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2014/05/30

Doutoramento em Gestão Interdisciplinar da Paisagem: Candidaturas Abertas


Estão abertas as candidaturas ao Programa de Doutoramento em Gestão Interdisciplinar da Paisagem. Esta primeira fase decorrerá de 23 de maio a 30 de junho.

O Programa de Doutoramento em Gestão Interdisciplinar da Paisagem É um programa de doutoramento conjunto entre a Universidade de Évora, a Universidade de Lisboa e a Universidade dos Açores, por um grupo de professores investigadores, peritos, reconhecidos internacionalmente nas áreas da Ecologia da Paisagem, da Economia Agrária, da Economia do Ambiente, da Gestão dos Recursos Naturais e das Florestas e da Ciência Regional.

PROGRAMA

2013/10/29

"As dinâmicas nas (re)configurações da cultura organizacional. A casa de Infância de Santo António (1858-2008)" - a tese de doutoramento de Sandro Serpa


Sandro Nuno Ferreira de Serpa, nasceu a 24 de julho de 1974, sendo professor auxiliar desde 11 de Julho de 2013, no Departamento de Ciências da Educação da Universidade dos Açores, onde iniciou o seu percurso académico, como assistente estagiário, em Setembro de 2000.
Leciona várias cadeiras em diversos cursos ligadas à formação e prática profissional de educadores e professores, à teoria das organizações, à sociologia da educação e à investigação, entre outras.

No passado dia 11 de Julho, realizou o seu Doutoramento no ramo de Educação, especialidade de Sociologia da Educação, com a prestação de provas de discussão pública, com crítica e defesa, de uma dissertação intitulada As dinâmicas nas (re)configurações da cultura organizacional. A casa de Infância de Santo António (1858-2008), na Universidade dos Açores, sob a orientação do Professor Doutor Jorge Manuel Ávila de Lima, com um júri presidido pela Senhora Vice-Reitora, Prof.ª Doutora Rosa Goulart, por designação do Magnífico Reitor, sendo vogais o Doutor José Manuel Vieira Soares de Resende, Professor Associado com agregação da Faculdade de Ciências e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, o Doutor Jorge Adelino Rodrigues da Costa, Professor Catedrático da Universidade de Aveiro, o Doutor Fernando Ilídio Silva Ferreira, Professor Associado do Instituto de Educação da Universidade do Minho, o Doutor Jorge Manuel Ávila de Lima, Professor Associado com agregação da Universidade dos Açores, a Doutora Ana Cristina Pires Palos, Professora Auxiliar da Universidade dos Açores, a Doutora Ana Isabel dos Santos Matias Diogo, Professora Auxiliar da Universidade dos Açores e o Doutor Adolfo Fernando da Fonte Fialho, Professor Auxiliar da Universidade dos Açores. 

Como se envolveu na investigação científica?

A investigação científica, além de ser uma necessidade na carreira académica é uma forma desejavelmente rigorosa e controlada de compreender a realidade que nos rodeia. Este controlo, quer a nível do processo de realização, quer, também, a nível do produto final (escrita) sempre me entusiasmou e cativou apesar de reconhecer que apresenta dificuldades que devem despertar o nosso espírito crítico e fazedor.
Foi com esse espírito que realizei o presente doutoramento na procura de apresentar uma contribuição para o conhecimento sobre os processos de formação e de transformação da cultura, enquanto genericamente formas de ser, de pensar e de agir, mais ou menos partilhadas por um conjunto de pessoas de uma organização enquanto unidade coletiva coordenada (no caso em apreço do tipo educativo).   

 Como surgiu o tema da sua tese de doutoramento?

Antes do mais, devo agradecer a possibilidade que me foi dada de estudar a Casa de Infância de Santo António. Em primeiro ligar procurei compreender a longa duração da organização Casa de Infância de Santo António (fundada em 1858 enquanto Asilo da Infância Desvalida). Em segundo lugar, resolvi enveredar por uma temática que articulasse questões educativas com perspetivas organizacionais, tendo uma certa afinidade emocional com a organização, por tê-la frequentado e por ter tido um familiar que fez parte de algumas das suas Direções. Em terceiro lugar, e não menos importante, ao analisar os olhares científicos centrados na cultura organizacional verifiquei que muitos apresentavam um caráter unidimensional, redutor e simplista ao focar a sua formação e transformação.
      
