que contribuiu, de forma decisiva, para criar a Região tal como hoje a conhecemos, formando a maioria dos técnicos que atuam nos Açores nas áreas da Agricultura e do Ambiente.


A ciência, a investigação e as empresas, é uma ligação que nem sempre é fácil de alcançar. Considerando a investigação que neste momento é desenvolvida aos vários níveis no DCA, perspetiva uma alteração a este nível? Que exemplos gostaria de realçar?

A investigação científica sofre, na maioria dos casos, um forte revés nos últimos dois anos. Toda a investigação ligada à Universidade, isto é, que não estava deslocada para centro exteriores, como a Fundação Gaspar Frutuosos, foi reduzida praticamente a nada. Os investigadores tiveram de fazer um grande esforço de redireccionamento dessa investigação, arranjar novas fontes de financiamento e começar, em muitos casos praticamente do zero. Este facto teve repercussões importantíssimas na produção científica do DCA, na composição das suas equipas de investigação e na sobrevivência de algumas outras. Para o futuro temos que recomeçar, em muitas áreas de novo, arranjar parceiros estratégicos e continuar a ser um pólo de desenvolvimento da área da agricultura e ambiente, como temos sido ao longo dos últimos 38 anos.


Como se pretende afirmar o DCA no mundo universitário, por via duma clara vantagem competitiva, no que concerne à sua oferta letiva e centros de investigação?

O DCA tem que reajustar a sua oferta letiva, nomeadamente na área das Ciências do Ambiente, e estabelecer parcerias estratégicas com outras instituições nacionais. Como o caso recente do protocolo estabelecido com a Faculdade de Ciências e Tecnologias da Universidade Nova de Lisboa, ou de outros que estão em andamento, como o com o Instituto Superior de Agronomia, no que concerne à Arquitetura Paisagística.

No que diz respeito aos Centros de Investigação, vamos assistir a um rearranjo, com a nova candidatura à FCT, prevendo-se a integração de equipas em Centros de outras Instituições de Ensino Superior e a candidatura de um Centro do Departamento, o Centro de Investigação e Tecnologias Agrárias dos Açores (CITA-A).

2013/11/04

Entrevista com Hugo Cró, presidente da Associação de Estudantes da Escola Superior de Enfermagem de Angra do Heroísmo



Hugo Francisco Rodrigues Cró, natural do funchal, é aluno da licenciatura em Enfermagem, na Escola Superior de Enfermagem de Angra do Heroísmo, Universidade dos Açores, e desde o ano letivo 2010/2011 é presidente da Associação de Estudantes respetiva. Neste momento encontra-se a estagiar na Bulgária, ao abrigo do programa Erasmus.


 Qual o balanço que fazes do último ano letivo? 

Apesar das limitações por falta de recursos, humanos e financeiros devido à situação económica da UAC, poderei referi que superou as espectativas. As aulas decorreram normalmente, e conseguimos alcançar os objetivos propostos. Do mesmo modo conseguimos realizar as várias atividades sociais, comunitárias e formativas.

 

Qual a atividade mais emblemática da associação desenvolvida neste último ano letivo?

Foi a co-organização entre a Associação de Estudantes da Escola Superior de Enfermagem de Angra do Heroísmo (AEESEnfAH), da Universidade dos Açores, Fundação Internacional Make-a-Wish Portugal em parceria com a escola e o Núcleo Regional dos Açores da Liga Portuguesa Contra o Cancro. O projeto de ação, para o ano letivo de 2012/2013, o envolvimento em causas sociais e comunitárias, realizada a 5 de Abril do presente ano, na Praça Velha de Angra do Heroísmo, que resultou numa angariação de fundos e um evento.

 
Devo realçar outros projetos, tais como, Enfermolândia que teve e tem como ação o envolvimento com a comunidade com vista a alargar a rede de contribuição mútua, ou seja, é um conjunto de iniciativas, que contribuíram para alargar o conhecimento teórico-prático, bem como, promover o bem-estar fisico, psiquico, social e espiritual dos estudantes e de todos os participantes, nesse movimento de saúde.  A Enfermolândia está dividida em 4 eixos: a Formação, a Comemoração Académica, o Evento e a Ação Social. 

