2014/02/10

Conferência "Os desafios da Economia do Século XXI", por Nuno Martins - Transmissão online



A conferência "Os desafios da Economia do Século XXI", pelo professor Nuno Martins, terá lugar no próximo dia 10 de fevereiro, pelas 19h00, no auditório do Campus de Angra do Heroísmo, da Universidade dos Açores.

O evento inclui a apresentação do livro "The Cambridge Revival of Political Economy", de sua autoria, bem como comentários de Francisco Maduro Dias.

O evento será transmitido online, no seguinte canal:


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Candidatos a Reitor - Entrevista ao Professor Tomaz Dentinho

O "Há Vida no Campus!" iniciou uma série de entrevistas aos
três candidatos ao cargo de reitor da Universidade dos Açores.
Falamos hoje com Tomáz Dentinho, professor auxiliar
com agregação


1. Quais são as suas prioridades imediatas para este mandato?

O diagnóstico está feito. A Universidade vive da quantidade e qualidade do ensino e da investigação e ao longo do último mandato reitoral tem vindo a perder alunos e projetos de investigação e prestação de serviços porque, por um lado, não responde à procura potencial de ensino superior e, por outro lado, não estimula a produtividade académica e científica dos docentes e investigadores.

No Plano Estratégico que apresentei proponho cinco medidas urgentes que, se não forem tomadas nos próximos três meses, põem em causa muito do capital humano que a Universidade tem vindo a criar comprometendo-se assim o desenvolvimento e sustentabilidade de áreas estratégicas da instituição. As medidas urgentes são: 

a) A negociação de um novo acordo de recuperação financeira que aposte no aumento no número de alunos e das receitas e não na redução dos custos com pessoal; 

b) A alteração dos Estatutos da Universidade dos Açores; trata-se de reduzir o número de unidades orgânicas adequando-as às especificidades insulares aumentando a sua liberdade e responsabilidade económica e académica; trata-se ainda de reduzir o número de órgãos de consulta em torno da reitoria e clarificar os papéis de controlo científico e académico, que continuará a ser feito ao nível da Universidade por secções departamentais e de escola.

c) A restruturação do ensino. Pretende-se reduzir o número de disciplinas para racionalizar o uso dos recursos humanos e das salas de aula, aferindo o desempenho quantitativo do docente não por número de horas que dá mas sim por número de alunos que tem até a um limite aceitável de número de alunos por aula teórica e prática e por orientação. Com essa racionalização será possível oferecer semestres de verão de 10 semanas (Junho, Julho e parte de Agosto), muito orientados para alunos do hemisfério norte, e semestres de inverno de 10 semanas (Janeiro, Fevereiro e parte de Março), para alunos provenientes do hemisfério sul. Esta multiplicação possibilita o cumprimento da carga horária a colegas com menos disciplinas, recuperar alunos que falham nos semestres normais e acelerar a formação de alunos com melhor desempenho.

d) Aumento da produtividade académica e científica.

O desempenho da Universidade dos Açores é aferido pela produção académica, apreciada pelo número e qualidade de alunos, e científica, verificada pelo número e qualidade das publicações científicas. Assim, o estímulo à produtividade científica e académica tem que passar por premiar quem tem mais produtividade e promover quem tem capacidade subutilizada. Com o objetivo de aumentar a produtividade da Universidade retomo uma proposta feita ao Conselho Geral da Universidade dos Açores em 2012 de calcular a produtividade de cada docente/investigador pelo número de alunos e pelo número de publicações em revistas com factor de impacto, tendo em atenção que, em média, cada docente/investigador deve dar cerca de 100 notas de 6 unidades de crédito (variando conforme a área disciplinar) e que cada artigo científico em revista com factor de impacto vale cerca de 10 alunos em disciplinas de 6 créditos (variando com a área disciplinar e o factor de impacto).

e) Criação de cursos com procura regional, nacional e internacional colmatando lacunas de formação da Universidade dos Açores designadamente em cursos com procura sustentável nos domínios do Direito, da Medicina, da Engenharia, da Arquitectura, da Economia, da Geografia, de Artes e de outros. A estruturação destes cursos deve ser baseada na racionalização da oferta norteada quer pela possibilidade de as mesmas classes poderem ter alunos orientados para diplomas e licenciaturas ou, em pós-graduação, para mestrados e doutoramentos; para isso basta exigir classificações mínimas para os diferentes graus como é feito nas melhores universidades do mundo.

