2014/04/17
Cine'Eco - Sessão de dia 17 de Abril - Observatório do Ambiente dos Açores (antiga Casa do Peixe)
6ª sessão da Extensão aos Açores | Terceira
do Festival Cine’Eco|Seia 2013
O documentário Vamos Salvar os Alimentos (Food Savers) e as curtas-metragens A Flor Única (The Only Flower), Amora Preta (Black Mulberry) e Regra dos Alimentos (Food Rules) são os filmes que o Cine-Clube da Ilha Terceira e o Observatório do Ambiente dos Açores, numa parceria proporcionada pelo Observatório do Mar dos Açores e pelo Festival Cine’Eco|Seia, com a colaboração do Alpendre – Grupo de Teatro e da Associação Cultural Burra de Milho, apresentam na 6ª sessão da Extensão aos Açores | Terceira do Festival Cine’Eco | Seia 2013, que ocorre na próxima quinta feira, dia 17 de abril, pelas 21h30, na sede do Observatório do Ambiente dos Açores / Centro de Ciência de Angra do Heroísmo (antiga Casa do Peixe).
Vamos Salvar os Alimentos (Valentin Thurn, Alemanha, 2013, 54’), galardoado com o Prémio Educação Ambiental no Cine’Eco | Seia 2013, é a história de pessoas que estão a tentar diferentes maneiras para lidar com a comida. Agricultores, gerentes de supermercado, cozinheiros, estudantes de design e simples donas de casa: todos eles, à sua maneira, participam na rede de produção dos alimentos, na certeza de que mais de metade da comida ainda é desperdiçada ou deitada fora. Eles lutam por uma nova forma de abordar a comida, a qual não tem sido considerada nos últimos anos.
A curta-metragem A Flor Única (Espannha, 2012, 7‘), de César Pérez Herranz, leva-nos à nova China, onde não são só as plantas que têm uma cópia de plástico...
Em Amora Preta (Gabriele Razmadze, França-Georgia 2012, 20’) dois adolescentes encontram-se na cidade mineira de Chiatura, Georgia. Passam um dia juntos e isso é o suficiente para deixar uma marca profunda nas suas respectivas vidas. Mas o destino vai, por certo, separar os dois jovens.
A última curta-metragem desta sessão, Regra dos Alimentos (Marija Jacimovic & Benoit Detalle, Sérvia, 2012, 2’13’’), baseia-se nas ideias do premiado escritor gastronómico Michael Pollan, de como devemos tornar-nos mais conscientes com o que comemos. Neste documentário animado, os seus realizadores preparam-se para nos convencer sobre a importância de uma alimentação e de um planeta saudáveis.
Estes quatro filmes/documentários dão continuidade à Extensão aos Açores | Terceira do Festival Cine’Eco|Seia, que também está a decorrer nas ilhas do Faial, através do Observatório do Mar dos Açores, e de São Miguel, através do ExpoLab e do 9500 Cine-Clube, em sessões sempre de entrada livre.
Na Terceira, ao longo das próximas quintas-feiras, até ao dia 15 de Maio, terão lugar sessões, divididas entre a sede do Alpendre – Grupo de Teatro e o Observatório do Ambiente dos Açores (na antiga Casa do Peixe), encontrando-se a programação detalhada disponível em https://www.facebook.com/cineclubeilhaterceira ou http://oaa.centrosciencia.azores.gov.pt.
Centro de Ciência de Angra do Heroísmo
Observatório do Ambiente dos Açores
Estrada Gaspar Corte-Real; 9700-030 - Angra do Heroísmo
Telefone: 295 217 845 | 295 218 462
www.centrocienciaah.com
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2014/04/15
Porquê votar nas “Europeias” - artigo de Pedro Faria e Castro
Artigo no âmbito do projeto "Juventude e Cidadania
Europeia - Vamos votar em 2014", promovido pelo
A crise económica e financeira que vivemos desde 2008 é percepcionada pela opinião pública dos países e regiões com mais dificuldades como resultado da integração europeia, ideia que não corresponde de todo à realidade.
Porque foi precisamente a falta da adopção de instrumentos de coordenação europeia em áreas essenciais, como a bancária, que levou à adopção de política nacionais incompatíveis com os objectivos da União Económica e Monetária e, em última análise, da própria União Europeia.
