2013/07/31

Há Vida no Campus agora no Youtube

O Há Vida no Campus criou um canal no Youtube onde estão disponibilizadas as gravações das transmissões de eventos que temos feito pela Internet.

Abaixo divulgamos as gravações do I Congresso de Ciência e Desenvolvimento dos Açores.

Sessão de Abertura e Primeira Mesa Redonda

Segunda Mesa Redonda e Sessão de Encerramento

Os nossos agradecimentos ao Noé Branco, que foi responsável por esta nova funcionalidade e pelas transmissões.

Efeitos da hidrodinâmica em comunidades biológicas de praias de calhau rolado em áreas marinhas protegidas


Título:

Efeitos da hidrodinâmica em comunidades biológicas de praias de calhau rolado em áreas marinhas protegidas.

Autora: 

Nuno Álvaro

Descrição: 

O projeto de doutoramento consiste no estudo das populações de decápodes na zona entre marés em praias de calhau rolado da ilha terceira e a  influência da variação do hidrodinamismo ao longo do ano na estrutura das praias e nessas mesmas populações.

2013/07/30

Prevenção e controlo de plantas exóticas no Parque Natural da Ilha Terceira - bases para a elaboração de um modelo de gestão de plantas invasoras nos Parques Naturais dos Açores


Título:

Prevenção e controlo de plantas exóticas no Parque Natural da Ilha Terceira - bases para a elaboração de um modelo de gestão de plantas invasoras nos Parques Naturais dos Açores.

Autora: 

Sara Silveira

Descrição: 

No arquipélago dos Açores mais de 60% da flora vascular corresponde a espécies exóticas. As espécies Pittosporum undulatum e Hedychium gardnerianum são particularmente problemáticas devido aos elevados níveis de invasão que registam nos Parques Naturais de Ilha (PNI). A Cryptomeria japonica, sendo a espécie mais utilizada em produção florestal, ocupa vastas áreas dos PNI particularmente na ilha Terceira

2013/07/29

Avaliação das Atividades Anti-inflamatória e Antitumoral dos Constituintes Químicos do Pittosporum undulatum


Título:

Avaliação das Atividades Anti-inflamatória e Antitumoral dos Constituintes Químicos do Pittosporum undulatum.

Autora: 

Sofia Mendes

Descrição: 

Numa região com características únicas como o arquipélago dos Açores é importante estudar o potencial económico de produtos naturais bioativos, provenientes da imensa biodiversidade desta região.

O Pittosporum undulatum (Pittosporaceae) é considerada atualmente como uma das mais agressivas plantas invasoras desta região. A descoberta de usos biotecnológicos para esta espécie, pode contribuir para uma solução deste problema.
 
A etnobotânica açoriana documenta a utilização, na maioria das ilhas, de um unguento dos frutos de P. undulatum, sendo-lhe atribuída uma atividade anti-inflamatória. Considerando a utilização dos frutos de P. undulatum na medicina tradicional açoriana, e tendo em conta a atividade anti-inflamatória e antitumoral de constituintes e extratos de outras espécies do género Pittosporum, pretende-se avaliar as propriedades anti-inflamatórias e antiproliferativas de extratos de diferente polaridade dos frutos desta planta

2013/07/23

Cerimónia de encerramento do ano letivo e comemoração da conclusão da 1ª licenciatura em Gestão no Campus de Angra do Heroísmo




Cerimónia de encerramento do ano letivo e comemoração da conclusão da 1ª licenciatura em Gestão no Campus de Angra do Heroísmo no próximo dia 24 de Julho, pelas 19h30m no auditório do Campus da Universidade dos Açores.

O Dr. António Maio será o conferencista convidado, abordando o tema “Análise retrospetiva da economia dos Açores”.

Será entregue um prémio ao melhor aluno finalista, atribuído pela Caixa Económica da Misericórdia de Angra do Heroísmo, no valor de 1.000,00€.

Terminam a licenciatura cerca de 40 alunos.

A licenciatura em Gestão abriu em Angra do Heroísmo no ano letivo 2010-2011, sendo que esta é, portanto, a primeira turma a concluir a licenciatura.

Com os três anos a funcionar, o curso de Gestão tem cerca de 200 alunos no Campus de Angra do Heroísmo.

Seguir-se-á um convívio com todos os presentes.

2013/07/20

Nova edição do Mestrado em Gestão e Conservação da Natureza



É com grande alegria que anunciamos que as candidaturas de Julho do Mestrado em Gestão e Conservação da Natureza registaram 13 candidatos reconfirmados provenientes de Angola (5), Brasil (1), Moçambique (3), Portugal (3) e Timor (1). A prova de que a adaptação do calendário escolar às condições dos alunos podem ter um efeito muito positivo no número e qualidade das candidaturas. 

O calendário prevê uma parte intensiva presencial em Janeiro e Fevereiro com avaliação por testes, e uma parte em regime tutorial que pode ser dado à distância com interação por email e por skype. No regime tutorial os alunos terão uma semana para fazer um ensaio, que será revisto pelo professor e por outro colega, e uma semana para corrigir o ensaio, tendo por base as correções do professor e as sugestões do colega. Os ensaios e as revisões serão avaliadas pelo professor.

2013/07/19

Diário Insular destaca investigação de Ana Rodrigues - bolseira de doutoramento do Campus de Angra

 
A 14 de junho iniciámos a divulgação dos posters ciêntificos apresentados pelos bolseiros de investigação do Campus de Angra do Heroísmo nas Jornadas "Ciência nos Açores, que futuro?" promovidas pela Secretaria Regional da Educação, Ciência e Cultura.
 
O Diário Insular deu destaque ao trabalho de investigação realizado pela bolseira de doutoramento Ana Rodrigues sobre o tema "Análise do potencial éolico para o desenvolvimento sustentável: o caso da ilha Terceira", publicado pelo blog a 19 de Junho (veja o poster neste link).
 
Releva-se assim a importância da divulgação a toda a comunidade da investigação desenvolvida na Universidade dos Açores.
 
 


 

 

2013/07/18

Modelo de Interação Espacial - Um Instrumento Para a Análise e Planeamento do Território - Alterações Climáticas - Impacto na Ocupação do Território



Título:

Modelo de Interação Espacial - Um Instrumento Para a Análise e Planeamento do Território - Alterações Climáticas - Impacto na Ocupação do Território.