 


E por fim, Os Minutos de Enfermagem que teve como a finalidade de aproximar e dar a conhecer a Escola de Enfermagem da ilha e a sua Associação de Estudantes promovendo uma ligação próxima, dos futuros profissionais de saúde que aqui se formam, com o meio envolvente. São lançados desafios temáticos, com regras pré determinadas, às turmas ou grupos de alunos, com o mote «Está na Hora de pores a Tua Criatividade a Promover Saúde!!». Assim conseguir-se-á um melhor nível de bem-estar tanto dos estudantes como dos destinatários desta ação desafiadora.

Quais as atividades que estão previstas para o ano letivo 2013/2014?

Dar continuidade aos mesmos projetos (Enfermolândia e Minutos de Enfermagem), através dos mesmos e de novos parceiros, assim como, continuar com as metas proposta (Lista H) desde o anterior mandato, que são: continuar Com e Pelo Humanismo (um exemplo de Integração Comunitária que deve ser mantida); continuar Com e Pela Humanidade (um exemplo de Respeito Mútuo que deve ser mantido); continuar Com e Pela Honra (Cumpriremos); continuar Com e Pela Heterogeneidade (um exemplo de aceitação da diferença que deve ser mantido) e continuar Com e Pela Honestidade (um exemplo real de Dedicação à Verdade).

É o que acreditamos e vamos mais uma vez Continuar a ser o Exemplo!  



Como vês a situação atual da Universidade dos Açores e como poderão os alunos contribuir para melhorar a situação?

Como é do conhecimento geral, a situação da nossa Universidade não é muito favorável quer para os alunos quer para os docentes que integram esta instituição, estamos a atravessar um dos períodos mais críticos dos últimos anos desde a falta de recursos humanos a materiais, falta de verbas e apoios e é claro que se sente na comunidade universitária, especialmente os alunos. Devem ser criados núcleos (ou recorrer junto da Associação de Estudantes) especializados onde os alunos possam opinar, sugerir, discutir e esclarecer-se acerca da situação actual da Universidade e quem sabe dar contribuições pertinentes. Os professores devem, igualmente, servir como parte interventiva assumindo um papel de orientador. Esperamos também que os alunos tenham fé na instituição e acreditar que há uma possibilidade de vencermos estes tempos menos bons, porque estas são as alturas em que a criatividade sobressai. 

2013/11/03

Palestra “Impacto de Infecções Virais na Produção Vegetal e Circulação de Plantas”




O Centro de Biotecnologia dos Açores (CBA) está a promover um ciclo de palestras com o intuito de apresentar à comunidade o trabalho de investigação realizado pela Universidade, esperando desta forma contribuir para uma maior aproximação entre a comunidade científica e a sociedade.

A próxima palestra intitulada “Impacto de Infecções Virais na Produção Vegetal e Circulação de Plantas” será apresentada pelo Doutor Duarte Mendonça, segunda-feira dia 4 de Novembro, às 18 horas no Auditório da Universidade dos Açores, no Pico da Urze, Angra do Heroísmo.

2013/11/02

Entrevista de Tomaz Dentinho publicada na Universidade Federal Juiz de Fora - Brasil


(entrevista disponível neste link)

Em visita à Universidade Federal Juiz de Fora, pesquisador dos Açores propõe conceber projetos em conjunto

O Programa de Pós-Graduação em Economia Aplicada (PPGEA) da Faculdade de Economia da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) está recebendo o professor da Universidade dos Açores, Tomaz Lopes Dentinho, com o objetivo de trocar experiências e promover aprendizagem mútua. Coordenador do Grupo para o Desenvolvimento Regional Sustentável da Universidade dos Açores e membro do Centro de Estudos de Economia Aplicada do Atlântico, ele coordena o mestrado em Gestão e Conservação da Natureza. Doutor em Gestão Interdisciplinar da Paisagem, Dentinho é atualmente secretário-executivo da Associação Internacional de Ciência Regional (RSAI).