Num mundo globalizado, em que não dispensamos a aquisição de bens e serviços da mais diversa origem geográfica para o nosso conforto pessoal e colectivo, só podemos enfrentar os desafios do desenvolvimento económico e social se nos integrarmos em espaços cada vez mais alargados, com regras uniformes.
A liberdade de circulação de pessoas, bens, serviços e capitais que vigora na União Europeia criou um mercado sem paralelo noutras regiões do mundo e com um significado político muito importante. É o fenómeno de aproximação dos povos, numa perspectiva da criação de um futuro comum, em paz e mais próspero.
Além disso, a afirmação de valores e princípios comuns a todos os Estados da União Europeia garante o respeito das identidades nacionais e regionais e promove uma maior participação dos cidadãos nas decisões que determinam o seu futuro.
O Parlamento Europeu é a via principal pela qual os cidadãos da União participam na construção europeia. Portugal elegerá 21 deputados que serão a voz dos portugueses.
Os Açores enfrentam dois desafios principais na integração europeia. Por um lado, como região da coesão, com um atraso estrutural relativamente à média das regiões da União, os Açores têm beneficiado de um quadro financeiro plurianual bastante generoso que lhes permitem fazer face às necessidades de desenvolvimento económico e social e com o objectivo claro de, tão cedo quanto possível, alcançarem, pelo menos, a fasquia de 75% do PIB em relação à média da União. Por outro lado, e esse parece-nos ser o desafio mais importante, os Açores são, como região ultraperiférica, destinatários de um mecanismo especial, previsto no artigo 349º do Tratado sobre o Funcionamento da União Europeia, que permite à União adoptar medidas que atenuem as consequências do carácter ultraperiférico da região. Essas medidas devem ser vistas, não na mesma perspectiva das adoptadas no âmbito da política de coesão da União, mas numa perspectiva de médio e longo prazo, com o objectivo de integrar a região nas políticas da União através, por exemplo, da modulação dessas políticas.
A Nova Europa, que renascerá deste período decisivo até ao final da década, é essencial para apoiar as nossas instituições na superação das dificuldades que sentimos como região ultraperiférica, que procura, além do seu progresso económico e social, a afirmação como região geoestrategicamente avançada nas relações da Europa com o resto do mundo.
O Parlamento Europeu é, tal como os nossos parlamentos, a casa da democracia. A sua dimensão faz, no entanto, a diferença e os Açorianos não querem, com certeza, estar fora do centro de decisão da maioria esmagadora das medidas que regerão as suas vidas nos próximos anos."
Pedro Faria e Castro
Membro da Rede de Conferencistas "Team Europa"
#EP2014
2014/04/14
"Empreendedorismo nos Açores e na Europa" - artigo de Gualter Couto
Artigo no âmbito do projeto "Juventude e Cidadania
Europeia - Vamos votar em 2014", promovido pelo
A importância crescente da iniciativa privada nas economias desenvolvidas e o dinamismo patente nos mercados e nas empresas mais competitivas do mundo asseguraram que o empreendedorismo se fixasse como tema central da gestão empresarial.
A verdade é que a iniciativa privada em economias desenvolvidas e em desenvolvimento tem sido uma força de estímulo ao conceito de empreendedorismo. Os constantes progressos sociais, económicos e tecnológicos deixaram de garantir uma profissão para toda a vida. As necessárias reformas dos Estados e a adaptação a novas realidades, onde os recursos humanos passaram a abundar, tornaram o surgimento de oportunidades de emprego no sector público mais escassas, restando a opção de emprego junto do sector privado ou a opção de iniciar novos negócios.
Há três conceitos base que representam os pilares do empreendedorismo: risco, inovação e oportunidade. O risco é um conceito associado a qualquer iniciativa, uma vez que o seu sucesso é incerto, daí que a probabilidade de erro ou falhanço é uma constante no empreendedorismo. Por seu turno, a inovação é fundamental no processo criativo, pois não se trata de fazer mais do mesmo, mas sim de fazer algo novo, diferente, que ganhe o seu espaço e que marque uma diferenciação no mercado. A inovação é indissociável de empreendedorismo, quer seja ao nível do produto, do processo ou do próprio mercado, uma vez que é um factor fundamental ao desenvolvimento e progresso socioeconómico. Finalmente, a oportunidade é intrínseca ao empreendedorismo, pois a sua identificação e aproveitamento dependem da visão e da perspicácia, logrando capitalizar necessidades patentes no mercado ou estimular novas necessidades, com o objectivo de criar riqueza através da sua satisfação. O empreendedor é arrojado, capaz de perceber e interpretar necessidades e problemas e de encontrar soluções para os mesmos, inovando e correndo riscos sem o medo do erro e do falhanço.