Autora: 

Paulo Silveira

Descrição: 

Este póster foi realizado no âmbito do programa de doutoramento de Gestão Interdisciplinar da Paisagem lecionado em parceria pela Universidade de Évora, Universidade dos Açores e Instituto Superior de Agronomia da Universidade Técnica de Lisboa. Pretende-se desenvolver uma ferramenta de modelação interdisciplinar com interação entre a socio-economia, tecnologia, território e a regulação, usando o território como linguagem de forma a melhor entender as consequências e implicações da alteração dos ciclos económicos, da alteração do uso do solo resultantes de diversos fatores incluindo as alterações climáticas, de forma a adotar politicas mais adequadas que promovam o desenvolvimento sustentável dos Açores. Esta ferramenta permitirá uma análise da relação entre a sociedade e o meio ambiente, sendo capaz de explicar a distribuição dos padrões espaciais da paisagem, recorrendo a indicadores (emprego, a produtividade do solo e a produtividade do homem), nos sectores produtivos transacionáveis e não transacionáveis.

2013/07/17

BioEcoValES - Biodiversity Economic Valuation of Endemic Species



Título:

BioEcoValES - Biodiversity Economic Valuation of Endemic Species.

Autor: 

Pedro Nogueira

Descrição: 

Este trabalho enquadra-se no projeto BioEcoValES financiado pela Região Autónoma dos Açores e tem por objetivo estimar alteração do o valor das espécies endémicas face a modificações da gestão do território. Nos Açores existem 420 espécies e subespécies endémicas estando protegidas pelas directivas dos Habitats e das Aves. Uma melhor compreensão do valor das espécies endémicas, é uma ferramenta valiosa para tomar decisões de gestão e de conservação que afectam o bem-estar social.

Esta apresentação tem como objetivo especifico perceber a relação entre uso do solo e quantidade de espécies endémicas. Primeiro apresenta-se a metodologia e os dados utilizados; seguidamente estimam-se várias formulações do modelo e apresentam-se simulações exemplificativas. Finalmente explicitam-se as conclusões.
 
Em trabalhos posteriores o modelo estimado será utilizado para desenhar cenários de escolha alternativos para serem usados num exercício de choice experiment que pretenderá valorizar as espécies endémicas pela procura mas tendo como referência o custo de oportunidade de modificações no uso do solo.

2013/07/16

Múltiplas perspetivas sobre conhecimento, politica e ciências do mar: Educação para um futuro sustentável


Título:

Múltiplas perspetivas sobre conhecimento, politica e ciências do mar: Educação para um futuro sustentável.

Autora: 

Alison Neilson

Descrição: 

Este estudo, na área das ciências sociais relaciona a investigação em ciências naturais com as necessidades locais para a sustentabilidade, unindo cientistas e não-cientistas em vários tipos de diálogo.

2013/07/14

Mestrado: Uma Abordagem à Cultura Açoriana em Contexto de Educação Pré-Escolar e 1º Ciclo do Ensino Básico


Marília Alexandra Freitas de Borba realizou as provas de defesa do relatório de estágio do Mestrado em Educação Pré-Escolar e Ensino do 1º Ciclo do Ensino Básico no passado dia 22 de junho, sob o título "Uma Abordagem à Cultura Açoriana em Contexto de Educação Pré-Escolar e 1º Ciclo do Ensino Básico." As provas foram avaliadas por um júri presidido pelo Doutor Pedro Francisco González, sendo vogais os doutores Francisco José Rodrigues de Sousa e Josélia Mafalda Ribeiro da Fonseca.


Olá Marília. O que te levou a ingressar neste mestrado? Como surgiu o tema da tua tese de mestrado?

Ingressei neste mestrado em Educação Pré-escolar e 1.º Ciclo do Ensino Básico em seguimento da licenciatura em Educação Básica. Como apenas a licenciatura não me conferia o grau académico necessário para lecionar, optei por ingressar neste novo ciclo de ensino para assim concretizar o meu sonho de um dia lecionar. 

A escolha para o tema do meu relatório de estágio deveu-se ao facto de, em primeiro lugar, ter emergido em 2011 o Referencial Curricular para a Educação Básica da Região Autónoma dos Açores, um documento curricular que gerou alguma controversa entre docentes, tendo despertado a minha atenção por aprofundar o meu conhecimento relativamente a um currículo que, bem aplicado, poderia trazer grandes benesses às aprendizagens a realizar pelos alunos em contexto regional. Em segundo lugar, a minha escolha deveu-se ao meu interesse pessoal pela temática da Açorianidade, um neologismo criado por Nemésio (1932) “a fim de expressar a singularidade da existência do homem açoriano profundamente marcado pela condição de ilhéu.”

Como açoriana que sou, estimando a nossa cultura e preservando o nosso património, considerei pertinente realizar o meu relatório de estágio com este tema, pois as aprendizagens a realizar pelos alunos se forem contextualizadas no meio mais próximo, neste caso o local e regional, poderão trazer mais “facilidades” aos alunos. 


A tua tese chega a algumas conclusões bastante interessantes. Como é que vês a sua aplicação? 

O meu relatório de estágio foi baseado no Referencial CREB, permitindo-me chegar a algumas conclusões, nomeadamente as benesses de as crianças aprenderem a partir do que já conhecem, e de aproveitar o meio local e regional onde se encontram inseridas, para contextualizar a sua aprendizagem, tornando-a mais significativa. Ao proporcionar aos alunos uma aprendizagem mais significativa, estou a incentivá-los a uma maior envolvência no contexto escolar, aumentando os seus níveis de aproveitamento. Conseguindo criar este “mecanismo” sucessivo é possível contribuir para o desenvolvimento de cidadãos conhecedores das suas raízes, mas com horizontes abertos, capazes de se sentirem e se identificarem como membros da cultura local, regional, nacional e universal. 

Para conseguir pôr todo o trabalho em prática, é importante encarar o Referencial CREB como um documento complementar ao nacional, que auxilia o professor na tarefa de tornar a sua praxis pedagógica contextualizada no meio onde os alunos se inserem.


Marília, pretendes continuar a investigar na educação? Qual é o próximo passo?

A área de educação e os seus profissionais para estarem atualizados e ativos, é necessário existir uma permanente investigação. Cada aluno é um ser individual que necessita de estratégias diferentes da restante turma. Um docente que seja ética e deontologicamente correto, tem o dever de encontrar as soluções para ir derrubando os obstáculos que encontra durante o seu percurso no ensino. Uma das forma de ultrapassar as barreiras é através de investigação, permitindo ao docente auxiliar o aluno na resolução dos seus problemas de aprendizagem. 