Para lançar cursos com procura é necessário reforçar o corpo docente o que só pode ser feito com o aumento de alunos. E como o processo de acreditação de novas licenciaturas demora um ou dois anos é importante avançar com cursos de diploma já estruturados para poder haver muitas equivalências aos primeiros anos de licenciatura. O curso de Direito pode ter um diploma de solicitador e outros; o curso de engenharia pode ter um diploma de medidor e outros; o curso de arquitectura pode ter um diploma de desenhador e outros,… Por outro lado é necessário lançar o repto para que juristas, médicos, engenheiros e gestores nos Açores façam cursos de doutoramento de forma a que tenhamos corpo docente acreditado para os cursos com procura.

 2. Qual é a sua estratégia no médio-longo prazo? Como vê temas como a tripolaridade, o financiamento da investigação, e o ensino politécnico?

 As metas que estabeleci para o médio prazo 2017/2018 são 6000 alunos para a Universidade, um ratio aluno/docente superior a 10 para 95% dos docentes e um artigo científico por ano para 50% dos docentes e investigadores. As medidas indicadas na questão 1 são suficientes para que essas metas sejam alcançadas. Para alcançarmos a produtividade por docente contribuem a racionalização da docência e o prémio à produtividade (medidas 3 e 4), para o aumento do número de alunos contribui a medida 5 e a recuperação da imagem da Universidade que foi perdida nos últimos três anos. Para sustentar tudo isto é fundamental um novo plano de recuperação financeira e a restruturação orgânica (medidas 1 e 2).

Destas medidas, aquela que levanta mais dúvidas com quem tenho conversado é o aumento do número de alunos. Admitamos que partimos de 4500 de alunos antes da crise que são recuperáveis com algum marketing promotor da confiança na Universidade. Precisamos de mais 1500 até 2018 e isso garantir-nos-á a manutenção de empregos, o recrutamento de alguns post doc excelentes na Região e no Mundo e a mobilização de engenheiros, médicos, arquitectos e juristas para doutoramento, docência e investigação, pois será possível passar de 265 docentes e investigadores para cerca de 400. Conto com 150 com os cursos de diploma, licenciatura, mestrado e doutoramento em torno das Ciências do Mar na Horta. Conto com 150 alunos de diploma e licenciatura em Filosofia, Política e Economia em Angra do Heroísmo; mais 50 em diploma e licenciatura em Veterinária, Farmácia e Nutrição; mais 100 em diploma e licenciatura em Engenharia estes últimos com seguimento para mestrado na Universidade Nova, mais 50 em diploma e licenciatura em Arquitetura Paisagista com seguimento em Mestrado na Universidade de Lisboa, mais 50 em cursos ligados à saúde e 50 ligados a mestrados na área da economia e gestão. Se Ponta Delgada oferecer todos os cursos com procura significativa pode subir em 900 alunos com mais anos do curso de medicina (300 alunos), com diplomas e licenciaturas em direito (300 alunos),e com diplomas e cursos de licenciatura em engenharia e arquitectura (300 alunos).

Nesta perspectiva não há custos de polaridade mas desafios da polaridade. E têm que ver com o adaptar a cada campus a docência de forma a torná-la viável e, pela criatividade adaptativa, competitiva. O Curso em Ciências do Mar na Horta é um destes casos. O curso em Filosofia, Política e Economia de Angra do Heroísmo é outro.

3. Como pretende posicionar a universidade? Que parcerias e alianças lhe parecem mais desejáveis?

A Universidade dos Açores tem que dar resposta à procura de ensino dos Açores fazendo protocolos com as melhores Universidades do Continente para continuação de alguns cursos (Engenharia, Direito) para o nível de mestrado. A Universidade dos Açores pode ganhar vantagem competitiva ao nível de mestrado e doutoramento nas ciências do mar, nas bio tecnologias, nas energias, no transporte e logística, na governância, na ciência regional e em algumas áreas da medicina e da ecologia, no teatro, na música, na literatura, na teologia e na filosofia…; sobretudo temos uma grande vantagem na interdisciplinaridade. Para isso há que explorar mais as redes internacionais de investigação nestes domínios. A Universidade dos Açores tem capacidade para organizar cursos de verão e de inverno para quem nos visita, congressos e workshops com os melhores cientistas do mundo.

4. Vai haver mudanças na gestão interna da universidade? Na sua estrutura e nos seus órgãos? Se sim, quais.

O objectivo para a alteração dos Estatutos é criar uma estrutura de liberdade e responsabilidade académica e científica que potencie o desempenho excelente dos recursos humanos existentes e atraia recursos humanos de excelência, para que a Universidade dos Açores - baseada nas suas especificidades insulares - esteja ao melhor nível das universidades portuguesas, europeias e mundiais também porque utiliza e potencia aquelas especificidades insulares. 