A sua tese chega a algumas conclusões bastante interessantes. Como vê a sua aplicação?

Na tese, através de uma análise diacrónica que abrange 150 anos, procuro demonstrar que existe uma multiplicidade de fatores que ajudam a entender a cultura de uma organização. Verifica-se que a cultura desta organização sofreu reconfigurações, por vezes de uma forma não linear, para as quais concorreram, ao longo do tempo, quer os contactos estabelecidos com o exterior (na procura de recursos, na tentativa de legitimação das finalidades e atividades aí desenvolvidas e, também, nas influências exercidas nos membros da organização, tudo isto em diferentes contextos sociais), quer, ainda, os contactos acontecidos na organização entre os atores individuais e coletivos.
No final do percurso investigativo, compreende-se que as transformações dos contextos, quer internos, quer externos à organização que foram acontecendo se enquadram numa dimensão espaço-temporal socio-histórica. Deparámo-nos com realidades complexas, cuja singularidade idiossincrática tem de ser considerada e verificada empiricamente e que advém da coexistência, com fronteiras fluidas entre si, de cultura, culturas, subculturas, contraculturas presentes na organização, com variações ao longo do tempo.
Por tudo isto, é percetível a possibilidade de aplicação destes resultados noutras organizações desde que se considere que a cultura organizacional, mais do que um estado, é um processo consubstanciado num equilíbrio híbrido e precário de coordenação coletiva, resultante do conjunto de relacionamentos individuais e de relações coletivas, internas e externas à organização, com maior ou menor intencionalidade, e, em consequência, em permanente redefinição e reconstrução.
A compreensão (a relativa e a possível) desta complexidade é que nos permitirá fugir àquilo a que um grande sociólogo clássico Max Weber refere: ”o curso das coisas torna-se natural quando não nos interrogamos sobre o seu sentido”. Ora, nenhuma organização é uma reificação, mas antes é socialmente construída, pelo que implica considerá-las enquanto processo coletivo social de coordenação, que não é automaticamente dirigido, nem previamente determinado, nem neutro ou natural, mas sim inserido num certo contexto social. Daqui resulta a necessidade de superar, quer a reificação da organização enquanto objeto natural e inevitável, fatalista, quer resultante de um procedimento (pré)determinado, quer, ainda, a sua antropomorfização, que teria desígnios e propósitos próprios extrínsecos à ação humana.
Assim, resulta que, ao investigarmos as reconfigurações da cultura organizacional, temos de considerar, sempre, que se trata de um processo social desenvolvido por atores individuais e coletivos, que reproduz, mas também produz, soluções de integração interna e de adaptação externa. A necessidade de conhecer mais e melhor acerca da temática em causa revela-se imprescindível para procurar ter algum domínio no caminho a prosseguir de uma forma consciente.
Vai continuar na investigação? Qual o próximo passo?

Após este trabalho de longo fôlego, penso continuar a investir na relação entre a cultura organizacional e a ideologia organizacional enquanto fator de legitimação das posições assumidas pelos seus dirigentes. Para esse efeito, procurarei realizar uma comparação diacrónica e sincrónica entre organizações de diversos tipos (educativas e empresariais, por exemplo). Isto sem esquecer outras áreas de interesse primordial de investigação tais como as dinâmicas dos processos de formação e de reconfiguração da cultura organizacional em organizações educativas ou, ainda, os processos de construção da identidade pessoal, social, educativa, profissional, organizacional e cultural.

2013/10/26

Um mestrado de sucesso



Tomaz Dentinho é professor auxiliar com agregação da Universidade dos Açores, Campus de Angra do Heroísmo, na área da economia, e está ligado à instituição desde 1986. É o coordenador do Grupo para o Desenvolvimento Regional Sustentável, do Mestrado em Gestão e Conservação da Natureza, e do Doutoramento em Gestão Interdisciplinar da Paisagem. Foi vice-presidente do Instituto de Conservação da Natureza (1996-1998) e director do jornal diário "A União" (2001-2007). Para além do ensino, tem desenvolvido investigação na área da Ciência Regional, Economia do Ambiente e e Economia Agrária.