O próximo passo será conseguir colocação para pôr em prática estes 5 anos de estudo e aprendizagem que me fizeram crescer pessoalmente e profissionalmente. Embora a conjuntura atual do país não seja a melhor, a esperança permanece.

Parabéns, Marília, e votos de muito sucesso no futuro!

2013/07/13

“Investigación em salud: el problema de la nutrición en Açores, Canárias y Cabo Verde (Pre-NUTRIACC)” - entrevista com Alexandre Rodrigues



Alexandre Rodrigues, Doutor em Enfermagem, é assistente na Escola Superior de Enfermagem de Angra do Heroísmo e coordenador nos Açores dum projeto de investigação que envolve os arquipélagos dos Açores, Canárias e Cabo Verde. Há Vida no Campus conversou com ele sobre este projeto de investigação 

Está envolvido num projeto, que foi recentemente aprovado, intitulado “Investigación em salud: el problema de la nutrición en Açores, Canárias y Cabo Verde (Pre-NUTRIACC)” no âmbito do Projeto Unamuno EixoAtlântico: cooperação científica e tecnológica da Rede Unamuno no Eixo Atlântico com Cabo Verde. Qual o objetivo deste projeto?


Na área da Saúde, a Escola de Enfermagem de Angra do Heroísmo foi pioneira neste tipo de projetos com metodologias de trabalho partilhadas entre as ilhas da Macaronésia. Os produtos de projetos anteriores tiveram e têm resultados bastante positivos tanto para as instituições parceiras como para a saúde das regiões. A esta parte temos o exemplo do projeto ICE – Investigação Científica em Enfermagem.

Assim, o projeto Pré-NUTRIACC pretende impulsionar a investigação em saúde, especificamente na área da nutrição, promovendo o trabalho multidisciplinar entre diferentes profissionais de saúde e profissionais de áreas complementares.

Este é um projeto que surge na sequência de uma necessidade comum às três regiões envolvidas e que será estudada com base numa avaliação epidemiológica. A qual permitirá, numa primeira fase, identificar das necessidades reais de cada região, as quais serão, posteriormente, trabalhadas em função das especificidades emergentes. Embora conscientes dos constrangimentos e potencialidades  de cada região, todas as etapas do projeto serão acompanhadas e desenvolvidas em parceria pelos três parceiros.



Que mais-valias tem trazido este tipo de projetos onde impera a cooperação e interdisciplinaridade entre cientistas de várias universidades atlânticas e o que se perspetiva para o futuro?

As cooperações interdisciplinares são uma mais-valia por permitirem uma abordagem muito mais completa de determinado problema, pois os diferentes pontos de análise complementam-se. O facto de se tratar de investigadores de diferentes regiões e de diferentes culturas universitárias potencia a partilha de metodologias que enriquecem o perfil investigador dos seus elementos e transportam inovação para a academia nos quais se integram.


O tempo em que os docentes se centravam apenas, ou  na lecionação ou na investigação, terminou! Exige-se cada vez mais que no papel do docente do ensino politécnico e universitário seja integrada a vertente de investigação, como um complemento e inovação para a lecionação. Acrescento-lhe ainda que se esta investigação for de cariz intenacional torna-se muito mais sustentada para si próprio e para a credibilização da instituição à qual pertence. 


A Universidade dos Açores, tem vários projetos de investigação de excelência a este nível que, face à situação económica atual, poderiam ser objeto de maior reconhecimento interno e tornar-se num recurso, tanto para a própria Academia como para a Região, como forma de rentabilização dos recursos existentes.


Centrando a atenção e o contributo deste tipo de projetos para a unidade orgânica à qual pertenço, além do valor acrescentado acima explicitado, também se tem transformado em novas oportunidades de ofertas formativas: Pós-Graduações e Mestrados. Assim, pretendemos que o Pré-NUTRIACC se torne numa mais-valia quer para o desenvolvimento da Escola Superior de Enfermagem de Angra do Heroísmo quer da Região Autónoma dos Açores. 

 
A enfermagem já se conseguiu afirmar definitivamente ao nível do reconhecimento cientifico?

A enfermagem, como disciplina ainda é recente, pelo que tem um longo percurso pela frente. No entanto, temos assistido a um crescimento a um ritmo acelerado na busca da sua identidade, na adoção de estratégias que permitam legitimar o conhecimento produzido e no emprego de teorias próprias para fundamentar suas pesquisas, o que se torna num excelente contributo para o seu reconhecimento.

Sem dúvida que a enfermagem ainda se sustenta noutras disciplinas, principalmente nas áreas das ciências sociais e humanas, o que faz parte do seu percurso. Para que o verdadeiro reconhecimento seja alcançado, terá de  ela própria ser uma fonte de sustentabilidade para outras disciplinas. Para alcançar este objetivo, é importante valorizar a ação autónoma da enfermagem como corpo central de conhecimento. Pese embora, que não poderemos descurar que esta partilha zonas comuns de interacção com outras disciplinas ligadas à saúde, justificando-se a interdependência não só na intervenção como também na produção de conhecimento.

Mestrado: Organização Social das Aprendizagens para o Desenvolvimento da Autonomia e da Cooperação


Bárbara Sofia Cabral Silva realizou as provas de defesa do relatório de estágio do Mestrado em Educação Pré-Escolar e Ensino do 1º Ciclo do Ensino Básico no passado dia 1 de julho, sob o título "Organização Social das Aprendizagens para o Desenvolvimento da Autonomia e da Cooperação." As provas foram avaliadas por um júri presidido pelo Doutor Jorge Manuel Ávila de Lima, sendo vogais os Doutores Pedro Francisco González e Josélia Mafalda Ribeiro da Fonseca.


Olá Bárbara. O que te levou a ingressar neste mestrado? Como surgiu o tema da tua tese de mestrado?

Uma vez que a licenciatura em Educação Básica não me permitia exercer o cargo de educadora/professora, senti a necessidade de ingressar no mestrado em Educação Pré-escolar e Ensino do 1.º Ciclo do Ensino Básico, para que fosse possível exercer a profissão de docente.

O meu tema surgiu pelo facto de considerar que a organização das aprendizagens pode ter uma grande influência no desenvolvimento da autonomia e da cooperação. Além disso, ao longo de várias observações realizadas durante o meu percurso académico, tive a oportunidade de verificar a existência de diferentes contextos de salas, e observar que, quando existe uma boa organização das aprendizagens e que quando há intencionalidade por parte das educadoras/professoras, formam-se crianças mais autónomas e cooperativas.