Em entrevista, ele falou da importância das trocas acadêmicas que estão sendo estabelecidas e do que espera de uma possível parceria com a instituição. Comentou sobre o material aplicado em seu minicurso e se mostrou entusiasmando com o momento acadêmico que atravessa o Brasil, especialmente em relação à ciência.

Como surgiu o contato com a Faculdade de Economia?

Conheci o professor do PPGEA, Fernando Perobelli, com base na ligação da Associação Brasileira de Economia Regional (Aber) com a RSAI. A partir daí, surgiu a possibilidade dessa aproximação entre os cursos de pós-graduação em economia das duas instituições.

Como é seu trabalho em Açores e qual foi a proposta para o minicurso?

Em Açores tenho uma pequena equipe de trabalho com alunos de mestrado e doutorado, além de projetos de investigação científica, atuação na área de prestação de serviços e de análises de impacto ambiental. O Fernando (Perobelli) já tinha visitado Açores, mas essa cortesia da UFJF em me convidar para ministrar o curso de modelos de interação espacial com uso do solo foi o primeiro intercâmbio de fato. Basicamente, trabalhamos em cima dos modelos de interação espacial que funcionam à nível das cidades. Para tal, em uma das principais atividades, tentamos, com a pequena quantidade de dados que conseguimos mobilizar nesse curto espaço de tempo, criar um modelo com caráter espacial para São Paulo e trabalhar em cima dele.

Como foi esse trabalho sobre a cidade de São Paulo?

Tínhamos dados da distribuição de empregos e endereços por zonas da cidade de São Paulo, e sua economia gira, em grande parte, em torno da compra e venda de propriedades. Pedagogicamente, conseguimos chegar a resultados teóricos através de programas de computador, mas ainda não temos um modelo pronto que calibre mais profundamente as rendas e os valores de propriedades. A ideia é propôr soluções estruturais para a dinâmica urbana da capital paulista, bem como entender, em termos pedagógicos, qual é a utilidade dos modelos ensinados no minicurso.

Fizemos também uma atividade para avaliar quais são as diferentes posições dos alunos em relação à Juiz de Fora no que diz respeito à demanda da população. No caso do Brasil, esse momento de manifestações é reflexo da má prestação de serviços públicos, acesso a habitação, educação, saúde, transporte. É um tipo de exercício que serve para envolver as várias perspectivas desse assunto e de alguma forma saber como pode solucionar os problemas, pois muitas vezes as pessoas parecem que estão divergentes mas no fundo estão defendendo a mesma coisa.

Em relação à parceria entre os cursos de pós-graduação, quais são as metas para o futuro?

Para o futuro, conversando com o PPGEA, estamos tentando encontrar caminhos para estreitar os laços entre as instituições, por meio de intercâmbios de pessoas e elaboração de projetos conjuntos. Temos grande interesse nessa troca. O Brasil está investindo muito em ciência e possui universidades de primeira linha no cenário mundial. Aqui é o local acadêmico ideal para estabelecermos essas trocas nesse momento. A vantagem comparativa de Açores é a interdisciplinaridade existente entre economia, planejamento, meio ambiente e tecnologia agronômica. Portanto, temos também a acrescentar àqueles alunos que tenham interesse em conhecer nosso curso.

Como andam essas negociações? O que falta para ser concretizada a parceria?

Qualquer tipo de convênio depende de muitas pessoas. No entanto, mais importante do que a questão orçamentária, é descobrir os profissionais que tenham interesse em fazer parte desses projetos, e que tipo de estudos elas estão interessadas em fazer. A partir daí, podemos estabelecer linhas de estudo em conjunto. Tenho alunos de doutorado que gostariam de passar um período acadêmico no país para construir algum material científico que agregue valores à sua formação profissional, e acredito que o mesmo aconteça aqui.

Qual a importância dessa troca?