O próximo quadro comunitário aposta no apoio às PME’s, o que se traduz num aumento de verbas, para esse efeito, em 134% em relação ao antigo quadro.
A novidade passa também pela dinamização de start-ups através das linhas propostas pelo programa Horizonte 2020. Há ainda a possibilidade de haver fundos de garantia para PME’s, dirigidos a empresas e projetos que, pelo seu risco ou cariz inovador, apresentem maiores dificuldades na obtenção de financiamento bancário.
Vamos todos participar nos objectivos Europeus e incentivar o Empreendedorismo!"
Gualter Couto
PhD em Gestão - Diretor do Centro de Empreendedorismo da Universidade dos Açores
#EP2014
"Votar, exigência de cidadania" - artigo de Carlos Amaral
Artigo no âmbito do projeto "Juventude e Cidadania
Europeia - Vamos votar em 2014", promovido pelo
A mudança que conseguimos operar ficou a dever-se a dois factores fundamentais, um endógeno, o outro exógeno: ao regime de autonomia política que nos permitiu assumir as rédeas dos nossos próprios destinos e ao processo de integração europeia, que nos tem vindo a disponibilizar os recursos financeiros através dos quais temos vindo a ser capazes de construir estradas, portos e aeroportos, hospitais e centros de saúde, bem como promover o crescimento económico.
Em democracia, o voto é o instrumento que permite aos cidadãos associarem-se aos processos de decisão, fazendo ouvir a sua voz. É pelo voto que os cidadãos participam da identificação dos seus interesses enquanto comunidade, sem permitir que venham a ser usados como objectos, isto é, como instrumentos para a gratificação de interesses alheios.
É contra este grande pano de fundo que vejo as próximas eleições europeias – e a importância da participação dos açorianos no processo de construção europeia, no caso concreto, para a identificação, por um lado, de quem nos deverá representar na Europa e, por outro, das prioridades para os Açores que lá deverão ser promovidas.
Nestes termos, participar nas eleições – em último instância votando – é exercício da maior importância. É certo, por um lado, que, pela sua dimensão, não serão os eleitores açorianos a fazer grande diferença no espectro da política da União Europeia. Não é menos certo, porém, que o voto constitui oportunidade privilegiada para fazermos ouvir a nossa voz, para dizermos: presente. Estamos aqui. Integramos este projecto de vida em comum que é a União Europeia. E estas são as nossas prespectivas e a s nossas prioridades. Não queremos voltar para traz para um passado histórico em que pouco mais eramos do que moeda de troca para a gratificação dos interesses destes ou daqueles.
Pelo contrário, o nosso voto constitui expressão da nossa vontade de, sendo autónomos, participarmos nas decisões comuns que irão, não só afectar, mas determinar as nossas vidas. E este respeito, não há que ter ilusões. Do mesmo modo que as políticas por que se regem a Agricultura e as Pescas nos Açores, os Transportes, a Educação, o Turismo, a Economia e praticamente todos os sectores da vida contemporânea não são adoptadas na privacidade dos nossos lares, tão pouco são legisladas na Região, no Governo ou na Assembleia Legislativa Regional, ou no país, no Governo ou na Assembleia da República – e pelas mesmas razões.
Hoje, com o aprofundamento do processo de integração europeia, é nas instituições europeias, em Bruxelas, em Estrasburgo, em Frankfurt e no Luxemburgo que são fixadas as principais políticas que determinam as nossas vidas.
Nestes termos, votar nas eleições europeias do próximo dia 25 de Maio constitui a principal oportunidade que se abre aos açorianos de participação na definição das grandes políticas responsáveis pelo futuro dos Açores.
Que ninguém tenha ilusões. Nas eleições de 25 de Maio, não nos iremos pronunciar sobre os Presidentes de Câmara, as Assembleias Municipais ou as Juntas de Freguesia. Pelas mesmas razões, não estará em causa o Governo dos Açores, nem o Governo de Portugal. Tal como não se tratará de eleger, ou de destituir José Manuel Bolieiro, Álamo de Menezes ou Vasco Cordeiro, por exemplo, tão pouco se tratará de premiar ou de castigar Passos Coelho ou António José Seguro.