A tua tese chega a algumas conclusões bastante interessantes. Como é que vês a sua aplicação?

Este trabalho revelou-se essencial na medida em que permitiu-me verificar a importância de uma boa organização das aprendizagens para o desenvolvimento da autonomia e da cooperação e analisar os diferentes instrumentos, utilizados pelas cooperantes, que possibilitam a evolução da autonomia e do sentido de cooperação. Além disso, sem dúvida que um conhecimento mais aprofundado acerca da forma como a organização das aprendizagens permite o desenvolvimento da autonomia e da cooperação, contribuirá para o meu enriquecimento enquanto futura profissional de educação, já que tive oportunidade de experienciar a importância do papel do educador/professor na abordagem e desenvolvimento dos aspetos que caraterizam a estrutura pedagógica adotada por ambas as cooperantes, o Movimento da Escola Moderna.

Em relação aos alunos foi possível verificar, através das atividades realizadas ao longo da prática pedagógica, alguma evolução da autonomia e do sentido de cooperação e uma maior interiorização e perceção da dinâmica e lógica dos instrumentos que integram as áreas das diferentes salas de estágio.


Bárbara, pretendes continuar a investigar na educação? Qual é o próximo passo?

Claro que sim. A investigação é essencial para a minha evolução enquanto profissional de educação, pois o aprofundamento dos conhecimentos e a constante atualização e formação contribuirá para o aperfeiçoamento das minhas práticas, e desta forma para um maior sucesso das aprendizagens dos alunos.

Neste momento, o próximo passo será aproveitar ao máximo o estagiar L e tentar pôr em prática tudo o que aprendi ao longo do meu percurso académico.

Parabéns, Bárbara, e votos de muito sucesso no futuro!

2013/07/12

Mestrado: Modelo Espacial de Distribuição da lagarta-da-pastagem na Ilha Terceira


Cristina Alexandra Rocha Moules realizou as provas de Mestrado em Engenharia Agronómica no passado dia 1 de julho, sob o título "Modelo Espacial de Distribuição da lagarta-da-pastagem (Pseudaletia unipuncta, Haworth) (Lepidoptera: Noctuidae) na Ilha Terceira." As provas foram avaliadas por um júri presidido pelo Doutor Paulo Alexandre Vieira Borges, sendo vogais os Doutores David João Horta Lopes, Ana Maria Martins Ávila Simões e Anabela Mancebo Gomes.


Olá Cristina. O que te levou a fazer mestrado? Como surgiu o tema da tua tese?

O que me levou continuar os estudos depois da licenciatura, foi que gostaria de ter formação na área agrícola, já que a licenciei-me em engenharia do ambiente e sempre me interessei pela agricultura, nomeadamente a proteção integrada. O tema de estudo surgiu numa aula de proteção integrada com o Prof. David Horta Lopes em que questionei o aparecimento da lagarta da pastagem de como poderia afetar os pastos, e ele falou-me de que seria um bom tema de tese, uma vez que se trata de um problema fitossanitários que anualmente afeta os produtores especialmente quando estes reservam ou fecham os pastos para a silagem de erva e os vêm muito afetados pelo aparecimento e alimentação da lagarta da pastagem. Pensou-se que seria muito interessante a partir do estudo do seu desenvolvimento identificar as zonas da ilha em que esta melhor se desenvolvia, através das aplicação dos SIG e assim através dos serviços oficiais ou de um futuro serviço de avisos agrícolas poder alertar os agricultores aquando do surgimento do seus focos iniciais contribuindo para o seu combate ou limitação natural numa fase ainda inicial.


A tua tese chega a algumas conclusões bastante interessantes. Como é que vês a sua aplicação?

Sim consegui chegar a conclusões muito interessantes, que podem servir para um futuro aconselhamento técnico. E pudemos definir zonas de maior densidades populacionais larvares de lagartas ou seja focos da praga ao redor da ilha através de mapas SIG durante a Primavera, Verão e Outono de modo a acautelar os lavradores podendo agora observar-se e fazer alguma previsão sobre em que determinada época a praga é provável aparecer e assim iniciar o seu combate. Outro aspeto que surgiu interessante do trabalho de análise da flora da pastagem relacionada com esta praga é que os dados preliminares que obtivemos apontam para uma preferência desta praga por pastagens com poucas espécies herbáceas em detrimento de pastagens com muitas espécies. Foram também analisados os fatores climáticos e a sua influência no desenvolvimento e proliferação desta praga e concluiu-se que quer a temperatura quer a humidade tem influência no desenvolvimento das populações das praga.

A aplicação deste resultados depende da atuação dos serviços oficiais e da continuação deste trabalho em termos de aconselhamento técnico colocando e analisando na prática durante mais tempo o que neste estudo se encontrou, validando assim os resultados aqui obtidos.


Cristina, pretendes continuar a investigar? Qual é o próximo passo?

Sim, acho que todo o nosso trabalho é de continuar em termos de investigação agora envolvendo outras áreas mais ligadas a produção e estamos sempre aprender. Um próximo passo seria a continuação deste trabalho permitindo a maior identificação e por mais anos dos focos encontrados e a implementação de um sistema de avisos aquando do surgimento dos primeiros focos definindo assim a melhor oportunidade de tratamento e uma melhor eficácia das intervenções, que poderiam ser através de aplicação de produtos biológicos ou organismos como o Bacillus thuringiensis, reduzindo assim este grande problema que afeta os produtores na altura de escassez de erva.

Espero trabalhar em algo preferencialmente na minha área, seja ela ambiente ou agrárias e dar continuidade ao trabalho agora realizado.

2013/07/11

Entrega de diplomas na ESEnfAH



No passado dia 5 de Julho teve lugar na Escola Superior de Enfermagem (UAç) a cerimónia solene de entrega de diplomas aos Licenciados em Enfermagem que terminaram o curso no presente ano lectivo.

O grupo de 45 novos enfermeiros prepara-se agora para a sua inserção no mundo do trabalho, reconhecendo o Secretário Regional de Saúde que no futuro poderão existir algumas portas para contratação destes novos profissionais para os vários serviços da Região.