A 15ª Edição do Mestrado em Gestão e Conservação da Natureza irá começar ainda neste ano lectivo (2013/2015). Como nasceu este mestrado? Quais os seus objectivos? Qual é o segredo para a sua longevidade?

O Mestrado em Gestão e Conservação da Natureza surgiu no seguimento da passagem de alguns académicos por cargos dirigentes do Instituto da Conservação da Natureza. Pensámos nessa altura e pensamos agora que a abordagem à gestão e conservação da natureza provoca grandes falhas de política quando é perspectivada apenas do ponto de vista de uma disciplina, seja ela a ecologia, a geografia, a economia ou a engenharia. Por isso criámos um mestrado interdisciplinar para gestão do território, curiosamente antes de terem aparecido iniciativas semelhantes por todo o mundo. Como de costume tivemos uma reacção negativa das pessoas mais retrógradas do campus e da universidade mas, depois de muito debate e de ter sido aprovado pela Universidade do Algarve também foi aprovado pela Universidade dos Açores


Ao longo destas edições têm formado muitos alunos, de diversas áreas do conhecimento e de diversas regiões do país e de outros países também. Como vê o impacto da formação destes alunos na sociedade?

Desde 2000, tivemos quase 20 edições nos vários cantos do país (Algarve, Tomar, Castelo Branco, Bragança) e dos Açores (Terceira, São Miguel e Pico), com alunos de Portugal, Espanha, Angola, Cabo Verde, Moçambique, Guiné, Brasil e Timor, e cerca de 250 teses de mestrado. Os alunos são economista, biólogos, agrónomos, engenheiros do ambiente, juristas, geógrafos, arquitectos, paisagistas, etc. Este ano temos 11 alunos, 2 dos Açores e 9 de Itália, Espanha, Angola, Moçambique, Timor e Brasil, num formato que penso que terá sucesso no futuro pois tem uma parte escolar com tutoriais à distância e uma parte intensiva de nove semanas presencial. Por outro lado temo-nos mantido competitivos face a outras ofertas não só porque o corpo docente envolvido tem mais formação mas também porque temos inovado na forma de leccionação. Neste momento uma parte considerável dos alunos que passaram pelo mestrado tem um peso relevante na administração pública, na investigação e nas empresas e creio que estão a fazer bom trabalho não só porque desenvolveram mais a vontade de aprender mas também a enorme responsabilidade que tem em mobilizar todo o saber e saber fazer para promover o desenvolvimento sustentável das pessoas e dos sítios.


Além do Mestrado, tem estado, mais recentemente, a dirigir o Doutoramento em Gestão Interdisciplinar da Paisagem. Pode falar-nos um pouco desse projecto?

Fui desafiado pelo Prof. José Manuel Lima Santos do Instituto Superior de Agronomia e pela Prof. Teresa Pinto Correia da Universidade de Évora a criarmos um doutoramento conjunto em Paisagem, Biodiversidade e Sociedade que, com a acreditação, mudou o nome para Gestão Interdisciplinar da Paisagem. Começámos há quatro anos e teremos para o ano os primeiros doutorados do doutoramento embora, como nossos orientandos, já temos alguns doutorados criados no mesmo espírito. Os sonhos são muitos: desde logo usar metodologias interdisciplinares ao território juntando perspectivas que carregam esse desígnio como a economia do ambiente, a ecologia da paisagem e a ciência regional; depois criar um doutoramento reconhecido pela FCT; finalmente criar um doutoramento europeu. As primeiras teses vêm aí e é esse o primeiro produto que podemos oferecer.