Para nós já está sendo muito importante. Para começar, em termos de aprendizagem mútua, é muito facilitador termos um espaço que fala a mesma língua, o que torna o ensino mais simples. Apesar das realidades serem diferentes, procurar o que há em comum é exatamente o propósito da ciência. Portanto, a realidade é diferente, mas a estrutura econômica é parecida e o comportamento das pessoas também. É isso que nos permite utilizar os mesmo modelos aqui, em Açores ou na Índia. A diferença de dimensões territoriais representa algum desafio em termos metodológicos, mas que é igual em termos de comportamento humano. Ou seja, Se tratando do objeto de análise, Açores leva vantagem, pois a ligação entre o homem e o ambiente no espaço menor ajuda a nos orientar melhor economicamente. O que temos certeza é que o ser humano é igual e as diferenças existentes só ajudam a universalizar os modelos que temos. No futuro, esperamos conseguir adaptar os estudos feitos em Açores na realidade da escala geográfica brasileira, especialmente no que diz respeito a racionalização do lixo, da água e energia. Acho que estaremos ajudando bastante se conseguirmos trazer essas ideias para cá.

Outra possibilidade dessa aproximação entre os cursos é a oferta de um novo possível campo de trabalho, já que em Portugal está mais difícil encontrar espaço para os mais novos, mesmo se tratando de profissionais qualificados. Acredito que todos sairão ganhando se conseguirmos inserir profissionais de qualidade que estão sem espaço lá, mas que talvez encontrem aqui no mercado de trabalho brasileiro.

2013/11/01

Renasce o Núcleo de Ambiente da Universidade dos Açores


Herlander Lima, nas suas próprias palavras...
Chamo-me Herlander Lima, tenho 22 anos, sou estudante no 2º ano de Guias da Natureza da Universidade dos Açores - Campus de Angra do Heroísmo.

Sou natural de Palmela (distrito de Setúbal) e sempre fui apaixonado por actividades ligadas à natureza, sendo este um dos principais impulsos que me motivou a ingressar no curso. Estou a residir nos Açores desde Janeiro de 2013 (excepto nos meses de Julho, Agosto e Setembro) e sou actualmente estudante, Presidente da Comissão Executiva do NAUA, monitor de escalada d"Os Montanheiros e trabalhador no Hotel Terceira Mar.

Adoro estar na Ilha Terceira, devido sobretudo à proximidade entre as mais diversas actividades. Num raio de 10 km é possível fazer escalada, ir à praia, acampar, fazer um trilho, fazer surf (estou a iniciar aqui na ilha), ir à universidade (claro!), slackline, entre muitas outras coisas.

Herlander faz slackline

Bom dia Herlander. Com os teus colegas, és responsável pelo renascer do Núcleo de Ambiente da Universidade dos Açores (NAUA). Fala-nos um pouco deste grupo, da sua origem, objectivos, e de como surge este novo impulso.

O NAUA surgiu em 2001, através de um grupo de alunos de Engenharia do Ambiente motivado em procurar resolver/promover/sensibilizar para a resolução de problemas ambientas no Campus da Terra-Chã. Nessa altura foram realizadas diversas actividades, destacando as Jornadas do Ambiente.

Este novo impulso e tentativa de reanimação do NAUA, surge por um grupo mais diverso de pessoas, englobando alunos e professores de diversas áreas e etapas de formação, motivados pela tentativa de dinamização do espaço académico e pela aproximação da academia à comunidade local.

O mandato dos actuais membros, deu início no passado dia 17 de Abril de 2013, sendo que na fase inicial demos prioridade ao tratamento de questões burocráticas, pelo que só recentemente, o NAUA atingiu alguma estabilidade neste sentido.

Recolha não oficial de Lixo do NAUA e amigos na Fajã de Santo Cristo (São Jorge) 
Realizámos até hoje o "Festival Ambientarte" (evento dedicado a crianças no Relvão no âmbito do Dia Mundial da Criança); participação na "Feira do Ambiente" na Praia da Vitória. organização do debate "Angra Ambiente que Futuro 2013" (no âmbito das eleições autárquicas); e realização do "Workshop de iniciação à Micologia".