Durante a cerimónia a Directora da Escola assegurou que a Escola, no contexto da Universidade continua a afirmar-se cumprindo a sua missão enquanto instituição do Ensino Superior, perseguindo, no exercício da sua incumbência, os mais elevados níveis de exigência, quer no que se reporta ao número de enfermeiros que forma, quer no que se refere à qualidade e diversidade da formação. Neste sentido tem actualmente em funcionamento além do Curso de Licenciatura em Enfermagem, a Pós-graduação de gestão em unidades de saúde, a Pós-graduação em cuidados paliativos a Pós-graduação em supervisão Clínica, num total de 217 estudantes, sendo 183 da licenciatura e 34 de cursos de pós licenciatura. 

Na sua perspectiva o projecto de evolução da actual Escola, passa pela sua reconversão para uma Escola Politécnica, um Instituto Politécnico…. onde se possam desenvolver cursos da área da saúde e outros de carácter politécnico, inexistentes na Região, possibilitando deste modo uma diversificação da oferta formativa e consequente captação de novos estudantes quer seja da formação inicial quer seja na formação de activos. 

Sustenta ainda que o ensino politécnico enquanto área de desenvolvimento promissor carece de uma política interna, na Universidade dos Açores, que privilegie o actual modelo de organização da Universidade, sustentado na multipolaridade e que intensifique o dinamismo do Ensino Superior na Região, nomeadamente na Terceira e na Horta; um modelo que privilegie a oferta formativa, de carácter politécnico, em complementaridade com outros cursos, de carácter universitário, já existentes; um modelo que fomente o desenvolvimento do conhecimento especializado e o exercício da investigação, e consequentemente a captação de um maior e constante número de estudantes.

O projecto de desenvolvimento de uma estrutura desta natureza é em seu entender uma forma de consolidar o Ensino Politécnico na Universidade, que pela sua natureza, ou seja pela possibilidade de oferecer uma formação em diferentes áreas profissionais que requerem uma preparação técnica e especializada no perfil de saída do Ensino Superior, se adapta às necessidades da Região.

Angra, 9 de Julho de 2013

ESEnfAH

Cerimónia de entrega das Bolsas de Mérito 2010/2011


Realiza-se hoje, em Ponta Delgada, a cerimónia pública de entrega das Bolsas de Mérito relativas ao ano letivo 2010/2012.

Conforme anunciámos no início de fevereiro de 2013, das 7 bolsas atribuídas aos alunos dos cursos de licenciaturas da Universidade dos Açores, 4 serão entregues a alunos do Campus de Angra do Heroísmo, que, infelizmente, não estarão presentes na cerimónia.

Fica aqui expressa, mais uma vez, a nossa homenagem a estes alunos.

2013/07/10

Mestrado: O Desenvolvimento da Autonomia e o Trabalho Pedagógico em Cooperação no âmbito da Educação de Infância


Joana Margarida de Ávila Carepa realizou as provas de defesa do relatório de estágio do Mestrado em Educação Pré-Escolar e Ensino do 1º Ciclo do Ensino Básico no passado dia 1 de julho, sob o título "O Desenvolvimento da Autonomia e o Trabalho Pedagógico em Cooperação no âmbito da Educação de Infância e do 1º Ciclo do Ensino Básico." As provas foram avaliadas por um júri presidido pelo Doutor Jorge Manuel Ávila de Lima, sendo vogais os doutores Pedro Francisco González e Josélia Mafalda Ribeiro da Fonseca.


Olá Joana. O que te levou a ingressar neste mestrado? Como surgiu o tema da tua tese de mestrado?

Desde cedo, apercebi-me que o ingresso no mestrado em Educação Pré-Escolar e Ensino do 1º Ciclo do Ensino Básico, seria o meu passaporte para poder realizar o meu sonho de ser Educadora. Este objetivo foi concretizado com muito trabalho e determinação, dando assim frutos de uma gradual evolução que fui alcançando até chegar a este momento.

Face a esta motivação e tendo em conta as várias experiências que tive em contexto escolar, quer através de observações participantes, quer através de práticas, pude verificar resultados enriquecedores que ocorrem do desenvolvimento da autonomia e do trabalho pedagógico em cooperação, no que concerne ao enriquecimento das aprendizagens das crianças tanto a nível individual como num melhor desempenho do grupo em geral.

Assim, surgiu esta temática como forma de aprofundar e verificar estes resultados, na prática, e também poder realizar uma melhor reflexão tanto a nível do meu trabalho como a nível das aprendizagens das crianças tendo em vista o desenvolvimento da autonomia e o trabalho pedagógico em cooperação.


A tua tese chega a algumas conclusões bastante interessantes. Como é que vês a sua aplicação?

Na prática e focando alguns aspetos, o desenvolvimento da autonomia e o trabalho pedagógico em cooperação, passa por alguns pontos-chave que são fundamentais para que as vivências na sala de aula sejam gratificantes e que forneçam às crianças tanto a autonomia necessária, como a aprendizagem mútua que a cooperação permite, tendo em conta uma educação virada para os valores, entre estes, os democráticos que proporcionem às crianças vivências e experiências que se traduzam em atitudes solidárias para com o outro.

Para que isso aconteça é necessário que as crianças tenham um papel participativo na sala. Perspetivando as crianças como o centro das aprendizagens torna-se essencial ter em conta as suas opiniões, decisões e sugestões, por exemplo; no trabalho de projeto, na utilização dos instrumentos e materiais ou na realização de trabalhos a pares ou em pequenos grupos, tendo em atenção a formação de grupos heterogéneos, com o objetivo de promover a interajuda entre as crianças.


A voz ativa da criança e a sua participação é um fator que determina fortemente a sua autonomia, e as estratégias pedagógicas utilizadas que promovem a cooperação permitem à criança conhecer-se a si e ao outro desenvolvendo a consciência do outro, enquanto parte do seu próprio conhecimento.

Joana, pretendes continuar a investigar na educação? Qual é o próximo passo?

A passagem que tive na Universidade permitiu-me olhar para esta profissão como algo que está em constante mudança e transformação, como tal é necessário melhorar e adaptar e para que isso aconteça com sucesso é fundamental estarmos sempre atualizados e em formação. Indo ao encontro não só de uma melhor prática, mas também do nosso primordial objetivo que é o enriquecimento das aprendizagens das crianças, a todos os níveis, o nosso trabalho e a nossa orientação é fundamental para chegar a bom porto.

Por isso e encarando a profissão desta forma, compreendo que “parar é morrer” e como faz parte da vida aprender encaro esta nova etapa com muita alegria e motivação por aquilo que ainda está para vir. Em continuação da minha aprendizagem, irei estar presente numa ação de formação de Filosofia para crianças a realizar na Universidade dos Açores no Pólo de Angra do Heroísmo.