Com o aprofundamento do processo de integração europeia, as eleições europeias passaram a valer por elas próprias, constituindo oportunidade de nos apresentarmos como cidadãos europeus de pleno direito e de, nestes termos, nos afirmarmos como sujeitos autónomos que querem participar no exercício de definição dos seus destinos, em vez de se verem relegados para a condições de objectos, a que os outros recorrem para deles se servirem."
Carlos Amaral
Cátedra Jean Monnet - Universidade dos Açores
#EP2014
2014/04/13
"Eleições Europeias - os jovens e o futuro" - artigo de Luis Paulo Alves
Artigo no âmbito do projeto "Juventude e Cidadania
Europeia - Vamos votar em 2014", promovido pelo
Num momento com elevados níveis de emigração, desemprego de longa duração, precariedade e risco de pobreza, a juventude é quem mais sofre com a crise económica. Portugal tem 37% de jovens desempregados e a Europa 23% (mais de 5,5 milhões). São mais de 14 milhões os jovens por toda a União Europeia que não estão nem no mercado de trabalho, nem no sistema de ensino, nem a receber qualquer formação.
Que futuro podemos nós ambicionar se mantivermos os jovens afastados da sua construção?
Se hoje se destrói ou adia a possibilidade dos jovens construírem um projecto de vida, também os Estados desperdiçam competências preciosas da geração mais qualificada de sempre.
Seguindo o pensamento de Stiglitz, Nobel da Economia, a nossa sociedade não funcionará bem enquanto não der à maioria dos jovens a educação para ganhar a vida (Portugal tem uma das mais altas percentagens de jovens que queriam prosseguir os estudos, mas não têm possibilidade de os pagar (38%), revela um inquérito da Comissão Europeia), enquanto os empregadores não pagarem um salário decente (temos um salário mínimo baixo, estágios mal remunerados e precariedade), enquanto providenciar tão poucas oportunidades que tornem a juventude alienada e desmotivada.
Pelo contrário, os jovens são uma extraordinária força de mudança. Os jovens podem fazer a diferença. Mesmo não dispondo das melhores condições, devem empenhar-se na luta por conquistar um futuro melhor, porque mesmo sendo jovem e nas piores circunstâncias é possível fazer a diferença. A energia, a coragem dos jovens e a sua capacidade de intervenção é indispensável e decisiva, para que o mundo se transforme e avance. E a Europa nunca precisou tanto dos seus jovens para, com eles, construir um futuro de esperança para todos. Por isso, é necessário neste período difícil reagir, participar, não parar. O movimento gera oportunidades.
É por isso que os jovens se devem empenhar e participar nas escolhas que determinam o seu futuro. E nada proximamente determinará mais o seu futuro que a orientação politica para a Europa que resultar das próximas eleições europeias. Ela é decisiva para promover a mudança e um futuro de esperança para todos nós. O nosso voto indicará uma opção por prioridades políticas em debate e estabelecerá, pela primeira vez, um compromisso com o candidato à Comissão Europeia, Governo executivo da UE. Não podemos deixar que os outros escolham por nós os caminhos que determinarão o nosso futuro.
Importa percebermos que sem mudanças no plano europeu o espaço de manobra em Portugal será sempre reduzido. É por isso absolutamente fundamental mobilizarmo-nos todos para a Mudança na Europa para que um futuro de esperança seja construído em Portugal."
Luis Paulo Alves
Eurodeputado no Parlamento Europeu
#EP2014
Conferência inaugural do FIPED Portugal IV
A conferência inaugural do FIPED Portugal IV, dada a 4 de abril de 2014 pelo Prof. Doutor Nuno Martins sob o tema "O Estatuto Epistemológico das Ciências Sociais", já está disponível no nosso canal do Youtube.
Fé e Razão na Universidade
A palestra “Fé e Razão na Universidade”, dada pelo Padre João Seabra, no dia 2 de Abril, no Auditório do Campus de Angra, está agora disponível no canal Youtube do Há Vida no Campus.
Esta iniciativa tem organização conjunta do Departamento de Ciências Agrárias, Departamento de Economia e Gestão, Associação para a Ciência e Desenvolvimento dos Açores e Há Vida no Campus.