Um comentário sobre a interdisciplinaridade...
Acho que a interdisciplinaridade é uma das linhas estratégicas onde a Universidade dos Açores pode ser competitiva a nível mundial. Primeiro porque, como disse Bento XVI recentemente, a interdisciplinaridade é uma necessidade na busca da verdade. Segundo porque a pequenez das ilhas dos Açores facilita a compreensão interdisciplinar dos fenómenos e exige intervenções informadas de forma interdisciplinar. Terceiro porque e não temos escala em cada disciplinar para sermos os melhores nessa disciplina mas temos escala para sermos inovadores nas abordagens interdisciplinares. Temos bons sinais: os que vamos dando em congressos e papers; os que são testemunhados pelos que interagem com os nossos formandos; e os que nos prestações de serviços de e para todo o mundo. Pena é que não nos deixem fazer um mestrado em ciência regional e um doutoramento em desenvolvimento regional sustentável, com pequenas mudanças dos cursos que agora oferecemos. Porque isso nos permitiria almejar um reconhecimento a nível internacional pela Regional Science cuja sede de 4000 cientistas em todo o mundo é na Rua Capitão João de Ávila em Angra do Heroísmo. Neste caso temos o conteúdo mas não nos deixam criar a forma que o mostre melhor.

2013/06/17

Lançamento do livro "Encontro de Corpos"


Será lançado o livro "Encontro de Corpos", da autoria da Professora Doutora Enfermeira Cidália Frias no Auditório da Escola Superior de Enfermagem de Angra do Heroísmo, no dia 21 de Junho de 2013, pelas 17 horas, com apresentação da Sra. Diretora da ESEnfAH-UAc, Professora Jesuína Varela.

"Encontro de Corpos - O processo de construção de cuidados enfermeiro/pessoa em fim de vida" baseia-se na dissertação de doutoramento em Enfermagem da autora que...

...através de um estudo de natureza indutiva, recorreu à metodologia grounded theory, com o intuito de compreender a natureza e o processo de interacção enfermeiro/pessoa em fim de vida, identificar as intervenções terapêuticas dos enfermeiros na interacção/partilha de corpos e contribuir para o desenvolvimento de uma teoria de médio alcance.

Como características globais deste processo conclui-se que a interacção enfermeiro/pessoa em fim de vida se vai fortalecendo no tempo e que as potencialidades terapêuticas das intervenções têm em conta as condições contextuais, a empatia, a cumplicidade e a confiança, sendo também, um processo co-construído e prolongado no tempo. 
(Excerto de Wook)

2013/04/15

Contributo da ciência para a gestão sustentável de um recurso - um doutoramento


Maria Helena Guimarães defendeu a sua tese de doutoramento no ramo de Ciências do Ambiente, especialidade em Ordenamento do Território, sob o título "How can science contribute for the sustainable management of natural resource? Praia da Vitória Bay and Guadiana Estuary, a comparative study" no passado dia 5 de abril. As provas foram avaliadas por um júri presidido pelo Senhor Pró-Reitor, Prof. Doutor David Horta Lopes, sendo vogais o Doutor Tomasz Boski, Professor Catedrático da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade do Algarve, a Doutora Maria Teresa Amado Pinto Correia, Professora Auxiliar com agregação da Universidade de Évora, o Doutor Tomás Augusto Barros Ramos, Professor Auxiliar da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa, a Doutora Marta Pedro Varanda, Investigadora Auxiliar do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa, o Doutor Tomaz Lopes Cavalheiro Ponce Dentinho, Professor Auxiliar com agregação da Universidade dos Açores, a Doutora Helena Maria Gregório Pina Calado, Professora Auxiliar da Universidade dos Açores, a Doutora Emiliana Leonilde Dinis Gil Soares da Silva, Professora Auxiliar da Universidade dos Açores e a Doutora Ana Margarida Moura de Oliveira Arroz, Professora Auxiliar da Universidade dos Açores. O júri aprovou a tese com distinção e louvor por unanimidade.

Helena, como te envolveste na investigação científica? Como surgiu o tema da tua dissertação?