Parabéns, Joana, e votos de muito sucesso no futuro!

2013/07/09

Mestrado: As Expressões Artísticas no Pré-Escolar e 1º Ciclo do Ensino Básico e o Desenvolvimento da Autonomia e da Cooperação


Mónica Borges Silva realizou as provas de defesa do relatório de estágio do Mestrado em Educação Pré-Escolar e Ensino do 1º Ciclo do Ensino Básico no passado dia 21 de junho, sob o título "As Expressões Artísticas no Pré-Escolar e 1º Ciclo do Ensino Básico e o Desenvolvimento da Autonomia e da Cooperação." As provas foram avaliadas por um júri presidido pela Doutora Maria Isabel Dias de Carvalho Neves Cabrita Condessa, sendo vogais os doutores Pedro Francisco González e Josélia Mafalda Ribeiro da Fonseca.


Olá Mónica. O que te levou a ingressar neste mestrado? Como surgiu o tema da tua tese de mestrado?

Quando ingressei na universidade sempre tive muita vontade de ir além da licenciatura. Uma vez que a licenciatura em Educação Básica não nos permite exercer a profissão de docente, sendo que temos que fazer o mestrado profissionalizante, foi este o outro motivo que me levou a ingressar no mestrado. O gosto pelo ensino já é antigo, pelo que desde pequena sempre demonstrei essa vontade de ser professora e felizmente concretizei este sonho de menina.

Em relação ao tema do meu relatório, este surgiu não só por eu ter uma afinidade especial com as áreas artísticas, mas também por acreditar que estas contribuem positivamente para o desenvolvimento infantil de modo integral e sustentado, e mais especificamente ao nível do desenvolvimento da autonomia e da cooperação.


A tua tese chega a algumas conclusões bastante interessantes. Como é que vês a sua aplicação?

Planificar uma prática no âmbito do tema "As Expressões Artísticas no Pré-Escolar e 1º Ciclo do Ensino Básico e o Desenvolvimento da Autonomia e da Cooperação." tornou-se num trabalho muito interessante que me permitiu presenciar na sala de aula situações que evidenciam que estas áreas não devem ser colocadas de parte ou em segundo plano. O desenvolvimento da autonomia e da cooperação permitem aos alunos serem parte integrante em tudo o que acontece na sala de aula, participando ativamente na construção das suas próprias aprendizagens e na construção de relações com o outro, onde o papel do professor passa por orientar toda a dinâmica que daí vai emergindo. As expressões artísticas com o seu carácter lúdico e expressivo tornam-se deste modo um complemento de toda a atividade escolar, quer a nível da expressão e comunicação, desenvolvimento de atitudes e valores, como também na construção de relações afetivas e sociais.


Mónica, pretendes continuar a investigar na educação? Qual é o próximo passo?

Sim. Na minha opinião o conhecimento e as aprendizagens não estagnam aqui. Ao longo da minha vida profissional como educadora ou professora irei investigar, adotando as caraterísticas da investigação-acção, com o objetivo de melhorar as minhas práticas e de ajudar os meus alunos no seu percurso pré-escolar e escolar.

Também gostava de aprofundar o estudo sobre a importância das expressões artísticas no desenvolvimento infantil pelo que possivelmente será um dos próximos passos a dar.

Parabéns, Mónica, e votos de muito sucesso no futuro!

2013/07/08

Mestrado: As Histórias como Estratégia Pedagógica


Ana Rita do Céu Pinheiro realizou as provas de defesa do relatório de estágio do Mestrado em Educação Pré-Escolar e Ensino do 1º Ciclo do Ensino Básico no passado dia 22 de junho, sob o título "As Histórias como Estratégia Pedagógica." As provas foram avaliadas por um júri presidido pelo Doutor Pedro Francisco González, sendo vogais os doutores Francisco José Rodrigues de Sousa e Ana Isabel da Silva Santos.


Olá Rita. O que te levou a ingressar neste mestrado? Como surgiu o tema da tua tese de mestrado?

A ingressão neste mestrado vem no seguimento da Licenciatura em Educação Básica, a qual terminei em junho de 2011. Visto que esta licenciatura rege-se pelo processo de Bolonha, não me conferia a possibilidade de me tornar, de facto, educadora/docente. Pelo que, tive a necessidade de obter o Grau de Mestre em Educação Pré-Escolar e Ensino do 1.º Ciclo do Ensino Básico, para exercer a profissão.

Pelo facto de ser um Mestrado profissionalizante, o trabalho final que realizamos denomina-se Relatório de Estágio, tendo algumas diferenças em relação a uma tese. Pois relaciona-se mais com um trabalho de pesquisa, de observação e de análise, do que com o trabalho de investigação com carácter científico.

O tema escolhido para o meu Relatório de Estagio foi “As história como estratégia pedagógica”, sendo que esta escolha deveu-se ao facto de ter desenvolvido, ao longo do meu percurso académico, algum interesse por uma estratégia de ensino pouco conhecida, o storytelling. Com esta estratégia pretende-se desenvolver o processo de aprendizagem partindo de histórias, que servem de instrumento de integração para a articulação dos vários conhecimentos, das várias áreas de conteúdo. Além disso, tendo em conta experiências de práticas anteriores, considerei que seria mais interessante organizar uma situação de aprendizagem, de forma contextualizada, articulada e significativa para as crianças, se tivesse como ponto de partida uma história.


A tua tese chega a algumas conclusões bastante interessantes. Como é que vês a sua aplicação?

A partir da organização, estruturação, análise, discussão e fundamentação daquilo que foi a praxis que deu origem ao meu relatório de estágio, é-me possível justificar a pertinência de usar as histórias como estratégia pedagógica, pois os seus benefícios são muitos e consistentes. É possível trabalhar todas as áreas de conteúdo de forma articulada e integrada, o que faz com que as aprendizagens ocorram de uma forma contextualizada e façam sentido para as crianças, permitindo que estas posteriormente as apliquem noutros contextos intra e extra escolares. Ou seja, através do storytelling, é possível desenvolver uma aprendizagem útil e eficaz, pois devemos preparar as crianças para a vida e não para provas avaliativas.

A aplicação desta estratégia de ensino é possível e tem resultados benéficos para o desenvolvimento integrado, equilibrado e proveitoso das crianças a três grandes níveis: social, cognitivo e criativo.

Em termos sociais, uma vez que as histórias permitem ampliar o sentido de comunidade, o espírito critico e desenvolver atitudes e valores de forma significativa para as crianças.