A estrutura actual tem dez departamentos - oito em Ponta Delgada, um em Angra do Heroísmo e um na Horta - duas escolas de enfermagem – uma em Ponta Delgada e outra em Angra do Heroísmo – e três delegações de departamentos em Angra do Heroísmo. Para além disso existem vários serviços da administração com serviços noutros campus e alguns departamentos com delegações e actividades noutros campus. A estrutura actual da Universidade dos Açores é manifestamente desequilibrada com muitas unidades orgânicas e suas delegações e com um excesso de estruturas de consulta entre as unidades orgânicas e a reitoria. 

A presente proposta visa reduzir o número de unidades orgânicas para quatro institutos e dar-lhes mais autonomia: em Ponta Delgada o Instituto Superior de Ciências Sociais e Humanas e o Instituto Superior de Ciências Exatas, Naturais e Tecnológicas; em Angra do Heroísmo o Instituto Superior da Saúde e do Desenvolvimento Sustentável; e na Horta o Instituto Superior de Ciências do Mar. Cada uma destas Unidades Orgânicas autónomas terá departamentos e escolas agrupados para a interação com o exterior, em torno de grupos de investigação e das fileiras finais dos cursos, que cooperação científica e tecnicamente nos Conselho Científico e no Conselho Científico Tecnológico da Universidade.

Por outro lado reduz-se o número de órgãos de consulta em torno da reitoria e clarificam-se os papéis de controlo científico, que continua a ser feito ao nível da Universidade por secções departamentais e de escola, e pedagógico, feito ao nível dos institutos com ensino. Propõe-se igualmente a eliminação do Conselho de Estratégia e Avaliação cujas competências se sobrepõem às do Conselho Geral. Os serviços sociais podem autonomizar os vários campos mas em regulamento próprio.

Moedas em euros falsas diminuição de 4 % em 2013


Programa “A Europa num Minuto”
Emitido a 10/02/2014, 12h10
RDP-Antena 1 Açores


O número de moedas de euro falsificadas retiradas de circulação em 2013 diminuiu 4 % em comparação com o ano anterior.

Com 16,8 mil milhões de moedas em euros genuínas atualmente em circulação, o rácio de contrafação é de 1 moeda falsa por cada 100 000 moedas genuínas. Embora o número absoluto de moedas retiradas tenha diminuído para todas as denominações, as moedas de 2 euros continuam a ser, de longe, as mais falsificadas, representando 2 de cada 3 moedas de euro falsas detetadas (67,6 % do total).

A proporção de moedas de 50 cêntimos de contrafação aumentou (16,7 % do total) e a de moedas de 1 euro diminuiu (15,6 % do total).

Para mais informações consulte a página do Europe Direct Açores na Internet em: www.europedirect.uac.pt e siga-nos nas redes sociais, através do Facebook e do Canal do Youtube.


Centro de Informação Europe Direct - Açores
Observatório do Ambiente dos Açores
Estrada Gaspar Corte-Real

9700-030 Angra do Heroísmo
Telf. /Fax. 295 214 005
Email:europedirect@uac.pt

2014/02/09

WORKSHOP "Competências do Enfermeiro de Cuidados Gerais - Formação dos Estudantes de Enfermagem na ESEnfAH"


Realizar-se-á nos próximos dias 10 e 11 de Fevereiro, na Sala 2 da Escola Superior de Enfermagem de Angra do Heroísmo,  um Workshop subordinado ao tema "Competências do Enfermeiro de Cuidados Gerais - Formação dos Estudantes de Enfermagem na ESEnfAH".

Para mais informações, consulte o Programa.

2014/02/08

PERCURSOS: Luis Miguel Gomes


PERCURSOS com Prof. Luis Miguel Gomes, da Escola Superior de Enfermagem de Angra do Heroísmo.

Quem é Miguel Gomes?
Sou um enfermeiro que desde cedo optou pelo exercício profissional na área do ensino. Ser enfermeiro não foi uma vocação. Iniciar o curso em março de 1985, numa ilha pós-sismo de oitenta, numa família em dificuldades foi uma oportunidade de formação e emprego que sempre soube aproveitar. Sou professor e é na área da enfermagem de saúde mental e psiquiátrica que me sinto mais confortável.

Inconformado com a “crise troikada” que vivemos em todas as dimensões das nossas vidas, reservo a esperança para um futuro melhor. Tenho nos filhos a minha melhor obra de vida, um orgulho e amor imensurável.

O que destaca do seu percurso?
Destaco todas as pessoas e processos que toquei com a minha forma de ser, com os meus conhecimentos, competências, potencialidades, vulnerabilidades e também incompetências.