Queremos e consideramos importante "dar a volta" ao "pensamento negativo" que assola o País e a região e obviamente (principalmente) a Universidade dos Açores. Ficar parado e criticar não é a nossa política e pensamos que a adversidade cria o engenho e que os momentos menos bons, como o que vivemos actualmente, são momentos de oportunidade.


Recentemente o NAUA organizou um Workshop sobre Micologia. Qual a motivação para esta iniciativa? Qual é o balanço que faz?

Esta iniciativa surge através de uma conversa via e-mail entre o Rui Carvalho (actual membro do NAUA e bolseiro de investigação na Universidade dos Açores) e o Professor Paulo Oliveira (Professor na Universidade de Évora; Fundador do Grupo de Micologia de Évora; e Formador no Workshop sobre Micologia). Numa abordagem inicial, verificou-se que o número de cogumelos parecia ser inferior à quantidade esperada, dadas as condições propícias de humidade e temperatura. Ao tentar procurar uma confirmação a esta questão, verificou-se que a investigação na área da micologia nos Açores é quase inexistente.

Workshop de Micologia - Foto de Rosalina Gabriel
Neste contexto, surge a vontade de obter respostas e de avançar com o conhecimento científico nesta área para a ilha Terceira e Açores, nascendo a ideia de criar um projeto de investigação totalmente composto por voluntários, que dedicam o seu tempo livre a recolher e identificar cogumelos silvestres. O Workshop surgiu inicialmente para conseguir fundos para a vinda do Professor Paulo Oliveira, cientista com conhecimentos de micologia bem consolidados, com o objectivo de ensinar e incentivar os voluntários interessados para a aprendizagem nesta área.

O balanço foi bastante positivo, sendo que como resultado do workshop foram identificadas pelo Prof. Paulo mais de uma dezena de novas espécies para os Açores, demonstrando que o potencial científico da micologia na região é imenso.

Workshop de Micologia - Foto de Inês Ribeiro
A ideia agora será continuar a trabalhar em colheita e identificações em diferentes datas e habitats, dando continuidade ao que foi apreendido e abrindo as portas para a investigação dos cogumelos nos Açores.


Quais são os planos do NAUA para actividades futuras? Como vêem o papel do NAUA no seio da Universidade dos Açores, e na comunidade mais alargada da ilha Terceira e Açores?

Queremos com o NAUA iniciar uma criação progressiva de sinergias entre a Universidade dos Açores e a comunidade. Acreditamos ser possível fazer mais e melhor e queremos acima de tudo devolver o interesse dos alunos pelo espaço académico, pela aprendizagem e pela participação activa em prol da instituição.

O nosso papel passará por conseguir passo a passo, avançar nos nossos objectivos, sendo prioridades principais a Universidade dos Açores - Campus de Angra do Heroísmo e a comunidade local. Seria óptimo, conseguirmos uma projecção regional no futuro, porém ainda existe muito trabalho a ser feito nesse sentido.

Neste momento estamos a apostar na criação de uma sede para a associação, o que consideramos essencial para o nosso desenvolvimento e afirmação. Temos algumas actividades programadas, mas ainda não calendarizadas, pelo que preferimos avançar com a divulgação quando tivermos informações mais concretas sobre estas.

O nosso calendário nunca está fechado. Estamos abertos a todos os que se interessem na criação de uma Área Temática dentro da Direcção do NAUA para a promoção de actividades que considerem do vosso interesse e que sejam importantes para a ilha Terceira ou para uma comunidade específica. O NAUA dará o apoio possível para a concretização dos projectos. Fica então o convite, basta que os interessados iniciem um contacto para o nosso e-mail (no fim da entrevista), apresentando as suas ideias/projectos.



Podem seguir-nos no facebook através da nossa página página...

E saber mais sobre o NAUA, associar-se, participar, fazer sugestões, entre outros, pelo mail naua@uac.pt.

Novidades brevemente....

Saudações ambientais,
Herlander Lima

Obrigada, Herlander, pela entrevista, e votos de bom trabalho para o NAUA!