Em termos cognitivos, porque as histórias permitem trabalhar conteúdos de diferentes áreas curriculares de forma integrada e contextualizada, facilitando o processo de utilização das aprendizagens noutros contextos.

Em termos criativos, uma vez que as histórias são uma fonte inesgotável de imaginação, onde as crianças podem assumir o papel de um personagem ou simplesmente utilizar ideias e elementos fantasiosos, para criar as suas próprias histórias, expressando-as através de várias formas artísticas.

Para confirmar a aplicabilidade desta estratégia de ensino, importa citar Odília Machado, sendo ela uma professora do 1º Ciclo que utiliza o storytelling na sua prática, obtendo resultados excelentes. Segundo esta professora, “a aprendizagem dos conteúdos programáticos é mais significativa quando a sua abordagem faz-se a partir do conto, reconto e exploração de histórias” (Histórias com e para crianças, p. 2).


Rita, pretendes continuar a investigar na educação? Qual é o próximo passo?

Sim. Penso que na educação, como em qual quer outra área, a investigação assume-se como um processo contínuo que permite a evolução e inovação. Um dos meus maiores receios em relação ao meu futuro profissional é cair na rotina, e daqui a 10 anos continuar a fazer o mesmo e estar desatualizada, por isso quero continuar a investigar, a pesquisar e a aprender.

O “próximo passo” neste momento, tendo em conta a conjetura do país, é um pouco “em falso”, pois não existem muitas perspetivas de emprego e esta área é uma das mais lesadas, pois a oferta e a procura não crescem em proporção. Contudo, a minha esperança é de poder ingressar na área da educação, mostrar o meu trabalho e contribuir para a aprendizagem de muitas crianças. Além disso, como já referi, não me quero limitar ao que já aprendi, quero continuar a receber formação, sendo as áreas de interesse mais imediato, Necessidades Educativas Especiais e Intervenção Precoce.

Parabéns, Rita, e votos de muito sucesso no futuro!

2013/07/07

Mestrado: Conceções, Comportamentos e Atitudes sobre Educação Ambiental, de Crianças do Pré-Escolar e do 1º Ciclo


Josefa Catarina da Rocha Bettencourt realizou as provas de defesa do relatório de estágio do Mestrado em Educação Pré-Escolar e Ensino do 1º Ciclo do Ensino Básico no passado dia 24 de junho, sob o título "Conceções, Comportamentos e Atitudes sobre Educação Ambiental, de Crianças do Pré-Escolar e do 1º Ciclo." As provas foram avaliadas por um júri presidido pelo Doutor Pedro Francisco González, sendo vogais os doutores Ana Margarida Moura de Oliveira Arroz, Francisco José Rodrigues de Sousa e Carlos João Peixoto Cardoso de Oliveira Gomes.


Olá Josefa. O que te levou a ingressar neste mestrado? Como surgiu o tema da tua tese de mestrado?

Com o Processo de Bolonha, a Licenciatura em Educação Básica é apenas o 1º ciclo de formação. Deste modo, para me habilitar para a docência (Educação de Infância e 1º Ciclo do Ensino Básico), meu objetivo principal, teria que ingressar neste mestrado. E, assim o fiz. 

Sempre me interessei pelas questões relacionadas com o ambiente e achei que esta seria a oportunidade ideal para aprofundar os meus conhecimentos e dar o meu pequeno contributo no âmbito da Educação Ambiental (EA). 

É fundamental desde a Educação Pré-Escolar e no Ensino do 1º Ciclo do Ensino Básico dar importância às questões ambientais. Estas preocupações estão difundidas nos programas das diferentes áreas de aprendizagem do 1º Ciclo, com incidência especial na área do Estudo do Meio. Pelas razões mencionadas anteriormente, optei pelo tema: “Conceções, comportamentos e atitudes sobre Educação Ambiental, de crianças do Pré-Escolar e do 1º Ciclo”. Tive a possibilidade de conhecer a perspetiva das crianças e o trabalho realizado no âmbito da EA pelos profissionais de educação das escolas onde o estágio decorreu. Também, este projeto de intervenção teve como principais objetivos o relato e a descrição das minhas práticas, trabalho realizado com as crianças. 


A tua tese chega a algumas conclusões bastante interessantes. Como é que vês a sua aplicação?

Para responder à pergunta de partida da minha tese (Que tipo de conceções e que apropriação as crianças do Pré-Escolar e 1º Ciclo têm das temáticas associadas à EA?) foram aplicados inquéritos, por questionário e entrevista semi-estruturada, constituindo assim, uma das partes importantes deste estudo. No entanto, tendo em conta que a amostra do estudo era reduzida, para adquirirmos uma noção global dos objetivos presentes no estudo, as conclusões a que cheguei não foram tão significativas tanto quanto gostaria e não tiveram o impacto que se pretendia. 

No entanto, pude concluir que as crianças têm conhecimento das causas e das consequências dos problemas ambientais, tal como têm consciência de que o Ser Humano é o maior causador de grande parte dos problemas. Que devemos ser ativos na sociedade e atuar perante os seus problemas. 

Quanto aos docentes, estes estão a par do que é verdadeiramente a EA. Não se trata apenas da proteção do ambiente, mas de se criar cidadãos ativos perante os problemas relacionados com o meio. A escola é um local privilegiado para o desenvolvimento de competências e para a aquisição de valores. Partindo deste princípio, cabe ao educador e professor servir de exemplo aos alunos, criando momentos de aprendizagens significativas no âmbito da EA e não só. 

Relativamente às minhas práticas concluí que, acima de tudo, as crianças aprendem muito mais com aulas lúdicas. É muito trabalhoso estar sempre a pensar em algo diferente para chamar a atenção dos alunos, mas não há nada mais gratificante para um docente do que ver os seus alunos a conseguir aprender algo que, com uma aula expositiva nem sempre é possível. E, o melhor de tudo é ver a felicidade estampada no rosto de cada criança. 

Espero apenas que, este estudo possa contribuir para que os alunos alterem as suas conceções e para que encarem a EA como um conjunto de atos educativos. 


Josefa, pretendes continuar a investigar na educação? Qual é o próximo passo?

Encaro a investigação como parte integrante do meu futuro como profissional de educação. Ao trabalharmos com crianças, requer que nós estejamos sempre a investigar para que, possamos encontrar as melhores formas de lhes dar as ferramentas para o seu presente e futuro. No entanto, penso em fazer novos estudos nesta ou noutra área, sempre com a intenção de me melhorar a nível profissional e ajudar outros docentes.