A carreira de investigação é o meu objectivo profissional desde da licenciatura. Como tal, o doutoramento foi uma das etapas deste processo. A carreira de investigação em Portugal é pouco conhecida e valorizada. Contudo, o meu lema é trabalhar para conseguir fazer o que gosto. A atividade laboral ocupa pelo menos 40 horas por semana, como tal, quero passa-las com alegria e vontade. O tema da minha dissertação segue a linha de investigação que me interessa: interação do homem com a natureza, gestão dos recursos naturais, sustentabilidade e ligação da ciência com as restantes esferas da sociedade.

A tua tese chega a algumas conclusões bastante interessantes. Como é que vês a sua aplicação?O meu trabalho baseia-se na interação continuada entre a comunidade científica, gestores e utilizadores dos recursos naturais. Aquilo que investigo é a construção de conhecimento conjunto, para que esse conhecimento tenha significado para todos os envolvidos. Como tal, mais do que o produto final que a minha investigação alcançou, o meu enfoque é o processo, a aprendizagem que daí advém e, a possibilidade de continuação do processo de co construção iniciado.

Desta forma, os resultados primordiais da minha tese de doutoramento são que 1) um processo de co construção é possível, se utilizarmos as ferramentas adequadas e, 2) mediante os desafios atuais, o caminho para a sustentabilidade deve ser feito nesta base. No âmbito da gestão dos recursos naturais é urgente aumentar a interação entre a comunidade científica e os utilizadores dos mesmos recursos para que, em conjunto, sejam encontradas soluções que promovam o bem-estar de todos e a manutenção dos recursos naturais (a base da vida humana).

A tua ligação à Universidade dos Açores não se limitou a este trabalho. Em que outros projectos colaboraste? Há colaborações previstas ou em curso?A minha ligação à Universidade dos Açores começou em 1999 quando estava a decidir a Universidade onde estudar Biologia Marinha. Estive em São Miguel e, durante os meses de verão ajudei um atual amigo no âmbito de um projeto de investigação sobre Vejas. Adorei a experiência mas na altura optei pela Universidade do Algarve pois, as viagens a casa eram bem mais baratas. Em 2004 volto ao Açores, desta vez para trabalhar como voluntária no projeto POPA do Departamento de Oceanografia e Pescas. Outra experiência maravilhosa pelo projeto em si, equipa, contacto com o mar e, com os pescadores açorianos. A ilha Terceira só conheci através do projeto de doutoramento, embora o trabalho com o Grupo para o Desenvolvimento Regional Sustentável tenha começado em 2007. O projeto de doutoramento foi uma aventura e, um momento de aprendizagem importantíssimo. Como sou natural do Porto, de onde parti com 17 anos, começo a acumular uma série de segundas casas. A Terceira é (sem dúvida) uma delas, aqui encontro parte de mim. Atualmente não estou envolvida em nenhum projeto com a Universidade dos Açores, contudo, isso pode mudar a qualquer altura. A área da investigação científica é mesmo assim.

Helena, vais continuar na investigação? Qual é o próximo passo?
Tenho-me esforçado bastante para não interromper a minha carreira de investigação que, para quem conhece o sistema de bolsas de investigação, pode ser difícil. É preciso antecipar o fim de uma bolsa com o início de um novo projeto e, uma nova bolsa. Não somos funcionários públicos , em privados e, quando terminamos uma bolsa podemos ficar desempregados por tempo indeterminado, sem direito a subsídio de desemprego. De forma a antever este cenário preocupei-me em preparar o próximo passo atempadamente. Na atual situação económica, posso dizer que tive a sorte de conseguir. Atualmente sou investigadora Pos-Doc na Universidade de Évora no âmbito do Projecto FarmPath cujo objetivo é o trabalho conjunto, entre investigadores e diversos intervenientes no sector agrícola e atividades ligadas à terra, no delinear de visões para o futuro da atividade na região de Montemor-o-Novo. Estou muito satisfeita por não ter interrompido a minha carreira e, pela oportunidade de interagir com um novo grupo de investigação (www.icaam.uevora.pt) de elevada qualidade profissional e pessoal. Resumidamente estou a criar uma nova segunda casa, esta ainda mais especial pois, será o local onde vai nascer a minha filha.

Parabéns, Helena, e votos de todo o sucesso!