2014/04/13

"ELEIÇÕES EUROPEIAS" - artigo de Marco Andrade

Artigo no âmbito do projeto "Juventude e Cidadania 
Europeia - Vamos votar em 2014", promovido pelo 

"No próximo dia 25 de maio terão lugar, em Portugal, as eleições Europeias: ocasião em que os cidadãos dos 28 Estados-Membros da União Europeia são chamados a eleger os Eurodeputados do seu país para o Parlamento Europeu.

Infelizmente, as Eleições Europeias ao longo dos anos têm registado uma taxa de abstenção preocupante, que muitas vezes ultrapassa os 60% (Eurobarómetro - “Pesquisa Documental sobre as Eleições Europeias de 2009”). Mais grave é constatar que, nas últimas Eleições Europeias, apenas votaram 29% dos Cidadãos Europeus entre os 18 e os 24 anos (Eurobarómetro - “Pesquisa Documental sobre as Eleições Europeias de 2009”). Estes dados são o reflexo do crescente do desinteresse juvenil para com a Política Europeia - e para com a Política no geral - que deriva, muito possivelmente, de uma equivocada e generalizada percepção relativamente à Crise Económica e Financeira na Europa.

Apesar disso nós, jovens do séc. XXI, não podemos nem devemos perpetuar esta postura de crescente indiferença perante um assunto que tamanha influência surte no nosso dia a dia. Na vivência dos jovens Açorianos, a Europa pode ser vista como uma realidade ilusoriamente distante, que em pouco ou nada se relaciona com o nosso Arquipélago. Convém então, e acima de tudo, clarificar: Portugal é, desde 1 de Janeiro de 1986, estado-membro da União Europeia que, cada vez mais se manifesta como uma organização fundamental para o presente e futuro dos 28 países que a integram; sem a UE, a Região Autónoma dos Açores que hoje conhecemos seria totalmente diferente: infraestruturas e políticas orientadoras de pescas e indústria leiteira são alguns exemplos de assuntos que, de alguma forma, se encontram abrangidos pelos mais diversos programas da União Europeia.

Prosseguindo a desmistificação da “distância” da União Europeia perante os Açores e os Jovens Açorianos, há que salientar aquele que será, provavelmente, o projeto com mais visibilidade juvenil: o ERASMUS. Como Programa de Mobilidade Europeia o ERASMUS permite um intercâmbio de jovens Europeus sem precedentes, proporcionando experiências únicas do foro não só académico mas também pessoal e cultural. Apesar de soar, a muitos jovens, como um projeto mais direcionado para a mobilidade entre os países da Europa Continental, o Programa ERASMUS é, e tem sido, um agente indispensável para a aproximação entre os jovens da a Europa, da União Europeia e dos Açores.

Com tudo isto, é perfeitamente perceptível a importância das Eleições Europeias, acima de tudo, para nós - jovens - já que, dada a relevância do papel dos Eurodeputados no processo de debate e decisão de muitas das políticas Europeias, esta é a forma de eleger quem participará ativa e preventivamente com o objetivo de garantir um melhor presente e futuro para nós e para todos.

Assim, aproveito para apelar à participação dos jovens - Açorianos e não só - nas próximas eleições Europeias para que exerçam, tal como têm direito, o seu voto e mostrem verdadeiramente que fazem e que querem continuar a fazer parte deste grande projecto que é a União Europeia."

Marco Andrade
Presidente da Associação Académica da Universidade dos Açores
#EP2014

2014/04/12

"A Europa e a Juventude" - artigo de Rodrigo Oliveira

Artigo no âmbito do projeto "Juventude e Cidadania 
Europeia - Vamos votar em 2014", promovido pelo 

"O contexto europeu dos anos mais recentes, de todos conhecido, reflete-se com particular incidência nos seus cidadãos mais jovens, determinando o modo como estes perspetivam, não apenas as suas legítimas expetativas da vida, mas também o desenvolvimento futuro do projeto europeu.