O próximo passo será mesmo ter a “minha” sala, seja no Pré-Escolar ou no 1º Ciclo. É o meu sonho. A “minha” sala com as “minhas” crianças e fazer a diferença. A razão pela qual escolhi ser docente foi mesmo por encarar que um professor pode fazer a diferença na vida de uma criança e na sociedade. De mudar as coisas para melhor. Estou a sonhar alto, mas acredito mesmo que nós, docentes e não só, podemos ser a mudança.

Parabéns, Josefa, e votos de muito sucesso no futuro!

2013/07/06

Mestrado: Estudo do Meio: Os Animais no âmbito da Educação Pré-Escolar e do Ensino do 1º Ciclo do Ensino Básico


Dulce Marlene Pereira Luís realizou as provas de defesa do relatório de estágio do Mestrado em Educação Pré-Escolar e Ensino do 1.º Ciclo do Ensino Básico no passado dia 26 de junho, sob o tema "Estudo do Meio: Os Animais no âmbito da Educação Pré-Escolar e do Ensino do 1º Ciclo do Ensino Básico." As provas foram avaliadas por um júri presidido pela doutora Ana Margarida Moura de Oliveira Arroz, sendo vogais os doutores Carlos João Peixoto Cardoso de Oliveira Gomes e Josélia Mafalda Ribeiro da Fonseca.


Olá Dulce. O que te levou a ingressar neste mestrado? Como surgiu o tema da tua tese de mestrado?

O que me levou a ingressar no mestrado Pré-Pri (como lhe chamamos, na gíria) foi o facto de o mesmo ser um mestrado integrado, o que possibilitará a minha entrada no campo escolar. No entanto, posso e devo referir que desde cedo tinha este sonho, o de me tornar educadora/professora do 1.º ciclo. Conseguir chegar até aqui, após um longo percurso (que foi interrompido cedo) fruto de muito esforço e dedicação, foi o culminar de um sonho como já referi e, por isso, não poderia estar mais feliz.

Relativamente à temática “os animais”, o surgimento desta deveu-se ao facto do Estudo do Meio ser uma área curricular interdisciplinar que permite uma abordagem pluridisciplinar, isto é, permite trabalhar conteúdos relativos a outras áreas, como por exemplo: geografia, história, ciências naturais, cidadania, entre outras. Esta área permite ainda contribuir para a compreensão progressiva das inter-relações entre a Natureza e a Sociedade. A temática abordada mostrou-se pertinente, pois os animais estão presentes na vida das crianças desde tenra idade. 

Aquando dos dois períodos de estágio (em contexto de educação pré-escolar e 1º ciclo do ensino básico), proporcionaram-se diversos momentos didáticos, quer em contexto imediato, quer em saídas de campo. 

Assim sendo, no âmbito da educação pré-escolar, realizaram-se visitas de estudo à Quinta dos Açores, ao Paúl da Praia da Vitória (com o objectivo de se observar aves migratórias e dos Açores, e devo referir que contamos com a preciosa ajuda do Hélder Xavier, tendo o apoio da Ecoteca), visitamos ainda o jardim zoológico de Lisboa e o Oceanário (iniciativa que contou com o apoio e envolvimento dos pais e encarregados de educação da turma em questão e restante comunidade educativa).

Relativamente ao 1º ciclo do ensino básico, desenvolvemos outro projeto, também sobre os animais dos Açores. Para tal realizámos duas visitas de estudo: uma à Quinta dos Açores e outra à Associação dos Animais da Ilha Terceira. Ao longo deste processo tentou-se trabalhar de forma interdisciplinar e para uma educação de valores, onde foram trabalhados os valores de autonomia e responsabilidade.



A tua tese chega a algumas conclusões bastante interessantes. Como é que vês a sua aplicação?

Relativamente às conclusões, as visitas de estudo tiveram um impacto positivo, devido ao seu carácter motivador que estimula os alunos durante as saídas de campo. Ao longo do estágio conseguiu-se entender que todas as crianças que participaram neste estudo já ostentavam alguns conhecimentos relativos a esta temática, pois já se relacionavam com animais do meio local e conheciam alguns animais de outros lugares (através de Banda Desenhada, histórias, vídeos, etc.). Contudo, explorar os animais dos Açores foi uma mais-valia, pois é importante partir-se do meio local e do que as crianças já conhecem.

Tendo em conta a temática abordada, algumas crianças participaram tendo como ponto de partida as suas experiências de vida, ou seja, os conhecimentos sobre animais com que têm contato direto. Evidenciou-se a importância que as crianças dão aos factores de sustentabilidade, de modo indireto, pois estas têm noção que parte dos rendimentos das suas famílias surgem através dos animais, particularmente através da exploração de gado. Simultaneamente, visto que estas crianças pertenciam a um meio rural, a sua maioria estava também ligada à pecuária. 

Através das intervenções notou-se que estas crianças têm cuidados para com os animais. Estas sabem que têm que cuidar deles, para que cresçam tendo uma vida digna. Estão habituadas a acompanhar os familiares na exploração de gado e tratar dos mesmos. No que se refere aos animais domésticos, nomeadamente, o cão e o gato, alguns têm a responsabilidade de os alimentar. 

Através de algumas visitas de estudo foi possível compreender melhor o pensamento das crianças sobre o mundo que as rodeia. 


Dulce, pretendes continuar a investigar na educação? Qual é o próximo passo?

Julgo que investigar é o melhor a fazer, pois quando se trabalha com crianças, e consequentemente no meio escolar, temos que estar preparados para tudo o que se passa à nossa volta.

Pretendo realizar investigação-ação, sempre que se justifique, para que possa melhorar o meu desempenho enquanto profissional de Educação Básica.

O meu próximo passo será o de entrar com o pé direito numa sala de aula, estou ansiosa para que esse dia chegue. Não pretendo ficar apenas pela minha formação inicial, mas sim continuar a aprofundar o meu conhecimento e, sempre que possível, participar em formações, workshops, etc., visto que“Aprender a ser professor é uma viagem longa e complexa, repleta de desafios e emoções. Inicia-se com as diferentes experiências (…) Culmina, formalmente, com a formação profissional, mas continua nas experiências de ensino por que vamos passando ao longo da vida” (Arends, 1995, p. s/p)”.


Parabéns, Dulce, e votos de muito sucesso no futuro!