O desempenho de funções de Presidente do Conselho Diretivo da ESEnfAH – UAc marca o percurso pessoal e institucional de forma muito acentuada.

O Doutoramento em Enfermagem é um marco muito importante, mas ainda não vivi o êxtase da sua conclusão, não senti a expectável diferença entre o antes e o depois… possível efeito conjuntural.

A nível da docência destaco as situações em que vivi momentos de satisfação pelo sucesso dos meus estudantes.

Onde se vê em 2020?
Um professor de enfermagem e de profissionais de áreas da saúde e afins que encontram na Universidade dos Açores (no campus do Pico da Urze) o local por excelência para a sua formação a todos os níveis e com todas as configurações possíveis à época, num sistema de ensino superior (ponto parágrafo). [O que distingue o sistema binário universitário/politécnico é somente um decreto-lei.] Com recordações de um período de crise e transições pessoais, profissionais e organizacionais, revejo-me como uma melhor pessoa, muito mais tranquilo.

O que gostaria de fazer, que ainda não conseguiu fazer, mas que vai fazer?
Em termos profissionais aumentar as competências de intervenção na prática clínica e integrar um núcleo de investigação especializado na área da enfermagem, educação e promoção da saúde humana na Universidade dos Açores. Publicar a tese de doutoramento em enfermagem pelo dever ético de divulgar os resultados da teoria situacional desenvolvida sobre a presença como cuidado de enfermagem. Em termos pessoais encontrar um equilíbrio satisfatório adequado à instabilidade da vida na atualidade – uma construção diária - e contemplar a felicidade dos que me são próximos.

2014/02/07

Candidatos a Reitor - Entrevista ao Professor Alfredo Borba




O "Há Vida no Campus!" inicia hoje uma série de entrevistas aos
três candidatos ao cargo de reitor da Universidade dos Açores. 
Começamos com o Alfredo Borba, professor catedrático.

 
1 - Quais são as suas prioridades imediatas para este mandato?

As questões de ordem económico-financeira são prementes, e devem ser tidas como prioritárias desde o primeiro momento. Não nos podemos esquecer que a Universidade está sujeita a um “Programa de Recuperação Financeira” que a obriga a atingir alguns objectivos no espaço de três anos.

É, no entanto e no plano interno, necessário a institucionalização de uma política que reconcilie toda a estrutura universitária, em particular os estudantes, para que estes participem mais ativamente na vida da Instituição e contribuam para a promoção da qualidade do ensino e da investigação.

Este esforço de reconciliação implica, igualmente, a criação de condições proporcionadoras de uma maior estabilidade dos docentes, procurando estabelecer a pirâmide de carreiras, de acordo com o ECDU, pelo que se deve pugnar pela abertura de vagas para Professores Associados, em primeiro lugar, e de seguida para Professores Catedráticos. Nas áreas fundamentais para a prossecução dos objetivos de Ensino e Investigação da Universidade dos Açores, devem ser admitidos novos docentes, pois uma instituição sem renovação, mesmo que moderada, morre. No que concerne à situação do ensino politécnico pensamos que, de momento, a pirâmide se encontra estabilizada. Porém, sempre que se justifique, será dada atenção à sua estabilização.

É necessário, também, dar estabilidade aos Quadros Técnicos, evitando transferências de quadros altamente qualificados, como se observa presentemente. Urge promover a sua formação, garantir a sua progressão profissional e, eventualmente, equacionar novas contratações, quando tal se justifique.

É necessário apoiar as atividades de investigação, uma investigação empreendedora que dê resposta às necessidades da sociedade e do tecido empresarial açoriano, uma investigação que promova a inovação que é necessária em diferentes setores da economia e áreas da sociedade açoriana. Para garantirmos a excelência da produção científica torna-se imperioso continuarmos a pugnar pelo seu reconhecimento nacional e internacional mas, também, rever as regras de execução financeira dos projetos e garantir apoio a uma gestão financeira eficaz das Unidades de Investigação. Uma investigação científica de qualidade constitui um poderoso fator de atração de estudantes, sobretudo a nível da formação pós-graduada.


2 - Qual é a sua estratégia no médio-longo prazo? Como vê temas como a tripolaridade, o financiamento da investigação, e o ensino politécnico?

A longo prazo, sito é no fim do mandato, pretendemos, como está previsto no Programa de Acção “Uma instituição posicionada para uma evolução no ensino e na investigação, de nível internacional, com contas equilibradas e mecanismos de programação e acompanhamento que garantam a responsabilidade e a estabilidade, num percurso de evolução positiva”.