A crise económica e financeira da Europa e a sua grave repercussão no desemprego jovem, as restrições e limitações que, aqui e ali, se verificam no âmbito da mobilidade ou as pretensas divisões - que alguns pretendem sugerir ou impor - entre norte e sul, entre centro e periferia, entre credores e devedores ou entre jovens e menos jovens, devem constituir, também nos Açores, um motivo de reflexão e de envolvimento da juventude nas questões europeias.

Na verdade, para além das ações mais urgentes no atual momento, como a necessidade de uma resposta eficaz da União Europeia ao desemprego jovem, há todo um conjunto de temáticas sobre as quais é imperativo promover o debate e um exercício de cidadania ativa, legitimando, através do voto, o projeto europeu.

Qual o significado, para as gerações atuais, do ideal europeu e dos seus princípios fundadores? Como se posicionam os jovens europeus perante as graves problemáticas do declínio demográfico e do envelhecimento populacional, das questões da imigração, regulamentada ou ilegal, do racismo e da xenofobia ou da própria relevância da democracia representativa?

No domínio da política ambiental e do combate às alterações climáticas, por exemplo, está a juventude europeia empenhada em manter esta prioridade, em especial quando confrontada com a necessidade de criação de emprego e de fomento industrial num contexto de competitividade e concorrência global?

Para uma efetiva relevância e maior eficácia da União, a nova geração de europeus perspetiva a necessidade de maior integração ou, pelo contrário, de mais competências reservadas aos Estados? Aceita uma Europa de diretório ou mantém-se fiel ao princípio fundamental da igualdade entre os Estados? E, ainda, como ponto essencial, entende que a coesão económica, social e territorial é um princípio fundamental e transversal a todas as políticas da União ou pode a solidariedade entre todos os Europeus ser relegada para segundo plano?

Estas e outras tantas questões merecem o envolvimento e a reflexão dos jovens açorianos, mesmo que não sejam ainda eleitores, para garantir uma maior e melhor consideração da sua voz, não apenas em temáticas sectoriais, mas no próprio rumo futuro da Europa.

Afirmar o estatuto de Região Ultraperiférica e o direito a um tratamento específico no contexto de vinte e oito Estados-Membros, assim como defender a crescente relevância e afirmação do Poder Regional na Europa, serão, neste contexto, dimensões incontornáveis do contributo dos Açores e dos jovens Açorianos.

O desafio, em suma, consiste em contribuir, nos Açores e desde os Açores, para um debate sério e consequente sobre o futuro deste projeto multi e intergeracional e pugnando para que a União corresponda às ambições dos cidadãos europeus.

Estamos certos que a juventude açoriana saberá envolver-se e, mais importante ainda, conseguirá impor a sua própria agenda no futuro da Europa e dos Açores, enquanto Região Autónoma e Ultraperiférica. "

Rodrigo Oliveira
Subsecretário Regional da Presidência para as Relações Externas
#EP2014

"Eleições Europeias 2014 – O futuro da UE" - artigo de Alfredo Borba

Artigo no âmbito do projeto "Juventude e Cidadania 
Europeia - Vamos votar em 2014", promovido pelo 

"Em face dos conflitos bélicos que devastaram a Europa durante a primeira metade do século XX, a União Europeia surgiu como a alternativa apaziguadora e promotora de uma efetiva cooperação política, social e económica. Os tempos actuais são o maior período de paz e progresso que a Europa viveu. É este ideal de Paz, Democracia, Progresso e Bem-Estar, que tem impulsionado a construção europeia e que continua a ser o verdadeiro mote dessa mesma construção.

Para garantir a paz, a liberdade, a segurança e a prosperidade no seu território, a União Europa terá de assumir plenamente o seu papel na cena mundial. Num mundo globalizado, a resposta a desafios como o fornecimento energético, as alterações climáticas, o desenvolvimento sustentável, a competitividade económica ou o terrorismo tem que ser uma acção conjunta de todos os Estados-Membros e não uma resposta isolada e descoordenada.

Com o vulgarmente designado Horizonte 2020, ou oficialmente “Europa 2020” a estratégia europeia de crescimento, a União Europa estabeleceu cinco objectivos para um futuro sustentável e gerador de emprego:

1) Assegurar uma taxa de emprego de 75% para pessoas dos 20 aos 64 anos;
2) Investir 3% do PIB da União em investigação e desenvolvimento;
3) Reduzir as emissões de gases de efeito estufa em 20% em relação a 1990, satisfazer 20% das necessidades energéticas a partir de fontes de energia renováveis e aumentar em 20% a eficiência energética;
4) Reduzir para menos de 10% a taxa de abandono escolar;
5) Reduzir em 20 milhões o número de pessoas em risco de pobreza ou exclusão social.

No “Roteiro das Energias Renováveis” a União foi mais longe e já estabeleceu uma meta de energia renovável de 40% em 2030, ou seja, 40 % da energia total consumida tenha uma fonte renovável. No Roteiro 2050, estabelece-se que para que o objectivo de reduzir as emissões em mais de 80% até 2050 possa ser alcançado, a produção de energia na Europa terá de ser quase inteiramente isenta de carbono.

Estas políticas tornaram a União Europeia líder mundial no desenvolvimento e na aplicação das energias renováveis, bem como no cumprimento de metas para combater o aquecimento global.

Com o Tratado de Lisboa a União Europeia reconheceu a necessidade de ter uma política externa própria, que coordene a dos seus Estados-Membros, como forma de defesa dos seus valores e interesses a nível internacional. A União Europeia é, também, o principal parceiro comercial e o principal fornecedor de ajuda aos países em desenvolvimento no mundo, contribuindo dessa forma, para uma melhoria do nível de vida das populações desses países.

Para se construir uma União Europeia, que continue a ser líder mundial em muitas das políticas importantes para a defesa da vida e da qualidade de vida no planeta, é fundamental a participação de todos nessa construção. A nossa forma de participar, em Democracia, é votando, tendo consciência que com o meu voto vou contribuir para a escolha do próximo Presidente da Comissão Europeia."

Alfredo Borba
Responsável do Centro de Informação Europe Direct dos Açores
#EP2014

2014/04/10

2º Workshop "Trabalho em equipa: O todo é (muito) mais do que o somatório das partes", dia 12 de abril


2º Workshop "Trabalho em equipa: O todo é (muito) mais do que o somatório das partes", dia 12 de abril. Das 9h00 às 13h00.

Envia inscrição para cipp@cipp-terceira.com.
Atenção, as incrições são limitadas!

Trabalho em equipa: O todo é (muito) mais do que o somatório das partes

O trabalho em qualquer organização depende, fortemente, da qualidade e coesão de uma equipa. De modo a melhor compreender a sua influência na produtividade, este momento formativo permitirá uma análise da equipa como um todo, a identificação das suas principais características e ainda a definição das condições ótimas para o seu funcionamento. O trabalho será essencialmente ativo e em grupo, de modo a estimular uma reflexão profunda e através da experiência sobre os limites e potencialidades de qualquer equipa.

2014/04/08

“Tendências e desafios, negócios num mundo digital” - Workshop dia 9 abril



 

Chamamos a vossa especial atenção para o workshop do dia 9 de abril, o qual é aberto ao público:

- dia 9 de abril – às 18h15 Workshop “Tendências e desafios, negócios num mundo digital” – por Flávio Tiago, administrador do Parque de Ciência e Tecnologia de São Miguel “NONAGON” e docente do DEG; auditório do Campus de Angra do Heroísmo, da Universidade dos Açores

2014/04/05

Palestra: Desenvolvimento de Células Essenciais para o Crescimento dos Grãos de Milho



A palestra “Desenvolvimento de Células Essenciais para o Crescimento dos Grãos de Milho” será apresentada pelo Professor Doutor Paulo Monjardino, na próxima segunda-feira dia 7 de Abril, às 18 horas no Auditório da Universidade dos Açores, no Pico da Urze, Angra do Heroísmo. 
A palestra é da organização do Centro de Biotecnologia dos Açores.