Em resposta à sua pergunta concreta, penso que a tripolaridade é um dado adquirido, é o cerne da identidade da Universidade dos Açores e dá-lhe uma dimensão verdadeiramente arquipelágica. 

A Investigação científica será sempre, como não poderia deixar de ser, uma dos pilares da Instituição. No entanto, neste momento exige-se da investigação um maior contributo para o financiamento da Universidade dos Açores. As Fontes de financiamento da investigação são, as de sempre, no entanto, temos a particularidade e a oportunidade de estar neste momento a iniciar um novo Programa Quadro Comunitário, o 8º, no qual a União pretende reforçar a base científica e tecnológica europeia e promover os benefícios para a sociedade, tendo-o dotado de uma orçamento de 70,2 mil milhões de euros, o que representa uma acréscimo de 40% em relação ao anterior.

A Universidade dos Açores enquadra na Região os dois subsistemas de ensino superior (universitário e politécnico), o futuro das duas Unidades Orgânicas de cariz Politécnico, as Escolas Superiores de Enfermagem, vai depender do desejo próprio das mesmas, no entanto, a Universidade deve corresponder, criando condições para tal, aos desafios do momento, que se consubstanciam na criação do Sistema de Ensino Dual, que propõe formações ao nível dos Cursos de Especialização Superior no âmbito do Ensino Politécnico.


3 - Como pretende posicionar a universidade? Que parcerias e alianças lhe parecem mais desejáveis?

A Universidade dos Açores é “Uma universidade na fronteira da cultura europeia e no centro da cultura do Atlântico.” A Universidade dos Açores tem de se reinventar e ter a capacidade de se voltar para o exterior, de construir parcerias, de aproveitar as sinergias que o seu posicionamento geográfico lhe possibilita e promover com as restantes entidades regionais, nacionais e europeias o potencial científico instalado, ajudando à criação de desenvolvimento.

Os tempos atuais, de escassez crescente de recursos, requerem que a Universidade dos Açores se reinvente e congregue a diversidade de interesses e representações em torno de um desiderato comum capaz de a projetar para o exterior, de forma a superar os constrangimentos e as ameaças decorrentes da exiguidade do território, da escassez populacional, da dispersão oceânica e das fragilidades da economia insular e, sobretudo, ganhar unidade e identidade num serviço de excelência e de proximidade.

É essencial a criação de uma política de diálogo permanente e de parceria em particular com os principais agentes culturais, sociais e económicos das várias ilhas, com as Câmaras Municipais e com o Governo dos Açores, capaz de permitir o estabelecimento de Contratos Programas que salvaguardem os interesses da Região Autónoma dos Açores, uma vez que esses são superiores aos interesses particulares dos nossos parceiros, tanto públicos como privados, e da Universidade dos Açores. Propomos ainda a criação de um Conselho da Diáspora Açoriana, como parceiro privilegiado na promoção e na projeção da Universidade dos Açores nos países onde a presença de açorianos, ou seus descendentes, seja relevante, pugnando pela criação de novas parcerias, no ensino como na investigação, em particular com as universidades destas zonas de maior presença de comunidades açorianas, em concreto, nas costas ocidental e oriental dos Estados Unidos e do Canadá, e no Brasil.


4 - Vai haver mudanças na gestão interna da universidade? Na sua estrutura e nos seus órgãos? Se sim, quais.
Há que simplificar e capacitar a estrutura administrativa da Universidade. Quanto à estrutura orgânica, a modificação desta depende de uma alteração estatutária e esta é matéria da competência do Conselho Geral. No entanto, penso que a reitora em diálogo e parceria com o Conselho Geral, deverá promover a auscultação das Unidades Orgânicas, dos Órgãos de Coordenação e Consulta e da Academia, como forma de se encontrar a estrutura orgânica que melhor serve os interesses da instituição.

Reforma estrutural do setor bancário da UE


Programa “A Europa num Minuto”
Emitido a 07/02/2014, 12h10
RDP-Antena 1 Açores


A Comissão Europeia propôs novas regras para fazer com que os bancos de maior dimensão e mais complexos deixem de poder envolver-se na atividade de risco que constituem as operações por conta própria.

As novas regras conferirão também aos supervisores poderes para exigir que os bancos separem certas atividades de negociação potencialmente arriscadas da sua atividade de aceitação de depósitos, se a continuação dessas atividades puser em risco a estabilidade financeira. Juntamente com esta proposta, a Comissão adotou medidas de acompanhamento destinadas a aumentar a transparência de determinadas transações no setor bancário paralelo.

Estas medidas são complementares às reformas abrangentes já levadas a cabo para reforçar o setor financeiro da UE
.

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